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Sprache

Definition:
linguagem
langage
lenguaje
language
langue

NT: Language (Sprache), 9, 19, 32, 42fn (genetivus objectivus), 55, 85fn (present perfect), 87 + fn, 119 (adverbs), 133, 157 + fn (statement), 160-166 (§ 34), 161fn, 167-168, 272, 349 (tenses, their types of action), 369, 406. See also Articulation; Copula; Discourse; Expressedness; Grammar; Hermeneutics; Infinitive; Logic; Rhetoric [BT]


Pois as palavras e a linguagem não constituem
cápsulas, em que as coisas se empacotam para o comércio de quem fala e escreve. É na palavra, é na linguagem, que as coisas chegam a ser e são. Por isso o abuso da linguagem no simples "bate-papo", (Gerede) nos jargões e frases feitas nos faz perder a referência autêntica com as coisas. [GA40 52]

A correspondência propriamente assumida e em processo de desenvolvimento, que corresponde ao apelo do ser do ente, é a filosofia. Que é isto – a filosofia? somente aprendemos a conhecer e a saber quando experimentamos de que modo a filosofia é. Ela é ao modo da correspondência que se harmoniza e põe de acordo com a voz do ser do ente.

Este co-responder é um falar. Está a serviço da linguagem.
O que isto significa é de difícil compreensão para nós hoje, pois nossa representação comum da linguagem passou por um estranho processo de transformações. Como consequência disso a linguagem aparece como um instrumento de expressão.[NT abaixo] De acordo com isso, tem-se por mais acertado dizer que a linguagem está a serviço do pensamento em vez de: o pensamento como co-respondência está a serviço da linguagem.
Mas, antes de tudo, a representação atual da linguagem está tão longe quanto possível da experiência grega da linguagem. Aos gregos se manifesta a essência da linguagem como o lógos.
Mas o que significa lógos e légein? Apenas hoje começamos lentamente, através de múltiplas interpretações do lógos, a descerrar para nossos olhos o véu sobre sua originária essência grega. Entretanto, nós não somos capazes nem de um dia regressar a esta essência da linguagem, nem de simplesmente assumi-la como herança. Pelo contrário, devemos entrar em diálogo com a experiência grega da linguagem como lógos. Por quê? Porque nós, sem uma suficiente reflexão sobre a linguagem, jamais sabemos verdadeiramente o que é a filosofia como a co-respondência acima assinalada, o que ela é como uma privilegiada maneira de dizer.

Mas pelo fato de a poesia, em comparação com o pensamento, estar de modo bem diverso e privilegiado a serviço da linguagem, nosso encontro que medita sobre a filosofia é necessariamente levado a discutir a relação entre pensar e poetar. Entre ambos, pensar e poetar, impera um oculto parentesco porque ambos, a serviço da linguagem, intervêm por ela e por ela se sacrificam. Entre ambos, entretanto, se abre ao mesmo tempo um abismo, pois “moram nas montanhas mais separadas”.

Agora, porém, haveria boas razões para exigir que nosso encontro se limitasse à questão que trata da filosofia. Esta restrição seria só então possível e até necessária, se do diálogo resultasse que a filosofia não é aquilo que aqui lhe atribuímos: uma correspondência, que manifesta na linguagem o apelo do ser do ente. [MHeidegger 39]


NOTA TRADUTOR: A crítica da instrumentalização da linguagem visa a proteger o sentido, a dimensão conotadora e simbólica, contra a redução da linguagem ao nível da denotação, do simplesmente operativo. Não se trata apenas de salvar a mensagem linguística da ameaça da pura semioticidade. O filósofo escobre na linguagem o poder do lógos, do dizer como processo apofântico; entrevê na linguagem a casa do ser, onde o homem mora nas raízes do humano. Se lembrarmos as três constantes que a tradição apresenta na filosofia da linguagem – a lógica da linguagem, o humanismo da linguagem e a teologia da linguagem –, verificamos que o filósofo assume a segunda, radicaliza-a pela hermenêutica existencial, carrega-a de historicidade e transforma a linguagem em centro de discussão, pela ideia da destruição da ontologia tradicional, a partir de sua tessitura categorial. Em Heidegger, uma ontologia já impossível é substituída pela critica da linguagem, numa antecipação da moderna analítica da linguagem, veja-se esta admoestação do filósofo que abre um texto seu, saído no jornal Neue Zurcher Zeitung (Zeichen, 21-9-1969): ‘A linguagem representada como pura semioticidade (Zeíchengebung) oferece o ponto de partida para a tecnização da linguagem pela teoria da informação. A instauração da relação do homem com a linguagem que parte destes pressupostos realiza, da maneira mais inquietante, a exigência de Karl Marx: “Trata-se de transformar o mundo”. [MHeidegger 39]

