Da-sein

Category: Heidegger - Termos originais
Submitter: Murilo Cardoso de Castro

Da-sein

Em obras posteriores, o homem distingue-se ainda mais agudamente de Dasein. Da-sein não é o homem, mas um relacionamento com ser que o homem adquire e que pode perder. O homem pode ser simplesmente um sujeito ou um animal racional (GA65, 62; GA49, 36). Além disto, Da-sein é mais o que está "entre" o homem e os deuses do que o que coincide com o próprio homem (GA65, 28s, 31) "Da-sein existe em função de si mesmo", mas isto agora significa que existe em função de ser, já que ele é essencialmente o "guardião" de ser (GA65, 302). Agora, mais do que Da-sein é o homem que não deveria ser visto como instância de um gênero (GA65, 61); perguntamos "quem" somos ou quem é o homem (GA65, 438ss), e não quem é Da-sein. Da-sein tornou-se muito impessoal para permitir tais questões (mas cf. GA65, 303). Heidegger atribui os dois sentidos de Dasein, o tradicional e o seu próprio, respectivamente ao "primeiro" e ao "outro" começo (GA65, 295ss).

A posterior divergência de SZ não deve ser exagerada. Em SZ Dasein transcende mundo: "Mas se o si mesmo aprimora-se, primeiramente, após a superação de mundo, então mundo prova ser aquilo em função do que Dasein existe" (ER, 84). Dasein pode permanecer no centro das coisas, mas é em si mesmo "extático, i.e., excêntrico" (ER 98 n.59; GA27, 11). SZ não é mais antropocênlrico do que a obra posterior de Heidegger. [DH]

Submitted on:  Fri, 16-Mar-2012, 22:35