Login
Username:

Password:

Remember me



Lost Password?

Register now!
Main Menu
Search
Who is Online
3 user(s) are online (2 user(s) are browsing Léxico Filosofia)

Members: 0
Guests: 3

more...
Home Léxico Filosofia E espaço Léxico Filosofia
Browse by letter
All | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Other

espaço

Definition:
A compreensão de Heidegger da espacialidade é influenciada por estes e outros verbos. Dasein é espacial de uma forma que nenhuma outra coisa extensa é. Abre um espaço em volta de si para dar a si mesmo "liberdade de movimento" ou campo de ação: "Por existir ele já sempre criou um espaço [eingeräumt] para o seu próprio campo de ação [Spielraum, lit. espaço para jogar, para mover]". Outras coisas ocupam ou "tomam" (einnehmen) espaço, mas "Dasein — no sentido literal — toma [nimmt] espaço em [ein]" (SZ, 368). [DH]


A existência científica recebe sua simplicidade e acribia do fato de se relacionar com o ente e unicamente com ele de modo especialíssimo. A ciência quisera abandonar, com um gesto sobranceiro, o nada. Agora, porém, se tora patente, na interrogação, que esta existência científica somente é possível se se suspende previamente dentro do nada. Apenas então compreende ela realmente o que é quando não abandona o nada. A aparente sobriedade e superioridade da ciência se transforma em ridículo, se não leva a sério o nada. Somente porque o nada se revelou, pode a ciência transformar o próprio ente em objeto de pesquisa. Somente se a ciência existe graças à metafísica, é ela capaz de conquistar sempre novamente sua tarefa essencial que não consiste primeiramente em recolher e ordenar conhecimentos, mas na descoberta de todo o espaço da verdade da natureza e da história, cuja realização sempre se deve renovar. 181 MHeidegger: QUE É METAFÍSICA?

Se realmente acompanhamos, com nossa interrogação, a questão desenvolvida em torno do nada, então não nos teremos representado a metafísica apenas do exterior. Nem nos transportamos também simplesmente para dentro dela. Nem somos disso capazes porque — na medida em que existimos — já sempre estamos colocados dentro dela. Physei gár, o phile, énestí tis philosophía te tou andrós diánoia (Platão, Fedro 279a). Na medida em que o homem existe, acontece, de certa maneira, o filosofar. Filosofia — o que nós assim designamos — é apenas o pôr em marcha a metafísica, na qual a filosofia toma consciência de si e conquista seus temas expressos. A filosofia somente se põe em movimento por um peculiar salto da própria existência nas possibilidades fundamentais do ser-aí, em sua totalidade. Para este salto são decisivos: primeiro, o dar espaço para o ente em sua totalidade; segundo, o abandonar-se para dentro do nada, quer dizer, o libertar-se dos ídolos que cada qual possui e para onde costuma refugiar-se sub-repticiamente; e, por último, permitir que se desenvolva este estar suspenso para que constantemente retorne à questão fundamental da metafísica que domina o próprio nada: Por que existe afinal ente e não antes Nada? 185 MHeidegger: QUE É METAFÍSICA?

A "angústia" em face da angústia, pelo contrário, pode enganar-se de tal modo que desconheça as simples referências na esfera essencial da angústia. Que seria toda coragem se não tivesse, na experiência da angústia fundamental, seu constante elemento de confronto? Na medida em que diminuímos a angústia fundamental e a referência do ser ao homem, nela iluminada, aviltamos a essência da coragem. Mas esta é capaz de suportar o nada. A coragem reconhece, no abismo do espanto, o espaço do ser apenas entrevisto, a partir de cuja iluminação cada ente primeiramente retorna àquilo que é e é capaz de ser. A preleção nem se compraz numa "filosofia da angústia" nem procura insinuar a impressão de uma "filosofia heróica". Ela pensa apenas aquilo que apareceu ao pensamento ocidental, desde o começo, como aquilo que deve ser pensado e permaneceu, entretanto, esquecido: o ser. Mas o ser não é produto do pensamento. Pelo contrário, o pensamento essencial é um acontecimento provocado pelo ser. 195 MHeidegger: QUE É METAFÍSICA?

