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natureza

Definition:
VIDE Natur, physis

"A natureza, apartada dos entes pela ciência natural — o que acontece a ela nas mãos da tecnologia? A crescente destruição da ‘natureza’, ou ainda a destruição desdobrando-se para o seu fim. O que já foi a natureza? O lugar do instante de chegada e moradia dos deuses. Enquanto era ainda physis, permanecia na essencialização do ser". Em seu declínio, torna-se sucessivamente 1. entes de um tipo específico; 2. o inverso de "graça"; 3. a fonte de lucro da "maquinação e economia calculadoras"", 4. " ‘paisagem’ e uma oportunidade de relaxamento, atualmente avaliada em uma escala gigantesca e preparada para as massas" (GA65, 277). Isto não necessariamente é o fim. Um problema que ainda se deve decidir, é "se a natureza é rebaixada a um reino para cálculo e preparação para a exploração e para uma oportunidade de ‘experiência’, ou se ela é a terra que fecha a si mesma e sustenta o aberto de um mundo sem uma imagem" (GA65, 91). Heidegger não tem uma ideia clara de como isto se esclarecerá. A visão orgânica nos bloqueia a natureza, pois não passa da culminação da visão mecânica. Esta é a razão pela qual "uma época de irrestrito ‘tecnologismo’ pode assumir como sua auto-interpretação uma ‘visão de mundo orgânica’" (GA65, 155). A "natureza" como o objeto (Gegenstand) da ciência natural e da exploração tecnológica nada pode nos falar sobre os entes, nem mesmo deixando-se complementar pela " filosofia". Isso porque a filosofia agora está em casa na "objetividade dos objetos"; como epistemologia, como ontologia, volvendo-se sempre mediante representação. Um retorno à " intuição da natureza" de Goethe, uma " estação no irracional", uma tentativa romântica de "transfigurar os entes" — nada disso poderá alterar o que foi, podendo apenas confirmá-lo. (GA65, 496): "onde o irracionalismo determina a imagem-de-mundo, o racionalismo celebra seu triunfo. O predomínio da tecnologia e a suscetibilidade à superstição pertencem uma à outra" (GA6, 531/N3, 50. Cf. SZ, 65). Nada pode ser decidido enquanto "os próprios entes permanecerem inquestionados em relação ao seu ser e, apesar de sua expansão e revitalização, desaparecerem ignorados, deixando para trás a objetividade como a sua falsificação" (GA65, 497). [DH]


Se porventura se identifica a conexão ôntica das coisas de uso, do utensílio, com o mundo e se se explicita o ser-no-mundo como trato com as coisas de uso, então certamente fica sem perspectiva uma compreensão da transcendência como ser-no-mundo, no sentido de uma "constituição fundamental do ser-aí". Pelo contrário, a estrutura do ente "mundano ambiente" - na medida em que está descoberto como utensílio - tem, para uma primeira caracterização do fenômeno do mundo, a vantagem de servir de transição para a análise deste fenômeno e de preparar o problema transcendental do mundo. Isto é também a única e, na articulação e disposição dos §§ 14-24 de Ser e Tempo com suficiente clareza apontada, intenção da análise do mundo ambiente; esta análise permanece no todo e tendo em vista a meta condutora, de importância secundária. Se, porém, falta aparentemente a natureza na analítica do ser-aí assim orientada - não apenas a natureza como objeto das ciências naturais, mas também a natureza num sentido mais originário (cf. para isto Ser e Tempo, p. 65, embaixo) -, então há razões para isto. A razão decisiva reside no fato de não se poder encontrar natureza, nem no círculo do mundo ambiente, nem em geral, primariamente, como algo a que nos relacionamos. Natureza está originariamente revelada no se-aí, pelo fato de este existir, como situado e disposto em meio ao ente. Na medida, porém, em que sentimento de situação (derelicção) faz parte da essência do ser-aí e se expressa na unidade do conceito pleno de preocupação (cuidado; Sorge), pode somente aqui ser conquistada primeiramente a base para o problema da natureza. [MHeidegger SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO]

Submitted on 15.03.2012 16:51
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