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o ser

Definition:
Sein

O ser, argumenta Heidegger, é muitas vezes considerado como a mais vaga das abstrações, o aspecto mais geral de tudo o que é. Uma distinção entre ser-que e ser-o-quê pode ser extraída. Nesse sentido ser-que é um aspecto homogêneo, partilhado por tudo que existe: tudo é ou existe do mesmo modo. Ser-o-quê também é homogêneo: os homens são mortais exatamente do mesmo modo como os números são divisíveis; as diferenças entre os dois casos dependem unicamente das diferenças entre homens e números, entre a mortalidade e a divisibilidade. Heidegger, ao contrário, realça a rica diversidade do sein. 1. O verbo ist,"é", permite várias paráfrases: " ‘Deus é’, i.e., realmente presente. ‘A terra é’, i.e., nós experimentamos e pensamos sobre ela como constantemente à mão; ‘A palestra será na sala de conferências’, i.e., se localizará, ‘O homem é de origem suábia’, i.e., descende dela. ‘A xícara é de prata’, i.e., consiste de [...]" (GA40, 68/75; cf. GA51, 30; NII, 247ss/N4, 189). 2. Podemos indagar não apenas o que algo é e se ele é, como podemos indagar como (wie) ele é, qual é o seu ser-como (Wie-sein), seu tipo, maneira ou modo de ser (Seinsart, Seinsweise, Weise zu sein). Números não apenas possuem propriedades diferentes das dos homens; eles são de um modo diferente, eles são entes de um tipo diferente. Homens, por sua vez, diferem no seu modo de ser de utensílios, e estes mais uma vez de rios ou montanhas. O modo de ser de um ente afeta as questões que podemos formular sobre eles de modo apropriado. Podemos perguntar "O que é jade?" ou "O que é um martelo?". Não deveríamos, todavia, perguntar "O que é o homem?" e sim "quem é o homem?", "quem é Dasein?" e "quem sou eu?". Além disso, tais questões clamam por uma decisão por via da resposta mais do que por uma lista de propriedades. Heidegger nem sempre distingue o ser-como do ser-que, considerando ambos como um modo de ser do ser, em contraste com o seu ser-o-quê ou "constituição" (p.ex., GA24, 291; NI, 425/N2, 163; GA65, 302). Uma razão para isso é a sua tendência de considerar a possibilidade, a atualidade e a necessidade como modos de ser (GA6, 461/N2, 195s): se é dito de um ente que ele é possível, e não atual, algo sobre o seu ser-que e o seu ser-como nos é relatado de uma só vez. A sentença "Centauros são uma invenção dos poetas" nos diz, segundo a visão de Heidegger, não tanto sobre a (atual) não-existência dos centauros, quanto sobre seu modo de ser (GA24, 290: Modus des Seins). Ele está menos interessado em "entes" não-existentes do que a tradição frege-russelliana; está também menos inclinado a enxergá-los como faltando em ser. 3. O verbo sein pode seguir-se de várias preposições: eu sou no mundo, perto de " (presente) em, junto a, ao lado de" etc.) coisas e acontecimentos, mit ("com") outras pessoas, zu ("para, em direção a") entes, morte, outros etc. Alguém poderia dizer que o ser é, não obstante, homogêneo e abstrato; a variedade é fornecida pela preposição e pelo substantivo que se segue. Mas Heidegger não pretende destacar o ser de seu contexto. Ser no mundo é, insiste ele, um tipo de ser diferente de ser em ou junto às coisas dentro dele, e diferente de ser com outras pessoas. Por isso, forja tantas vezes compostos de sein onde o alemão não os provê: Mitsein, "ser-com"; Beisein, "ser-em, presença"; In-sein, e assim por diante. [DH]


