Login
Username:

Password:

Remember me



Lost Password?

Register now!
Main Menu
Search
Who is Online
9 user(s) are online (9 user(s) are browsing Léxico Filosofia)

Members: 0
Guests: 9

more...
Home Léxico Filosofia S sentidos internos Léxico Filosofia
Browse by letter
All | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Other

sentidos internos

Definition:
Os sentidos externos atingem apenas os sensíveis próprios ou comuns, e somente em sua presença. Ora, a experiência manifesta que nossa atividade de conhecimento sensível estende-se além desta percepção imediata dos objetos. Conservamos nossas sensações e podemos espontaneamente reproduzi-las; por outra parte, podemos compará-las, associá-las ou referi-las às necessidades práticas do sujeito. O conjunto destas atividades requer evidentemente outros poderes além dos simples sentidos externos: são os sentidos internos.

Conforme seu costume, Tomás de Aquino esforçou-se por dar uma justificação a priori da existência destes sentidos (cf. Ia Pa, q. 78, a. 4). Duas razões principais parecem motivá-lo. O animal perfeito, antes de tudo, devendo deslocar-se para atender às suas necessidades, deve ser capaz de representar a si mesmo os objetos sensíveis, mesmo quando não estão presentes. Por outra parte, para que possa discernir o que lhe convém e o que não lhe convém, é necessário que tenha um certo sentido do útil e do nocivo, sentido este que não pode ser reduzido à percepção externa do objeto. É assim que, retomando o exemplo antigo, a ovelha foge vendo o lobo, não porque a cor ou a forma deste animal desagrade seu olhar, mas porque vê que é seu inimigo. Tais arrazoados merecem consideração. Na realidade, o discernimento dos sentidos internos origina-se antes da análise do dado do conhecimento sensível, o qual manifesta "razões objetivas" que não são redutíveis às razões dos sentidos externos. Como em todos os casos semelhantes, convém reconhecer tantas potências especiais quantos objetos novos especificamente distintos. O peripatetismo enumera quatro, aos quais correspondem os quatro sentidos internos: "sensus communis", imaginação, estimativa e memória.

Aristóteles estudou esta questão dos sentidos internos no De Anima (III, c. 1-3) e no De Memoria et Reminiscentia. Tomás de Aquino comentou estes textos e deu uma visão sintética de seu conteúdo na Summa Theologica ( Ia Pa, q. 78, a. 4) e nas Quaest. Disp. De Anima (a, 13) . Em todas as elaborações destas exposições, de aparência um tanto convencional e rígida, esconde-se uma grande riqueza de observações e uma verdadeira fineza de discernimento psicológico. (Cf. Texto III, Sentidos internos e sentidos externos, pág. 193) . [Gardeil]

Submitted on 10.12.2009 16:03
This entry has been seen individually 883 times.

Bookmark to Fark  Bookmark to Reddit  Bookmark to Blinklist  Bookmark to Technorati  Bookmark to Newsvine  Bookmark to Mister Wong  Bookmark to del.icio.us  Bookmark to Digg  Bookmark to Google  Share with friends at Facebook  Twitter  Bookmark to Linkarena  Bookmark to Oneview  Bookmark to Stumbleupon Bookmark to StudiVZ



Powered by XOOPS © 2001-2012 The XOOPS Project