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Deus

Definition:
Gott

Heidegger rejeita o tomismo de sua juventude, que apresenta a fé cristã em termos aristotélicos. Os teólogos fizeram com Aristóteles o que Marx fez com Hegel (N2, 132/N4, 88). Heidegger retorna a são Paulo e santo Agostinho (cf. GA60, 67ss), e cita 1 Cor. I, 20-23 contra a apropriação cristã da metafísica grega: "Não transformou Deus em loucura a sabedoria deste mundo? [...] Porque os judeus pedem sinais, e os gregos procuram sabedoria, enquanto nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos" (EWM, 374/276). Soa frequentemente como um ateísta: "o homem não é a imagem de Deus como o absoluto pequeno-burguês [Spiess-bürgers]; este deus é o falso produto [Gemachte] do homem" (GA31, 136). Mas o que ele repudia é o tipo equivocado de Deus, particularmente o Deus concebido como entidade suprema: "O que parece, e deve parecer, para a compreensão ordinária, um ‘ateísmo’ é no fundo o oposto" (GA6, 471/N2, 207s). A existência de Deus não pode ser provada sem blasfêmia mais do que podemos provar a causalidade (GA6, 366/N2, 106). Podemos, todavia, tentar mostrar que a ideia do ser como o todo-poderoso, como santidade — mais apropriada do que a compreensão de Deus como um absoluto Vós, como bonum, como valor ou como eternidade — origina-se de nossa transcendência e compreensão global de ser. O desprezo de Heidegger em relação essas determinações deu a impressão de um ateísmo. No entanto, " melhor engolir a acusação barata de ateísmo que, tomada em sentido ôntico, é, em todo caso, inteiramente justificada. Mas não será a suposta fé ôntica em Deus, no fundo, uma completa falta de Deus?" (GA26, 211, n.3). Ele rejeita o ateísmo: "O último deus possui sua singularidade mais singular e encontra-se fora da determinação calculadora visada pelos termos ‘mono-teísmo’, ‘pan-teísmo’ e ‘a-teísmo’. Só houve ‘monoteísmo’ e todos os tipos de ‘teísmos’ desde a ‘apologética’ judaico-cristã, que possui a ‘metafísica’ como seu pressuposto intelectual. Com a morte deste deus todos os teísmos colapsam." (GA65, 411). O "Deus está morto" de Nietzsche não é "palavra do ateísmo, e sim palavra da onto-teologia desta metafísica na qual o niilismo autêntico torna-se completo" (GA6I, 348/N4, 210). A visão do mundo como "caos" proposta por Nietzsche, é uma "teologia negativa sem o deus cristão" (GA6, 353/N2, 95). [DH]


Por isso, com a determinação existencial da Essência do homem, ainda não se decidiu nada sobre a existência de Deus ou sobre o seu "não-ser", nem tampouco sobre a possibilidade ou impossibilidade de deuses. Assim, não é somente apressado mas até mesmo extraviado sustentar que a interpretação da Essência do homem por sua re-ferência à Verdade do Ser é ateísmo. Ademais, essa classificação arbitrária ainda peca por falta de atenção na leitura. Pois não faz caso de que, desde 1929, se pode ler no escrito Vom Wesen des Grundes (p. 28, nota 1), o seguinte: "Com a interpretação ontológica do Dasein, como ser-no-mundo, não se decidiu nada nem positiva nem negativamente sobre um possível ser para Deus. E sim é com o esclarecimento da transcendência, que se ganha um conceito suficiente do Dasein, com respeito ao qual se poderá então questionar, como se encontra ontologicamente a relação com Deus do Dasein". Ora, pensada parvamente, como de costume, tal observação será assim explicada: essa filosofia não se decide nem contra nem a favor da existência de Deus. Conserva-se numa indiferença. E, por conseguinte, não lhe importa a questão religiosa. Um tal indiferentismo decai, de fato, no niilismo.

