Login
Username:

Password:

Remember me



Lost Password?

Register now!
Main Menu
Search
Who is Online
13 user(s) are online (13 user(s) are browsing Léxico Filosofia)

Members: 0
Guests: 13

more...
Home Léxico Filosofia A analítico Léxico Filosofia
Browse by letter
All | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Other

analítico

Definition:
a) O que se processa por análise ou que constitui uma análise. O «método analítico» do pensamento é o que se baseia no juízo, indução e silogismo, e que constitui o procedimento ordinário do espírito; ele se opõe ao «método sintético», que procede por meio de tese, antítese e síntese.

b) Kant chama de «juízo analítico» aquele cujo predicado está contido no sujeito: «O predicado B ou pertence ao sujeito A, como algo que se acha contido de maneira oculta no conceito A; ou B se encontra completamente fora do conceito A, embora tenha, ao mesmo tempo, alguma ligação com aquele. No primeiro caso chama juízo «analítico», no outro «sintético». (Vide A priori).

c) Na Psicologia, distingue-se uma tendência analítica de uma tendência sintética do espírito, que se acha geralmente em diferentes indivíduos, diferentemente pronunciada. A primeira considera as coisas nos seus elementos; a segunda as considera no seu conjunto.

d) Línguas analíticas chamam-se aquelas que tendem a salientar a ideia principal, separando-a dos termos com os quais ela se acha em relação, termos que, por sua parte, estão sendo expressos cada um por uma palavra própria. O conjunto das palavras obedece, então, a uma ordem lógica e predeterminada. Línguas sintéticas, pelo contrário, são aquelas que tendem a reunir várias ideias em um único termo composto, de forma que a frase inteira, com os seus elementos justapostos, exige que o espírito lhes introduza a ordem lógica por um ato intuitivo de compreensão.

Geometria analítica é a ciência que traduz as figuras e propriedades geométricas em termos algébricos, e representa cada ponto de uma figura por suas coordenadas. [MFSDIC]




Depois de Kant, chama-se analítico ao juízo cujo predicado está compreendido no sujeito. Os juízos analíticos, diz Kant, “são aqueles em que a ligação do sujeito com o predicado se consegue por identidade”, contrariamente aos sintéticos, onde o predicado é alheio ao sujeito e a ligação não contem, portanto, identidade. Kant chama-lhes também juízos explicativos porquanto o atributo não acrescenta nada ao sujeito, mas apenas o decompõe em conceitos parciais compreendidos no mesmo. São exemplos de juízos analíticos: “todos os corpos são extensos”. “o triângulo é uma figura com três ângulos”, etc.

Estes juízos são todos a priori, isto é, válidos independentemente da experiência, ao contrário dos juízos sintéticos, que podem ser ou exclusivamente a posteriori ou então, como Kant também admite, a priori. Em rigor, a discussão versou quase sempre sobre a natureza dos juízos sintéticos.

Muitos autores não reconhecem a possibilidade de falar de juízos sintéticos a priori e afirmam - como se fazia antes - ou como faz grande parte das tendências neopositivistas contemporâneas - que todo o juízo sintético é a posteriori. Nesse caso, não se reconhece nenhum plano transcendental, único que, ao que parece, pode servir de elo e união entre o a priori e o sintético. Por outras palavras, os juízos sintéticos seriam todos derivados de experiências e os analíticos poderiam reduzir-se a tautologias. O juízo analítico não diria, em rigor, nada acerca do real. Esta concepção opõe-se, pois, decididamente à kantiana e opõe-se, por conseguinte, ao suposto último da filosofia transcendental de que o ser é o conjunto de fatos e de que a significação “se apresenta” ou inclusive “existe como númeno. Opõe-se também à solução dada por Husserl à concepção dos juízos analíticos e sintéticos. Husserl admite a possibilidade do pensar sintético sem necessidade de reconhecer um plano transcendental, porque refere tal pensar ao mundo de essências distintas das categorias, dos meros nomes e das realidades. Assim, para Husserl, há juízos a priori que não são puramente vazios e que também não precisam de ser transcendentais. Entre os lógicos contemporâneos, a tendência mais forte durante muito tempo consistiu em defender a impossibilidade dos sintéticos a priori. Parece que cada vez se acentuou mais o caráter exclusivamente analítico das proposições necessárias. Deste modo, houve tendência a excluir qualquer referência da proposição analítica-necessária à realidade e, portanto, a possibilidade de poder haver proposições analíticas acerca de caraterísticas gerais residentes no mundo ou nem sequer acerca de uma classe especial de objetos abstratos como os universais. Pouco a pouco, considerou-se inclusive que aquilo a que se chama proposição analítica não é senão uma regra de gramática. Como foi afirmado por Carnap e Wittgenstein, aquilo a que se chama analítico nas proposições analíticas não corresponde a uma “verdade universal necessária”, mas a “um modo de uso da linguagem”.

Pode, pois, dizer-se que, no nosso século, se deram duas respostas diferentes acerca da distinção entre as proposições analíticas e as sintéticas: 1. a que defendeu a separação que está dentro da tradição de Leibniz (em parte), Hume e outros, e preferiu apresentar os seus argumentos como resultado de uma reflexão sobre a índole das expressões lógicas; 2. A que negou essa distinção e que foi defendida, principalmente, pelos idealistas, os fenomenólogos e os pragmatistas. [Ferrater]

Submitted on 14.09.2008 17:01
This entry has been seen individually 5880 times.

Bookmark to Fark  Bookmark to Reddit  Bookmark to Blinklist  Bookmark to Technorati  Bookmark to Newsvine  Bookmark to Mister Wong  Bookmark to del.icio.us  Bookmark to Digg  Bookmark to Google  Share with friends at Facebook  Twitter  Bookmark to Linkarena  Bookmark to Oneview  Bookmark to Stumbleupon Bookmark to StudiVZ



Powered by XOOPS © 2001-2012 The XOOPS Project