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visão

Definition:
Sicht

A filosofia "orienta-se desde o princípio primariamente pelo ‘ver’ enquanto modo de acesso ao ente e para o ser" (BT, 147. Cf. 358). Mais tarde, Heidegger atribui esse entendimento principalmente a Platão. Platão argumentava que para identificar coisas particulares como, p.ex., semelhantes, devemos primeiro estar familiarizados com a semelhança ela mesma, i.e., com a ideia (GA6I, 217/N4, 162). Uma vez que o termo ideia vem do grego idein, "ver" , a interpretação do ser como ideia sugere que entes são apreendidos pelo ver. A palavra "teórico" provém igualmente de palavras gregas relacionadas a "ver" : thea, "vista, espetáculo" , e horan, "ver" . Por que os gregos, ao menos desde Platão, concebem o conhecimento como uma forma de visão? Não porque tenham sido "oticamente talentosos ou um ‘povo de visão’ [Augenmenschen]" , mas porque interpretaram o ser como "vigência [Anwesenheit] e constância [Beständigkeit]" . A visão é bastante apropriada para explicar nossa apreensão do "vigente e constante" . Pois "ao vermos, colocamo-nos, literalmente, ‘face a face’ com o que se apreende, assumindo que uma interpretação dos entes ainda não fundamenta nosso olhar. Os gregos não explicam nossa relação com os entes pelo olhar porque são um ‘povo de visão’; são, se quiser, um ‘povo de visão’ porque experimentaram o ser dos entes como vigência e constância" (GA6I, 223s/N4, 167. Cf. p, 222ss/261ss. Cf. GA19, 394ss, sobre Sehen-lassen, "deixar ver" ). Heidegger traduz regularmente os termos idea e eidos, "forma" , de Platão por Aussehen, "aparência, aspecto" . Algumas vezes recua, insistindo em que Aussehen não é um aspecto visual, tendo pouca conexão com com o sentido literal de ver: "O sentido em que os gregos entenderam o ‘aspecto’, a ‘aparência’ [’Aussehen’] de uma entidade, p.ex. de uma casa, ou seja, do que constitui o ser-casa da casa [das Haushafte], é o que permite que a entidade de algo se dê à visão, i.e, alcance vigência, i.e., venha a ser" (GA6I, 218/N4, 162). Sua interpretação dos gregos não se reduz, portanto, a uma tradução etimologizante equivocada. [DH]


Ela pensa o ente enquanto ente. Em toda parte, onde se pergunta o que é o ente, tem-se em mira o ente enquanto tal. A representação metafísica deve esta visão à luz do ser. A luz, isto é, aquilo que tal pensamento experimenta como luz, não é em si mesma objeto de análise; pois este pensamento analisa e representa continuamente e apenas o ente sob o ponto de vista do ente. É, sem dúvida, sob este ponto de vista que o pensamento metafísico pergunta pelas origens ônticas e por uma causa da luz. A luz mesma vale como suficientemente esclarecida pelo fato de garantir transparência a cada ponto de vista sobre o ente. 209 MHeidegger: O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA

O significado existencial de conceito de mundo que por último foi extraído de Kant é, então, atestado pela expressão que surgiu na época posterior "Visão de mundo". [As questões: 1. Em que medida faz parte da essência do ser-aí, como ser-no-mundo, algo tal como "visão de mundo"? 2. De que modo deve, tendo presente a transcendência do ser-aí, ser delimitada a essência da visão de mundo em geral e fundamentada em sua possibilidade interna? 3. Como se relaciona, de acordo com seu caráter transcendental, a visão de mundo com a filosofia? — não podem ser aqui elaboradas, nem mesmo respondidas. (N. do A.)] Mas também fórmulas como "homem do mundo", "mundo elegante", mostram uma significação semelhante de conceito de mundo. "Mundo" não é também simplesmente uma expressão para uma região (ontológica) que designa a comunidade de homens à diferença da totalidade das coisas da natureza, mas mundo significa justamente os homens em suas relações com o ente em sua totalidade, isto é, do "mundo elegante" fazem também parte, por exemplo, os hotéis e os studs. 328 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