Que significa "existência" em Ser e Tempo? A palavra designa um modo de ser e, sem dúvida, do ser daquele ente que está aberto para a abertura do ser, na qual se situa, enquanto a sustenta. Este sustentar é experimentado sob o nome "preocupação". A essência ekstática do ser-aí é pensada a partir da "preocupação" assim como, vice-versa, a preocupação somente pode ser experimentada, de modo satisfatório, em sua essência ekstática. O sustentar assim compreendido é a essência da ekstasis que deve ser pensada. A essência ekstática da existência é, por isso, ainda então insuficientemente entendida, quando representada apenas como "situar-se fora de", concebendo o "fora de" como o "afastado da" interioridade de uma imanência da consciência e do espírito; pois, assim entendida, a existência ainda sempre seria representada a partir da "subjetividade" e da "substância", quando o "fora" deve ser pensado como o espaço da abertura do próprio ser. Por mais estranho que isto soe, a stásis do ekstático se funda no in-sistir no "fora" e "aí" do desvelamento que é o modo de o próprio ser acontecer (west). Aquilo que deve ser pensado sob o nome "existência", quando a palavra é usada no seio do pensamento que pensa na direção da verdade do ser e a partir dela, poderia ser designado, do modo mais belo, pela palavra "in-sistência". 227 MHeidegger: O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA

Assim como nos primeiros nomes metafisicos do ser fala uma essência escondida de tempo, assim também no seu último nome: no "eterno retorno do mesmo". Durante a época da metafísica, a história do ser está perpassada por uma impensada essência de tempo. O espaço não está ordenado nem paralelamente a este tempo nem situado dentro dele. 233 MHeidegger: O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA

Assim se distingue, por exemplo, a verdade do puramente subsistente (por exemplo, as coisas materiais) como descoberta, especificamente da verdade do ente que nós mesmos somos, da abertura, do ser-aí existente [Cf. ibidem § 60, p. 295 ss. (N. do A.)]. Por mais variadas que sejam as diferenças de ambas as espécies de verdade ôntica, para toda revelação antepredicativa vale o fato de que o âmbito revelador nunca possui, primariamente, o caráter de uma pura representação (intuição), nem mesmo na contemplação "estética". A caracterização da verdade antepredicativa como intuição se insinua com facilidade pelo fato de a verdade ôntica, e aparentemente a verdade propriamente dita, ser determinada como verdade proporcional, isto é, como "união da representação". O mais simples em face desta é, então, um puro representar, livre de toda união predicativa. Este representar tem, não há dúvida, sua função própria para a objetivação do ente, certamente, então já sempre necessariamente revelado. A revelação ôntica mesma, porém, acontece num sentir-se situado em meio ao ente, marcado pela disposição de humor, pela impulsividade e em comportamentos em face do ente, tendências e volitivos que se fundam naquele sentimento de situação [Sobre "sentimento de situação", cf. ibidem § 29, p. 134 ss. (N. do A.)]. Contudo, mesmo estes comportamentos não seriam capazes de tornar acessível o ente em si mesmo, interpretados como antepredicativos ou como predicativos, se sua ação reveladora não fosse sempre antes iluminada e conduzida por uma compreensão do ser (constituição do ser: que-ser e como-ser) do ente. Desvelamento do ser é o que primeiramente possibilita o grau de revelação do ente. Este desvelamento como verdade sobre o ser é chamado verdade ontológica. Não há dúvida, os termos ‘ontologia’ e "ontológico" são multívocos, e de tal maneira que, justamente, escondem o problema propriamente dito de uma ontologia. Lógos do ón significa: o interpelar (légein) do ente enquanto ente, significa, porém, ao mesmo tempo o horizonte (woraufhin) em direção do qual o ente é interpelado (legómenon). Interpelar algo enquanto algo não significa ainda necessariamente: compreender o assim interpelado em sua essência. A compreensão do ser (lógos num sentido bem amplo), que previamente ilumina e orienta todo o comportamento para o ente, não é nem um captar o ser como tal nem um reduzir ao conceito o assim captado (lógos no sentido mais estrito — conceito "ontológico"). A compreensão do ser, ainda não reduzida ao conceito, designamos, por isso, compreensão pré-ontológica ou também ontológica, em sentido mais amplo. Conceituar o ser pressupõe que a compreensão do ser se tenha elaborado a si mesma e que tenha transformado propriamente em tema e problema o ser nela compreendido, projetado em geral e de alguma maneira desvelado. Entre compreensão pré-ontológica do ser e expressa problematização da conceituação do ser, há muitos graus. Um grau característico é, por exemplo, o projeto da constituição do ser do ente, através do qual é, concomitantemente, delimitado um determinado campo (natureza, história) como área de possível objetivação através do conhecimento cientifico. A prévia determinação do ser (que-ser e como-ser) da natureza em geral se fixa nos "conceitos fundamentais" da respectiva ciência. Nestes conceitos são, por exemplo, delimitados espaço, lugar, tempo, movimento, massa, força, velocidade; todavia, a essência do tempo, do movimento, não é propriamente problematizada. A compreensão ontológica do ente puramente subsistente é aqui reduzida a um conceito, mas a determinação conceitual de tempo e lugar etc., as definições, são reguladas, em seu ponto de partida e amplitude, unicamente pelo questionamento fundamental que na respectiva ciência é dirigido ao ente. Os conceitos fundamentais da ciência atual não contêm, nem já os "autênticos" conceitos ontológicos do ser do respectivo ente nem podem estes ser simplesmente conquistados por uma "adequada" ampliação daqueles. Muito antes, devem ser conquistados os originários conceitos ontológicos antes de toda definição científica dos conceitos fundamentais, de tal modo que, a partir daqueles, se torne possível estimar de que maneira restritiva e, em cada caso, delimitadora a partir de um ponto de vista, os conceitos fundamentais das ciências atingem o ser, somente captável em conceitos puramente ontológicos. O "fato" das ciências, isto é, conteúdo fático de compreensão do ser que elas necessariamente encerram, como qualquer comportamento para com o ente, não é nem instância fundadora para o a priori nem a fonte do conhecimento do mesmo, mas é apenas uma possível e motivadora orientação que aponta para a originária constituição ontológica, por exemplo, de história ou de natureza, orientação que ainda, por sua vez, deve permanecer submetida a constante crítica, que já recebeu os pontos que tem em mira da problemática fundamental de todo o questionamento do ser do ente. 273 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