A postura correta diante destas proposições surge de uma renovada meditação da preleção. Ela deve examinar se o nada [Nichts], que dispõe a angústia [Angst] em sua essência [Wesen], se esgota numa vazia negação de tudo o que é, ou se — o que jamais e em parte alguma é um ente [Seiende] — se desvela como aquilo que se distingue de todo ente e que nós chamamos o ser. Em qualquer lugar e em qualquer amplitude em que a pesquisa explore o ente, em parte alguma, encontra ela o ser. Ela apenas atinge sempre o ente porque, antecipadamente, já na intenção de sua explicação, permanece junto do ente. O ser, porém, não é uma qualidade ôntica do ente. O ser não se deixa representar e produzir objetivamente à semelhança do ente. O absolutamente outro com relação ao ente é o não-ente [Nicht-Seiende]. Mas este se desdobra (west) como ser. Com demasiada pressa renunciamos ao pensamento quando fazemos passar, numa explicação superficial, o nada pelo puramente nadificador e o igualamos ao que não tem substância. Em vez de cedermos a esta pressa de uma perspicácia vazia e sacrificarmos a enigmática multivocidade do nada, devemos armar-nos com a disposição única de experimentarmos no nada a amplidão daquilo que garante a todo ente (a possibilidade de) ser. Isto é o próprio ser. Sem o ser, cuja essência abissal, mas ainda não desenvolvida, o nada nos envia na angústia essencial, todo ente permaneceria na indigência do ser [Seinlosigkeit]. Mas mesmo esta indigência do ser, enquanto abandono do ser [Seinsverlassenheit], não é, por sua vez, um nada nadificador [nichtiges Nichts], se é certo que à verdade do ser [Wahrheit des Seins] pertence o fato de que o ser nunca se manifesta (west) sem o ente, de que jamais o ente é sem o ser. [MHeidegger POSFACIO]


Como a objetividade adquire o caráter de constituir a essência dos entes [Seiendes] como tais?

Costuma-se pensar "ser" como a objetividade, num esforço de se apreender a partir daí o "ente em si" e assim esquecer de se perguntar e dizer o que se entende por "ente" [Seiende] e pelo "em si".

O que "é" ser? Devemos perguntar ao "ser" o que ele é? Ser fica fora de questão, auto-evidente e, portanto, impensado. Mantém-se numa verdade, de há muito esquecida e infundamentada. [GA7]


P — O senhor tem razão. Estranho é que se tenha atribuído posteriormente essa confusão ao meu próprio esforço de pensar. Em sua caminhada, esse esforço faz claramente uma distinção entre "ser" como "ser dos entes", e "ser" como "ser em seu próprio sentido", isto é, em sua verdade (clareira).

J — Por que então o senhor não abandona logo a palavra "ser" e não a deixa exclusivamente para uso da metafísica? Por que não deu um outro nome ao que o senhor procurava como "o sentido do ser", seguindo o caminho da essência do tempo?

P — Como se pode dar um nome específico ao que ainda se procura? Todo achar e encontrar repousa no apelo da linguagem nomeadora.

J — Nessas condições, deve-se suportar a confusão.

P — Realmente. Talvez ainda tenhamos que suportá-la por muito tempo, na condição indispensável de nos empenharmos em des-fazê-la com todo o cuidado.

J — É que somente um empenho assim pode nos levar para a liberdade.

P — O caminho até lá, no entanto, não é construído como se constrói uma estrada. O pensamento gosta de construir, eu quase diria, de maneira milagrosa, o seu caminho.

J — Neste tipo de construção, os construtores devem, às vezes, voltar para os trechos já edificados ou até mesmo para antes deles. [GA12]


(No seminário foi discutido o uso múltiplo e, contudo, unitário, da palavra "ser". Ser significa para Hegel, em primeiro lugar, porém, nunca apenas, "a indeterminada imediatidade". Ser é visto aqui a partir do mediar determinante, isto é, a partir do conceito absoluto e, por isso, na direção dele. "A verdade do ser é a essência", quer dizer, a reflexão absoluta. A verdade da essência é o conceito no sentido do infinito autoconhecimento. Ser é o absoluto autopensar-se do pensamento. Somente o pensamento absoluto é a verdade do ser, "é" ser. Aqui, verdade significa, em toda parte: o conhecimento consciente de si do cognoscível, enquanto tal.) [MHeidegger A CONSTITUIÇÃO ONTO-TEO-LÓGICA DA METAFÍSICA]

Submitted on 23.07.2019 09:49
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