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Aristóteles

Definition:
De que modo a referida lei fundamental se relaciona com a antiga concepção da natureza? A representação dominante no Ocidente da totalidade da natureza («o mundo») foi, até ao século XVII, determinada pela filosofia platônica e aristotélica; o pensamento científico-conceitual, em particular, foi orientado por representações fundamentais, conceitos fundamentais e princípios, que Aristóteles expôs nos seus cursos sobre física e sobre a esfera celeste e que foram assumidos pela Escolástica medieval.

Devemos introduzir-nos, brevemente, nas representações fundamentais de Aristóteles, para podermos apreciar o alcance da transformação que se expressa na primeira lei de Newton. Devemos, a este propósito, libertar-nos de um preconceito que, em parte, foi alimentado pela crítica penetrante a Aristóteles, por parte da moderna ciência: o fato de estas posições serem meros conceitos imaginários a que falta qualquer legitimação junto das próprias coisas. Isto pode valer para a Escolástica da baixa Idade Média, que, muitas vezes, vagueava de modo puramente dialético num emaranhado de conceitos sem fundamento. Mas não se aplica ao próprio Aristóteles. Este, no seu tempo, lutou a favor da posição segundo a qual o pensar, o questionar e o enunciar são sempre um legein homologoumena tois phainomenon (De Coelo, 7, 306a6); « o enunciado corresponde àquilo que, no ente, se mostra por si mesmo.»

No mesmo lugar, Aristóteles diz expressamente: telos de tes men poietikes epistemes to ergon, tes de physikes to phainomenon aei kyrios kata ten aisthesin. Já vimos (pp. 76 e seg.) que os Gregos caracterizavam as coisas como physika e poioumena, como coisas que aparecem por si mesmas e como coisas pro-duzidas, feitas. De forma correspondente, há diversos tipos de saber, episteme, um saber acerca do que aparece por si mesmo e um saber acerca daquilo que é produzido. De forma correspondente, é também diverso o telos do saber, quer dizer, aquilo onde o saber atinge a sua finalidade, onde se detém, em que está de modo apropriado. Por consequência, aquela proposição diz: «Aquilo onde o saber das coisas produzidas se detém, onde antecipadamente se apoia, é a obra, no sentido do que deve ser produzido; este tem sempre o predomínio, a medida, para a percepção, quer dizer, para o mero aceitar e recolher» (em contraste com o fazer e o manipular as coisas). O que Aristóteles exprime aqui como princípio do modo de proceder científico não se diferencia, de modo nenhum, dos princípios da ciência moderna. Newton escreve (Principia, Liber III; regulae IV): «In philosophia experimentale propositiones ex phaenomenis per inductionem collectae non obstantibus contrariis hypothesibus pro vens aut accurate aut quamproxime haberi debent, donec alia occurrerint phaenomena, per quae aut accuratiores reddantur aut exceptionibus obnoxiae.» «Na investigação experimental, as observações obtidas a partir dos fenômenos, através de uma aproximação em relação a eles, devem ser tomadas por verdadeiras, ou de modo suficiente, ou de modo aproximado, quando não existem pressupostos que se lhes oponham, até ao momento em que apareçam outros fenômenos, pelos quais elas se tornem ou mais exatas, ou sujeitas a excepções.»

Mas, apesar da atitude básica idêntica quanto ao modo de proceder, a posição de fundo de Aristóteles é essencialmente diversa da de Newton, porque aquilo que, em ambos os casos, é por assim dizer tomado por fenômeno e o modo como isso é interpretado não é, num e noutro lado, o mesmo. [GA41]


Aristóteles então, quase dois séculos depois de Heráclito, caracterizou este passo com a seguinte afirmação: Kai dê kai tá pálai te kai nyn kai aei zetoúmenon kai aei aporoúmenon, ti tó ón? (Metafísica, VI, 1, 1028 b 2 ss.). Na tradução isso soa: “Assim, pois, é aquilo para o qual (a filosofia) está em marcha já desde os primórdios, e também agora e para sempre e para o qual sempre de novo não encontra acesso (e que é por isso questionado): que é o ente? (ti tó ón)”.

