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disposição

Definition:
Entende-se por "disposição", no sentido mais amplo do termo, a aptidão ou capacidade para fazer ou receber (experimentar) alguma coisa. Assim considerada, disposição é sinônimo de potência subjetiva. Habitualmente toma-se este termo em sentido mais estrito, significando então, a capacidade inata de um ser vivente para modos peculiares (não comuns aos demais seres da mesma espécie) de operar, receber, reagir, desenvolver-se, etc. Em biologia, denominam-se genes as disposições hereditárias que acompanham as características individuais do organismo. Em psicologia e antropologia, é menos corrente usar o conceito de disposição em relação com características individuais, preferindo-se designar com ele a índole inata e totalitariamente estruturada de uma função fundamental (como conhecer, querer, sentir) ou do psíquico em geral (disposição característica). VIDE caráter.

A disposição dá certamente a possibilidade fundamental para peculiares modos de operar, viver, etc., mas não dá a plena prontidão e facilidade. Esta adquire-se pelo exercício e hábito, e é estimulada pela força instintiva inerente a toda disposição. Embora as disposições incutam a todo ser vivo uma determinada direção de sua atividade, no entanto não deixara de lhe impor também certos limites. Dentro destes, a formação de disposições depende do meio ambiente, das necessidades vitais e, no homem, também da livre decisão de sua vontade (hereditariedade). — Disposição é a tradução do vocábulo latino dispositio, tomada primariamente no sentido de arranjo, ordenação (p. ex., de um texto). Depois, significa estado-e maneiras de ser não meramente inatos e permanentes, senão também adquiridos e transitórios, como o estado de ânimo, etc. — Brugger.


(gr. diathesis; lat. Dispositio; in. Disposition; fr. Disposition; al. Disposition; it. Disposizioné).

1. Distribuição das partes em um todo, devida à ordem do todo. Foi assim que Aristóteles entendeu essa palavra (Met., V, 19, 1022 b 1) (v. ordem, 2).

2. Tendência, inclinação ou atitude. Nesse sentido, essa palavra foi entendida também por Aristóteles (Met., V, 20, 1022 b 10), que às vezes a utilizou para indicar a virtude (Et. Nic, II, 7, 1107 b 16, 30, etc). Os estoicos empregaram-na constantemente para definir a virtude: "uma disposição de alma coerente e concorde" (Stobeo, Ecl., II, 7, 60; Cícero, Tusc, IV, 34). Esse significado persiste na filosofia medieval. Às vezes, distingue-se disposição de hábito. Pedro Hispano diz: "O hábito difere da disposição por ser mais permanente e duradouro, assim como são, p. ex., as virtudes e as ciências... As disposição, ao contrário, mudam facilmente, como p. ex. o frio, o calor, a saúde, a doença, etc. Os hábitos podem ser chamados de disposição, mas a recíproca não ocorre. Por isso, pode-se definir hábito como uma qualidade dificilmente movível, e a disposição como uma qualidade facilmente movível" (Summ. log., 3-23). O significado dessa palavra não mudou até hoje. Segundo Dewey, "a palavra disposição significa predisposição, prontidão para agir abertamente de determinado modo sempre que se apresentar a oportunidade: essa oportunidade consiste na supressão da pressão exercida pelo domínio de algum hábito patente" (Human Nature and Conduct, 1922, p. 41).

Já na lógica medieval as qualidades das coisas às vezes eram chamadas de disposição (Pedro Hispano, Summ. log., 12.08); os lógicos modernos repetem essa doutrina, afirmando às vezes que são disposição também qualidades que, como quebrado ou dissolvido, parecem exprimir um fato. Popper observa a propósito que um químico não diria que o açúcar ou o sal se dissolveram na água se não esperasse poder recuperar o açúcar ou o sal mediante a evaporação da água (The Logic of Scientific Discovery, 1959, p. 424). [Abbagnano]

Submitted on 04.03.2010 14:13
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