A transcendência, na significação terminológica que deverá ser clarificada e demonstrada, refere-se àquilo que é próprio do ser-aí humano e isto não, por certo, como um modo de comportamento entre outros possíveis de vez em quando posto em exercício, mas como constituição fundamental deste ente, que acontece antes de qualquer comportamento. Não há dúvida, o ser-aí humano, enquanto existe "espacialmente, possui, entre outras possibilidades, também a de um "ultrapassai" um espaço, uma barreira física ou um precipício. A transcendência, contudo, é a ultrapassagem que possibilita algo tal como existência em geral e, por conseguinte, também um movimentar-se-no-espaço. 286 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

O ser-aí não poderia, enquanto ente, ser pelo ente perpassado pela disposição e, em conseqüência, por exemplo, ser por ele cercado, por ele ocupado e por ele atravessado — faltar-lhe-ia, aliás, espaço para isso — , se esta ocupação pelo ente não fosse acompanhada por uma irrupção de mundo, ainda que fosse um mundo apenas crepuscular. Mesmo que o mundo desvelado tenha pouca ou nenhuma transparência conceitual; mesmo que mundo seja até interpretado como um ente entre outros; pode faltar um saber expresso em torno do transcender do ser-aí; a liberdade do ser-aí, que traz consigo o projeto de mundo, pode estar apenas desperta — o ser-aí é, contudo, ocupado pelo ente, apenas como ser-no-mundo. O ser-aí funda (erige) mundo apenas enquanto se autofunda em meio ao ente. 351 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

