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cotidianidade

Definition:
A interpretação de Heidegger de Dasein parece mostrá-lo "como ele é antes de tudo e na maioria das vezes [zunächst und zumeist] em sua cotidianidade mediana [Alltäglichkeit]" (SZ, 16). Tag, "dia", e ali, "todo", formam: Alltag, "dia de semana, vida cotidiana"; alltäglich, " diariamente, todo dia, comum"; e Alltäglichkeit, "cotidianidade". Ao contrário de um " modo de existir distintivo, definido", a cotidianidade é o indiferente "antes de tudo e na maioria das vezes, [Zunächst und Zumeist], inerente ao Dasein". Por ser tão próxima de nós, ela é normalmente ignorada: "Aquilo que é onticamente mais próximo e mais familiar é ontologicamente o mais distante, desconhecido e constantemente ignorado em seu sentido ontológico" (SZ, 43). Alltäglichkeit "significa claramente aquele modo de existir que Dasein observa ‘todo dia’ [’alle Tage’]". Mas a cotidianidade não é um conceito quantitativo: "’todo dia’ não significa a soma dos ‘dias’ que cabem ao Dasein na ‘duração de sua vida’." Significa "um como [Wie] de existência, um como definido permeia Dasein ‘por sua vida’." E "o como no qual Dasein ‘vive o seu dia-a-dia’, quer em todos os seus comportamentos, quer em certos comportamentos privilegiados pela convivência". (SZ, 370). A cotidianidade se contenta com o habitual, mesmo quando ele é opressivo. E uniforme, mas encontra variedade em tudo o que possa advir no dia. A cotidianidade é inevitável: "determina Dasein mesmo quando este não escolheu o impessoal como seu ‘herói’. [...] A existência pode, de fato, sobrepujar o todo-dia [den Alltag] no instante da visão e, é claro, em geral apenas ‘por um momento’, mas nunca pode extingui-lo" (SZ, 371).

A cotidianidade contrasta com a ciência. Para o cientista, "as coisas cotidianas mostram uma outra face" (GA41, 9/12): o sol desceu antes que o pastor o tenha visto se pôr, e a mesa cotidiana é acompanhada dos Doppelgänger de Eddington. Ela também contrasta com a filosofia: "o conceito filosófico é um ataque ao homem, ao homem em geral — expulso da cotidianidade e levado de volta ao fundamento das coisas" (GA29, 31). Nos padrões da "representação cotidiana", a filosofia é "sempre algo desordenado" (GA41, 1/1s). A cotidianidade tende a homogeneizar os entes e as nossas relações com eles (GA29 400). Seus erros são mais elusivos e sedutores do que as teorias tradicionais (GA24, 82). Mas a filosofia precisa da "proximidade do Dasein cotidiano [...], a serenidade [Gelassenheit] do livre olhar de relance, que surge no cotidiano — livre do psicológico e de outras teorias acerca da consciência, experiências etc." (GA29, 137). [DH]

Submitted on 12.03.2012 18:04
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