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finitude

Definition:
Heidegger encontrou em Kant uma noção diferente de finitude, que não tem relação imediata com a morte. Deus tem uma intuitus originarius, uma "intuição originária", que cria seus próprios objetos, não sendo deles derivada. Desta forma, Deus não precisa pensar: "O pensamento enquanto tal é a marca da finitude" (GA3, 24/16). O homem, por sua vez, tem apenas intuitus derivativus, a intuição derivada dos objetos e que não os cria. Nosso Dasein é finito: "existe em meio àquilo que já é, estando a ele entregue" (GA3, 26/18). Por sermos finitos, temos a sensibilidade e os órgãos sensoriais para receber as intuições (Anschauung(en)) dos objetos: "A essência da sensibilidade consiste na finitude da intuição [Anschauung]" (GA3, 26/18). Heidegger assume para si o problema de Kant: "Como deve ser em sua mais íntima essência o ente finito que chamamos «homem», se ele deve estar aberto aos entes que ele mesmo não é e que devem, portanto, poder mostrar-se espontaneamente?" (GA3, 43/28). Como pode um ente dentre os outros saber algo sobre estes outros entes? A resposta, na própria terminologia de Heidegger, envolve nossa transcendência e nossa compreensão prévia do ser (GA3, 42/28). A transcendência tornada possível por nossa compreensão de ser cria a liberdade de movimento ou o espaço de jogo (Spielraum) no qual um ente pode aparecer como um objeto: um Gegenstand, o ente como uma aparência para a cognição finita, não a "coisa em si", o mesmo ente como ele é conhecido pela cognição infinita (GA3, 32/21). A finitude é responsável pela relação especial de Dasein com o ser: "Há [gibt es] e deve haver uma coisa tal como o ser somente onde a finitude tornou-se existente. Portanto, a compreensão do ser revela-se [...] como o solo mais íntimo da nossa finitude" (GA3, 228/156. Cf. 280/175: "Pois a ontologia é uma indicação da finitude. Deus não a possui"). A finitude é semelhante ao ser-lançado: "A finitude da cognição humana encontra-se no ser-lançado entre e para os entes" (GA25, 85). A filosofia é uma expressão de nossa finitude, uma tentativa de nos familiarizar em um mundo que não criamos e que não compreendemos inteiramente" (GA29, 12), e a própria filosofia é finita: "todo filosofar, sendo uma atividade humana, é incompleto, finito e restrito. Até mesmo a filosofia como conhecimento do todo deveria ficar satisfeita e abandonar a ideia de compreender o todo de uma só tacada" (GA21, 10). Não podemos alcançar uma visão "verdadeira em si mesma" por meio da contraposição de diferentes pontos de vista finitos, como Hegel tentou fazer; nenhuma visão que possamos alcançar jamais será a única visão possível (GA3, 236s/161). Nossa tendência de uniformizar e ignorar distinções, por exemplo, entre diferentes tipos de ente, também provém da nossa finitude. (GA31, 235s). A visão de Heidegger de que o homem é finito, e de que Kant o considerou finito, foi discutida por Cassirer em CK e num debate entre ambos que teve lugar em Davos no ano de 1929. O debate gira em torno da questão se nossa livre vontade e nosso conhecimento das "verdades eternas", tais como as da matemática, são marcas de nossa infinitude. A visão de Cassirer é semelhante à de Hegel, que também considerava o homem como infinito e rejeitava a teoria de Kant da "coisa em si" (GA3, 244/166s). [DH]


Finitude não é nenhuma propriedade que se encontra apenas atrelada a nós. Ela é o modo fundamental de nosso ser. Se quisermos vir a ser o que somos, não podemos abandonar essa finitude ou nos iludirmos quanto a ela. Muito ao contrário, precisamos protegê-la. Esta guarda é o processo mais interior de nosso ser-finito; ou seja, nossa mais intrínseca finitização. Finitude só é no interior da verdadeira finitização. Nesta finitização, contudo, consuma-se por fim uma singularização do homem em seu ser-aí. [GA29/30]

Submitted on 20.08.2015 20:33
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