Em que medida reside na transcendência a possibilidade interna para algo tal como fundamento em geral? O mundo se dá ao ser-aí como a respectiva totalidade do em-vista-de-si-mesmo, isto é, do em-vista-de um ente que é co-originariamente: o ser-junto-do..., ente puramente subsistente, o ser-com com... ser-aí de outros e ser-para... si mesmo. O ser-aí só pode, desta maneira, ser para si como para si mesmo, se "se" ultrapassa no em-vista-de. A ultrapassagem com o caráter de em-vista-de somente acontece numa "vontade", que como tal se projeta sobre possibilidades de si mesmo. Esta vontade, que essencialmente sobre-(pro-)jeta e por isso projeta ao ser-aí o em-vista-de-si-mesmo, não pode, por conseguinte, ser um determinado querer, um "ato de vontade", à diferença de outros comportamentos (por exemplo, representar, julgar, alegrar-se). Todos os comportamentos radicam na transcendência. Aquela vontade, porém, deve "formar", como ultrapassagem nela, o próprio em-vista-de. Aquilo, entretanto, que, segundo sua essência, antecipa projetando algo tal como em-vista-de em geral e não o produz também como eventual resultado de um esforço, é o que chamamos liberdade. [A liberdade de que aqui se fala não deve ser confundida com livre-arbítrio. Ela se liga à capacidade de transcendência que acompanha o ser humano enquanto tal. Mas não é uma característica do sujeito. É o lugar de encontro de ser e homem e assim é referida ao Dasein (ser-aí; por favor não se modalize o termo traduzindo-o por eis-aí-ser). Enquanto ligada à transcendência o filósofo pode vincular mais tarde esta liberdade à vontade e à clareira (Lichtung); ver Sobre a Essência da Verdade, Livraria Duas Cidades, São Paulo, 1970. Seria erro hipostasiar liberdade como algo entitativo ou interpretá-la na direção da substância ou da subjetividade da tradição metafísica. O filósofo forja precisamente estas difíceis cargas semânticas para se colocar além de uma visão substancialista ou subjetivista. Na raiz da liberdade, aqui em questão, está o enigma da alétheia como velamento e desvelamento. (N. do T.)] A ultrapassagem para o mundo é a própria liberdade. Por conseguinte, a transcendência não se depara com o em-vista-de como com um valor ou fim por si existente; mas liberdade — é, na verdade, como liberdade — mantém o em-vista-de em-face-de-si (entegegen). Neste manter-em-face-de-si do em-vista-de, pelo transcender, acontece o ser-aí no homem, de tal maneira que, na essência de sua existência, pode ser responsável por si, isto é, pode ser um (si) mesmo livre. Aqui, porém, se desvela a liberdade, ao mesmo tempo, como a possibilitação de compromisso e obrigação em geral. Somente a liberdade pode deixar imperar e acontecer um mundo como mundo (welten). Mundo jamais é, mas acontece como mundo (weltet). 347 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

A constante presença do próprio ser-aí, da constituição ontológica e do modo de ser do próprio eu, dá a Leibniz o modelo para a unidade que atribui a cada ente. Isto transparece em várias passagens. A clara visão com relação a este fio condutor é de importância decisiva para a compreensão da Monadologia. 528 MHeidegger: A DETERMINAÇÃO DO SER DO ENTE SEGUNDO LEIBNIZ

Mas uma vez concedido que o modo de dar, em que dá-Se tempo, exige a caracterização exposta, permanecemos ainda sempre confrontados com o enigmático "Se" que nomeamos quando dizemos: Dá-Se tempo. Dá-Se ser. Aumenta o risco de, com esta denominação do "Se", criarmos arbitrariamente uma força indeterminada, que teria por função realizar tudo o que se refere ao dar de ser e de tempo. Fugiremos, no entanto, à indeterminação, e evitaremos o arbítrio, enquanto nos ativermos às determinações do dar que procuramos mostrar, e isto precisamente a partir da visão antecipadora sobre o ser como presença, e sobre o tempo no âmbito do alcançar da clareira de um múltiplo presentar. O dar no "dá-Se ser" revelou-se como destinar e como destino de presença, em suas transformações epocais. 801 MHeidegger: TEMPO E SER

Submitted on 23.03.2012 15:16
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