Mas será que a observação citada ensina mesmo o indiferentismo? Por que então nela se imprimiram grifadas determinadas palavras e não outras quaisquer? Sem dúvida somente para indicar que o pensamento, que pensa a partir da questão sobre a Verdade do Ser, questiona de modo mais originário do que a metafísica pode questionar. Somente a partir da Verdade do Ser pode-se pensar a Essência do sagrado. Somente a partir da Essência do sagrado pode-se pensar a Essência da divindade. Somente na luz da Essência da divindade pode-se pensar e dizer o que a palavra "Deus" pretende significar. Ou será que não devemos, primeiro, saber ouvir e compreender cuidadosamente todas essas palavras, para podermos, como homens, isto é, como seres ec-sistentes, fazer a experiência da re-ferência de Deus com o homem? Como o homem da História atual do mundo poderia simplesmente questionar de modo sério e rigoroso, se Deus se aproxima ou se afasta, se se omite pensar primeiro dentro da dimensão na qual somente aquela questão pode ser questionada? Ora, essa é a dimensão do sagrado, que, até já como dimensão, permanece inacessível, se a abertura (das Offene) do Ser não se tiver clareado e em sua clareira não estiver próxima do homem. Talvez o que distingue nossa época (dieses Weltalter) é ser-lhe inacessível a dimensão da graça (des Heilen). Talvez seja isso a única desgraça (Unheil). [CartaH]


Através da interpretação ontológica do ser-aí como ser-no-mundo não caiu, nem positiva nem negativamente, a decisão sobre um possível ser para Deus. Mas pela clarificação da transcendência se alcança primeiramente um adequado conceito do ser-aí, o qual, levado em consideração, permite então perguntar qual é, sob o ponto de vista ontológico, o estado da relação do ser-aí com Deus. [MHeidegger SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO]


Somente podemos responder objetiva e profundamente à questão: como entra o Deus na filosofia?, se junto com isto se esclareceu, de modo suficiente, aquilo para onde o Deus deve vir - a própria filosofia. Enquanto perquirirmos a história da filosofia apenas historicamente, em toda parte, apenas descobriremos que o Deus nela entrou. Mas uma vez posto que a filosofia é, enquanto pensamento, o livre engajar-se no ente enquanto tal, engajar-se realizado a partir de si, então o Deus somente pode penetrar na filosofia na medida em que ela, a partir de si, segundo sua essência, exige e determina, que e como Deus nela entra. A questão: como entra o Deus na filosofia? recai por isso nesta outra questão: de onde se origina a essencial constituição onto-teo-lógica da metafísica? No entanto, assumir a pergunta assim formulada significa realizar o passo de volta. [MHeidegger A CONSTITUIÇÃO ONTO-TEO-LÓGICA DA METAFÍSICA]


A breve análise da constituição onto-teológica da metafísica mostra um caminho possível para respondermos à questão: como o Deus entra na filosofia?, a partir da essência da metafísica.

O Deus entra na filosofia pela de-cisão, que nós primeiro pensamos como o átrio em que se manifesta a diferença entre ser e ente. A diferença constitui o traçado básico no edifício da essência da metafísica. A de-cisão dá como resultado e oferece o ser enquanto fundamento a-dutor e pro-dutor, fundamento que necessita, ele próprio, a partir do que ele fundamenta, a fundamentação que lhe é adequada, quer dizer, a causação pela coisa (causa) mais originária (Ur-sache)? Esta é a causa como causa sui. Assim soa o nome adequado para o Deus na filosofia. A este Deus não pode o homem nem rezar nem sacrificar. Diante da causa sui, não pode o homem nem cair de joelhos por temor nem pode, diante deste Deus, tocar música e dançar.

Tendo isto em conta, o pensamento a-teu, que se sente impelido a abandonar o Deus da filosofia, o Deus como causa sui, está talvez mais próximo do Deus divino. Aqui isto somente quer dizer: este pensamento está mais livre para ele do que a onto-teo-lógica quereria reconhecer. [MHeidegger A CONSTITUIÇÃO ONTO-TEO-LÓGICA DA METAFÍSICA]

Submitted on 16.03.2012 22:50
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