A filosofia procura o que é o ente enquanto é. A filosofia está a caminho do ser do ente, quer dizer, a caminho do ente sob o ponto de vista do ser. Aristóteles elucida isto, acrescentando uma explicação ao ti tó ón, que é o ente?, na passagem acima citada: toutó esti tís he ousia? Traduzido: “Isto (a saber, ti tà ón) significa: que é a entidade do ente?” O ser do ente consiste na entidade. Esta, porém – a ousia –, é determinada por Platão como ideia, por Aristóteles como enérgeia.

De momento ainda não é necessário analisar mais exatamente o que Aristóteles entende por enérgeia e em que medida a ousia se deixa determinar pela enérgeia. O importante por ora é que prestemos atenção como Aristóteles delimita a filosofia em sua essência. No primeiro livro da Metafísica (Metafísica, 1, 2, 982 b 9 s.), o filósofo diz o seguinte: A filosofia é epistéme tõn próton arkhõn Kai aitiõn theoretiké? Traduz-se facilmente epistéme por “ciência”. Isto induz ao erro, porque, com demasiada facilidade, permitimos que se insinue a moderna concepção de “ciência”. A tradução de epistéme por “ciência” é também, então, enganosa quando entendemos “ciência” no sentido filosófico que tinham em mente Fichte, Schelling e Hegel. A palavra epistéme deriva do particípio epistámenos. Assim se chama o homem enquanto competente e hábil (competência no sentido de appartenance). A filosofia é epistéme tís, uma espécie de competência, theoretiké, que é capaz de theorein, quer dizer, olhar para algo e envolver e fixar com o olhar aquilo que perscruta. E por isso que a filosofia é epistéme theoretiké. Mas que é isto que ela perscruta?

Aristóteles di-lo, fazendo referência às prótai arkhai kai aitíai. Costuma-se traduzir: “as primeiras razões e causas” – a saber, do ente. As primeiras razões e causas constituem assim o ser do ente. Após dois milênios e meio me parece que teria chagado o tempo de considerar o que afinal tem o ser do ente a ver com coisas tais como “razão” e “causa”. [MHeidegger 33]

Aristóteles diz o mesmo (Metafísica, 1, 2, 982 b 12 ss.): dià gàr tó thaumázein hoi ánthropoi kaì nyn kai prôton ércsanto philosophein. “Pelo espanto os homens chegam agora e chegaram antigamente à origem imperante do filosofar” (àquilo de onde nasce o filosofar e que constantemente determina sua marcha). [MHeidegger 37]

Nomeando isto, pensamos no que já Aristóteles diz: Tó ón légetai pollakhõs. “O sendo-ser torna-se, de múltiplos modos, fenômeno”. [MHeidegger 40]


Compañero en mi búsqueda fue el joven Lutero, y el modelo fue Aristóteles a quien Lutero odiaba. Impulsos me provinieron de Kierkegaard, y el ojo me lo puso Husserl. Sea dicho esto para aquéllos que sólo “entienden” cuando logran hacer cuentas con la cosa en términos de influencias históricas, lo cual no es sino el pseudoentender que caracteriza a la afanosa búsqueda de novedades, y, por tanto, una aversión respecto de aquello [es decir, un apartar la vista de aquello] que es lo único de lo que decisivamente se trata. A los que así se comportan hay que {6}facilitarles la “tendencia” que caracteriza a ese su “entender” a fin de que puedan irse a pique más fácilmente en ellos mismos. Pues de ellos no puede esperarse nada. De lo único que se preocupan y lo único que cultivan es el -”pseudo”. [GA63]

Submitted on 21.07.2019 12:37
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