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vigência

Definition:
Anwesen = vigente; Anwesenheit = vigência

"Operar", wirken, significa "fazer", tun. O que significa tun? A palavra provém da raiz indo-europeia dhe, de onde vem igualmente o grego thesis, posição, posicionamento, localização. Mas não se entende este fazer apenas, como ativ dade humana, e, tampouco, no sentido de ação e agir. Também o crescimento, vigência da natureza (physis), é um fazer, no sentido acima mencionado de thesis. Somente depois, é que physis e thesis vieram a opor-se uma à outra. Uma oposição que só tornou-se possível porque alguma coisa de idêntico as unia e determinava. Physis é thesis, a saber, a pro-posição de algo por si mesmo, no sentido de pôr em frente, de trazer à luz, de a-duzir e pro-duzir, de levá-lo à vigência. É, neste sentido, fazer que equivale a operar, que diz viger numa vigência. Assim o real é o vigente. Entendido assim como trazer e levar à vigência, o verbo "operar", "wirken", invoca um modo de o real se realizar, de o vigente viger e estar em vigor. Operar é, pois, trazer e levar à vigência, seja que, por si mesmo, algo traga e leve a si mesmo para a sua própria vigência, seja que o homem exerça este trazer e levar. Na linguagem medieval, o verbo "wirken", "operar" significava ainda a produção de casas, de utensílios, de imagens e quadros; posteriormente, este significado se restringiu à pro-dução, no sentido de costurar, tricotar, fiar. [GA7]


Em seu começo, o pensamento, posteriormente chamado filosofia, encontra-se referido a perceber, pela primeira vez, o espantoso de ser e dizer que ente é e como ente é. Aquilo que, de maneira multivariada e equivocadamente, chamamos de ente, os filósofos gregos chamaram de vigência (Anwesenheit). Em termos de vigência (Anwesenheit) pensou-se também a passagem do vigente para o ausente, do surgimento e desaparecimento, do nascer e perecer, ou seja, o movimento.

A experiência e interpretação da vigência do vigente transforma-se no decorrer da história da filosofia. Alcança-se o fim da filosofia quando essa transformação vê-se plenificada em suas possibilidades extremas e derradeiras. A história dessa transformação e de sua plenificação (acabamento) não foi até agora reconhecida porque, à base do pensamento grego, acrescentam-se representações modernas. O exemplo clássico e em grande estilo desse procedimento permanece sendo a interpretação hegeliana da história da filosofia.

O pensamento grego desconhece inteiramente a vigência entendida no sentido de objetividade dos objetos. Para a filosofia grega, o vigente nunca é objeto. Vigência no sentido de objetividade só começa a poder ser pensada na filosofia quando o subsistente [hypokeimenom], o que repousa sobre si mesmo, o subjectum para os romanos - foi encontrado por Descartes no Ego Sum do Ego Cogito. Com isso, o eu do homem, o próprio homem aparece como sujeito privilegiado, algo que o nome posterior (sujeito) vai considerar exclusivamente. A partir de então, a subjetividade vai constituir o âmbito no qual e para o qual uma objetividade se impõe.

Só que agora a vigência do vigente também perdeu o sentido de objetividade e contraposição. Para o homem de hoje, o vigente vale como o que sempre de novo pode ser encomendado e por-se à dis-posição. Mesmo que raramente pensada e pronunciada como tal, a vigência mostra agora o caráter de encomenda (recurso) e estar à dis-posição (Bestellbarkeit) de tudo e de cada um. [Coisa do Pensamento]

Submitted on 25.08.2015 22:18
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