Este fundamentar está "à base" de todo o comportamento em face do ente, de tal modo que somente na claridade da compreensão do ser o ente pode ser revelado em si mesmo (isto é, enquanto o ente que ele é e como o é). Porque, entretanto, todo o revelar-se do ente (verdade ôntica) é, de antemão, perpassado transcendentalmente pelo imperar do fundamentar que caracterizamos, por isso, devem, todo o descobrir e revelar ônticos, ser à sua maneira "fundantes", isto é, devem legitimar-se. Na legitimação se realiza a adução do ente exigida respectivamente pelo que-ser e como-ser do referido ente e do modo de desvelamento (verdade) que lhe é próprio; um tal ente então, por exemplo, se manifesta como "causa" e "motivo" (Beweggrund) para uma já revelada conexão de entes. Pelo fato de a transcendência do ser-aí, enquanto projeta e está situada, enquanto elabora compreensão de ser, fundamenta, e pelo fato de este fundar ser co-originário com os dois primeiros citados, na unidade da transcendência, isto é, pelo fato de brotar da liberdade finita do ser-aí, por isso pode o ser-aí, em suas legitimações fálicas e justificações, desembaraçar-se das "razões", sufocar o apelo a elas, transtorná-las e encobri-las. Em conseqüência desta origem da fundamentação e, por conseguinte, também da legitimação, fica, em cada situação, entregue à liberdade, até que ponto a legitimação é exercida e se ela consente na fundamentação propriamente dita, isto é, no desvelamento de sua possibilidade transcendental. Ainda que ser sempre esteja desvelado na transcendência, não é necessária, contudo, uma formulação ontológico-conceitual. Assim, pois, de resto, a transcendência pode ficar oculta como tal e somente ser conhecida numa explicitação "indireta". Mas mesmo então ela está desvelada, pois, ela justamente deixa irromper o ente na constituição fundamental do ser-no-mundo, em que se manifesta o auto-desvelamento da transcendência. Propriamente se desvela, porém, a transcendência como origem do fundar, quando este é levado a eclodir em seu originar-se, na sua triplicidade. De acordo com isto, fundamento quer dizer: possibilidade, chão, legitimação. Apenas o fundar da transcendência, triplamente disperso, causa, enquanto originariamente unifica, o todo em que o ser-aí sempre deve poder existir. Liberdade é, neste tríplice modo, liberdade para o fundamento. O acontecer da transcendência como fundar é o formar-se do espaço em que pode irromper o respectivo manter-se fálico do ser-aí fálico em meio ao ente como totalidade. 358 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

O homem erra. O homem não cai na errância num momento dado. Ele somente se move dentro da errância porque in-siste ek-sistindo e já se encontra, desta maneira, sempre na errância. A errância em cujo seio o homem se movimenta não é algo semelhante a um abismo ao longo do qual o homem caminha e no qual cai de vez em quando. Pelo contrário, a errância participa da constituição íntima do ser-aí à qual o homem historial está abandonado. A errância é o espaço de jogo deste vaivém no qual a ek-sistência insistente se movimenta constantemente, se esquece e se engana sempre novamente. A dissimulação do ente em sua totalidade, ela mesma velada, se afirma no desvelamento do ente particular que, como esquecimento da dissimulação, constitui a errância. 431 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DA VERDADE

A errância é a antiessência fundamental que se opõe à essência da verdade. A errância se revela como o espaço aberto para tudo o que se opõe à verdade essencial. A errância é o cenário e o fundamento do erro. O erro não é uma falta ocasional, mas o império desta história onde se entrelaçam, confundidas, todas as modalidades do errar. 432 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DA VERDADE

O ser-possível de um objeto consiste no caráter do ser posto de algo de tal maneira que este algo "concorda com" aquilo que se dá nas formas puras da intuição, isto é, o espaço e o tempo, e, enquanto se dá assim, se deixa determinar segundo as formas puras do pensamento, isto é, das categorias. 680 MHeidegger: A TESE DE KANT SOBRE O SER

Por ocasião da clarificação e fundamentação da diferença entre possibilidade e atualidade mostrou-se que a posição do atual vai além do simples conceito de possível, vai até a exterioridade em contraposição com a interioridade do estado subjetivo do sujeito. Com isto entrou em jogo a distinção entre "interior" e "exterior". O interior visa às determinações internas de uma coisa, que decorrem do entendimento (qualitas — quantitas), à diferença do exterior, quer dizer, das determinações que se mostram entre si, na intuição de espaço e tempo, como as relações externas das coisas como fenômenos. A diferença destes conceitos (conceitos da reflexão) e os conceitos mesmos é objeto da reflexão transcendental. 701 MHeidegger: A TESE DE KANT SOBRE O SER

