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filosofia

Definition:
A filosofia, pelo menos em seu início, mas até mesmo em tempos próximos do nosso, foi, em algumas de suas expressões mais eminentes, um método que se propunha a atingir a sabedoria pelo conhecimento. Algo dessa concepção permanece em certas orientações atuais da filosofia. A ideia subjacente é que há um ponto de vista justo sobre a existência e sobre o mundo, ponto de vista a partir do qual o homem pode, de certa forma, relacionar-se de modo harmonioso com o universo, embora esse ponto de vista não seja imediato. A vida imediata está imersa na particularidade de preocupações contingentes, está repleta de imagens falaciosas, não é capaz de compreender-se a si mesma e ignora seu próprio sentido; em suma, caracteriza-se pela errância. O esforço a ser feito, em vista de restituir a existência a seu sentido autêntico, consiste essencialmente em desembaraçar-se das ilusões, graças a uma crítica impiedosa de todas as formas de erro, e em conquistar uma visão verdadeira do mundo e da vida. Em geral, o erro é compreendido como o apego a um ponto de vista parcial, àquilo que é imediatamente acessível, às evidências mais espontâneas; quanto à verdade, ao contrário, é concebida como o ponto de vista da totalidade. Ver as coisas em sua verdade é situá-las relativamente ao todo, captar sua articulação com a estrutura universal que constitui o englobante último a partir do qual tudo deve ser compreendido. E ver-se a si mesmo na verdade é apreender-se em seu lugar nos elos do todo, é compreender-se como um momento na manifestação da vida universalmomento, aliás, não necessariamente insignificante, mas cuja significação positiva é inteiramente devida à contribuição que ele traz a essa manifestação e à virtude que dela recebe. Deste ponto de vista, as limitações que inevitavelmente encontra a existência, e cuja prova é sofrimento, são reinterpretadas, seja como peripécias particulares que tomam seu sentido de sua inscrição num destino que as ultrapassa absolutamente, seja como efeitos da ilusão de que inevitavelmente são vítimas aqueles que permanecem ligados à imediatez da experiência e, por conseguinte, à sua indigência até mesmo à sua incoerência.

Há, sem dúvida, sabedorias para as quais o acesso à vida autêntica constitui, antes de tudo, uma questão de prática: é por uma paciente ação sobre si, por uma ascese prolongada, por um caminho de desprendimento e de renúncia ao eu, que podemos chegar a um estado de liberação que, aliás, não é exprimível. Mas na perspectiva da sabedoria pelo conhecimento, que desempenhou um papel decisivo no nascimento e na evolução da filosofia ocidental, é pela mediação de um saber que podemos atingir uma verdadeira reconciliação com a vida. O ponto de vista adequado é, justamente, o de um pensamento que se tornou capaz de apreender a totalidade e de compreender como todos os seres, todas as qualidades e todos os acontecimentos nela se instalam; como, de modo especial, a vida mesma do «sábio» inscreve-se nesse » agenciamento universal de todas as coisas, concebido como harmonia, perfeição do inteligível, desabrochar supremo da beleza. Ver esta beleza é inserir-se ativamente nela. A visão é transformação, ao mesmo tempo conversão e metamorfose, distanciamento em relação a visões parciais e falsas e apropriação à lei do todo. A vida segundo a sabedoria é vida bem-aventurada. Mas o modelo por excelência da beatitude é o ato do pensamento que se possui perfeitamente a si mesmo. E para ter acesso à vida bem-aventurada o ser humano deve elevar-se ao conhecimento desse ato e aprender a ver o universo todo como que suspenso nele. É esse pensamento, participação ao puro pensamento, que constitui a sabedoria. [Ladrière]

Submitted on 16.12.2009 22:19
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