Tais considerações facilmente se impõem, mas estão desprovidas de peso em comparação com uma dificuldade bem diversa, pela qual deve passar o passo de volta.


A dificuldade está na linguagem. Nossas línguas ocidentais são, de maneiras sempre diversas, línguas do pensamento metafísico. Fica aberta a questão se a essência das línguas ocidentais é em si puramente metafisica e, por conseguinte, em definitivo caracterizada pelo onte-teo-lógica, ou se estas línguas garantem outras possibilidades de dizer e isto significa ao mesmo tempo possibilidades do não-dizer que diz. Com suficiente frequência mostrou-se-nos durante os exercícios do seminário a dificuldade a que está exposto o dizer pensante. A palavrinha "é", que em toda parte fala em nossa língua e diz do ser, mesmo ali onde propriamente não se manifesta, contém - desde o ésti gàr eivai de Parmênides até o "é" do princípio especulativo em Hegel e até a dissolução do "é" numa posição da vontade de poder em Nietzsche - todo o destino do ser.


A presença desta dificuldade que emana da linguagem deveria pre­venir-nos de transformar precipitadamente a linguagem do pensamento agora tentado numa terminologia e já amanhã falar em de-cisão [NT: O filósofo adverte o leitor contra o vício de transformar uma linguagem flutuante, essencialmente experimental, num jargão em que se quisera aprisionar aquilo que, como objeto do pensamento, sempre está em questão], em vez de consagrar todo esforço ao aprofundamento do que foi dito. Pois o que foi dito, o foi em um seminário. Um seminário é, a palavra já o sugere, um lugar e uma oportunidade de, aqui e ali, semear uma semente, uma semente de meditação que um dia possa, à sua maneira, pouco importa quando, nascer e frutificar. [MHeidegger]


Este co-rresponder (Ent-sprechen) es un hablar (Sprechen). Está al servicio del lenguaje (Sprache). Qué significa esto, es para nosotros hoy difícil de comprender; pues nuestra representación corriente del lenguaje ha sufrido singulares transformaciones. En virtud de ellas el lenguaje aparece como un instrumento de la expresión. Según lo cual se considera más justo decir: el lenguaje está al servicio del pensar, en lugar de: el pensar como co-rresponder (Entsprechen) está .al servicio del lenguaje. Pero ante todo la representación actual del lenguaje está tan alejada como sea posible de la experiencia (Erfahrung) griega del lenguaje. A los griegos se les manifiesta (offenbart) la esencia del lenguaje como el logos. Sin embargo, ¿qué significan logos y legein? Sólo hoy comenzamos lentamente, a través de las diversas interpretaciones del logos a penetrar con la mirada en su inicial esencia griega. Con todo, ni podemos nunca retornar a esta esencia del lenguaje, ni podemos simplemente asumirla. Muy por el contrario, debemos entrar en una conversación (Gespräch) con la experiencia griega del lenguaje en tanto logos. ¿Por qué? Porque sin una reflexión suficiente sobre el lenguaje jamás sabremos verdaderamente qué es la filosofía en tanto el co-rresponder (Ent-sprechen) que hemos caracterizado, qué es la filosofía en tanto un modo por excelencia del decir. Heideggeriana: QueFilosofia Apéndices

Pero se plantea aquí una pregunta: ¿el ser habla? ¿No corremos el peligro de reducir el ser a un ente-parlante? ¿Pero quién decide que sólo un ente puede hablar? ¿Quién ha medido la esencia de la palabra? Es claro que estas reflexiones conducen directamente a una nueva meditación de la palabra: Unterwegs zur Sprache (De camino al habla). Heideggeriana: SeminarioThor1969 Apéndices

Submitted on 21.12.2012 19:38
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