Este procedimento não corresponde, sem dúvida, à realidade objetiva, admitindo-se que tenhamos que designar "tempo", a unidade do alcançar agora mostrada, e precisamente esta. Pois o tempo mesmo não é nada de temporal, assim como tampouco é algo entitativo. Por isso fica-nos vedado dizer: futuro, passado, presente, subsistem "simultaneamente". Não obstante, fazem parte de uma unidade em seu recíproco-alcançar-se. Sua unidade unificante só pode determinar-se a partir do que lhes é próprio, do fato de reciprocamente se alcançarem. Mas o que se alcançam uns aos outros? Nada mais que a si mesmos, e isto quer dizer: o pre-s-entar neles alcançado. Com isto se ilumina o que denominamos espaço-de-tempo. Com a palavra "tempo", porém, já não significamos a sucessão da seqüência de agoras. De acordo com isto, espaço-de-tempo também não significa mais apenas a distância entre dois pontos de agoras do tempo calculado, distância que assinalamos quando, por exemplo, verificamos: No espaço de tempo de cinqüenta anos, aconteceram tais e tais coisas. Espaço-detempo designa agora o aberto, que se ilumina no recíproco-alcançar-se de futuro, passado e presente. Somente este aberto e apenas este delimita a possível expansão para o espaço que nos é vulgarmente conhecido. O iluminados alcançar-se-recíproco de futuro, passado e presente é, ele mesmo, pré-espacial; só por isso pode delimitar espaço, isto é, dar. 791 MHeidegger: TEMPO E SER

O espaço de tempo vulgarmente entendido no sentido da distância entre dois pontos do tempo é o resultado do cálculo do tempo. É através dele que o tempo, representado como linha ou parâmetro — tempo que assim é unidimensional — é medido por números. O elemento dimensional do tempo, assim pensado como a sucessão da seqüência de agoras, é tomado de empréstimo da representação do espaço tridimensional. 792 MHeidegger: TEMPO E SER

Na medida em que tempo, tanto quanto ser, enquanto dons do acontecer apropriados, somente podem ser pensados a partir deste, deve também ser pensada, de maneira correspondente, a relação do espaço com o Ereignis. Isto naturalmente só pode ter sucesso se antes tivermos visto claramente a origem do espaço, a partir do que é específico do lugar suficientemente pensado (cf. "Construir, Morar, Pensar", 1951, em Ensaios e Conferências, 1954, p. 145 ss.). 826 MHeidegger: TEMPO E SER

Esta relação é, em geral, o estar disponível, a relação com um possível apossamento por parte do homem. Aquilo que há (dá-se) não é puramente subsistente; interessa muito antes ao homem. Por causa da relação com o homem, que jaz na expressão, o "dá-se" (há) designa, no uso lingüística o imediato, o ser, de maneira mais clara, que o puro "ser", o "é". Mas, na linguagem poética, mostra-se também o "é" nem sempre e nem somente no sentido teorético e descolorido da constatação de uma pura subsistência. Trakel diz: "Há uma luz que o vento apagou. Há um cântaro na campina, que ao entardecer um embriagado abandona. Há um vinhedo, queimado e negro com covas cheias de aranhas. Há um espaço, que caiaram com leite". 911 MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"


Submitted on 13.03.2012 13:42
This entry has been seen individually 179 times.

Bookmark to Fark  Bookmark to Reddit  Bookmark to Blinklist  Bookmark to Technorati  Bookmark to Newsvine  Bookmark to Mister Wong  Bookmark to del.icio.us  Bookmark to Digg  Bookmark to Google  Share with friends at Facebook  Twitter  Bookmark to Linkarena  Bookmark to Oneview  Bookmark to Stumbleupon Bookmark to StudiVZ



Powered by XOOPS © 2001-2012 The XOOPS Project