Login
Username:

Password:

Remember me



Lost Password?

Register now!
Main Menu
Search
Who is Online
5 user(s) are online (5 user(s) are browsing Léxico Filosofia)

Members: 0
Guests: 5

more...
Home Léxico Filosofia P palavras Léxico Filosofia
Browse by letter
All | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Other

palavras

Definition:
Palavras reúnem ou recolhem os fenômenos em entidades estáveis, persistentes e intersubjetivas; elas criam um espaço aberto de entes sobre os quais podemos falar e com os quais podemos lidar, e assim criam oradores e ouvintes: "Com a questão acerca da essência da linguagem, porém, a questão acerca dos entes como um todo já está posta, se de fato a linguagem não é uma coleção de palavras que denotam coisas individuais familiares, mas a ressonância original da verdade de um mundo" (GA6, 364/N2, 104s Cf. GA29, 442, 447; GA42, 152/126; N1, 564, 578s, 583s, 586s/N3, 78, 91, 95s, 97s). No estilo de Hölderlin: "Quando os deuses chamam a terra, quando no chamado ecoa um mundo e, assim, o chamado ressoa como o Da-sein do homem, então a linguagem se dá enquanto palavra histórica e fundamentadora da história" (GA65, 510). Agora "a linguagem é a morada do ser" (CartaH, 311/217). [DH]


Heidegger está interessado não somente em mudanças históricas de pequena escala, relativamente recentes, mas também no "primeiro começo" da história ocidental e no próprio ser. Estes três interesses convergem. "Ser" é a mais fundamental das palavras: "toda palavra enquanto palavra é uma palavra ‘do’ ser [’des’ Seins], e não apenas quando a fala é ‘sobre’ e ‘do’ [’vom’] ser. Trata-se de uma palavra ‘do’ ser no sentido de que o ser expressa a si mesmo em cada palavra e deste modo esconde a sua essência" (GA6I, 252/N4, 193). Mas a "verdade do ser" não pode ser dita em nossa linguagem ordinária, cada vez mais desgastada.Toda linguagem é linguagem dos entes. Não podemos inventar uma nova linguagem para o ser. "Todo dito precisa deixar surgir também a habilidade para ouvir." Destarte, precisamos usar a " mais pura linguagem natural como a linguagem do ser. Esta transformação da linguagem penetra reinos ainda fechados para nós, já que não conhecemos a verdade do ser. Por isso, falamos da ‘renúncia da busca’, da ‘iluminação do velamento’, do ‘acontecimento apropriador’ (’Er-eignis’), de ‘Da-sein’, não extraindo verdades das palavras, mas abrindo a verdade do ser em tal dito transformado" (GA65, 78. Cf. 3). Heidegger utiliza a etimologia para reanimar palavras desgastadas e retraça as palavras originárias do primeiro começo. Prefere o grego, o alemão e o sânscrito, linguagens "filosóficas", "não permeadas pela terminologia filosófica, mas filosofantes enquanto linguagem e formação de linguagem" (GA31, 50. Cf. NII, 73/N4, 37; GA51, 16; GA27, 309). Valoriza a tendência que elas possuem para combinar palavras com vistas a formar novas palavras e de usar palavras antigas com propósitos filosóficos, em vez de emprestá-las de outras línguas, e a capacidade de preservar suas raízes antigas. Podemos aprender certas coisas a partir das palavras que não são evidentes ou de intenção consciente para o orador: "a linguagem não é obra do homem: a linguagem fala" (PT, 72/25). [DH]

Submitted on 15.03.2012 20:57
This entry has been seen individually 282 times.

Bookmark to Fark  Bookmark to Reddit  Bookmark to Blinklist  Bookmark to Technorati  Bookmark to Newsvine  Bookmark to Mister Wong  Bookmark to del.icio.us  Bookmark to Digg  Bookmark to Google  Share with friends at Facebook  Twitter  Bookmark to Linkarena  Bookmark to Oneview  Bookmark to Stumbleupon Bookmark to StudiVZ



Powered by XOOPS © 2001-2012 The XOOPS Project