Login
Username:

Password:

Remember me



Lost Password?

Register now!
Main Menu
Search
Who is Online
4 user(s) are online (4 user(s) are browsing Léxico Filosofia)

Members: 0
Guests: 4

more...
Home Léxico Filosofia P projeto Léxico Filosofia
Browse by letter
All | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Other

projeto

Definition:
Um(a) projeto(ção) é " livre". Não se determina por nosso conhecimento anterior nem por nossos desejos anteriores, já que é somente à luz de um projeto que podemos possuir quaisquer conhecimentos ou desejos específicos. Um projeto não é projetado gradativamente, passo a passo, mas de uma só vez, por um salto adiante (GA6, 392/N2, 129; GA65, 352). Há três tipos principais de projeto (p.ex. GA27, 185ss):

1. Todo Dasein deve projetar um mundo e possuir uma compreensão pré-ontoló-gica do ser, i.e., projetar o ser, incluindo o seu próprio ser. Tal projeção não ocorre em um tempo definido: é uma "ação imemorial [Urhandlung]" de Dasein. Esta projeção capacita Dasein a compreender, por exemplo, o que é um utensílio ou o que é uma outra pessoa, independentemente dos utensílios particulares e das pessoas que ele encontra. E comparável à compreensão geral de o que é uma cidade e ao senso de direção que uma pessoa possui.

2. Uma ciência envolve uma projeção da constituição dos entes com os quais ela lida, p.ex. a projeção do ser como matemática de Galileu e de Newton. Um tal projeto não se funda na experiência dos entes: o projeto decide antes o que conta como um ente e como experiência. Ele também não se funda em um projeto prévio ou em uma crítica do mesmo: um novo projeto não é compatível com o seu predecessor, pois altera inteiramente a nossa visão do ser e dos entes. Este tipo de projeto não suplanta o projeto do tipo 1: um físico matemático ainda precisa de uma compreensão pré-ontológica de utensílios, pessoas, tempo etc. Um projeto científico é análogo ao mapa seletivo de uma cidade; não pode prescindir de uma compreensão pré-ontológica geral dos entes da mesma forma que um usuário do mapa não pode chegar a lugar algum sem um senso de direção.

3. Um filósofo adquire uma compreensão conceitual, ontológica, de ser, que envolve uma compreensão dos projetos 1 e 2. O filósofo não pode simplesmente descrever com esmero estes projetos sem nenhuma projeção especificamente filosófica. A natureza do ser, de Dasein etc. estão "cobertas (p.ex., SZ, 376), não abertas a puras inspeções empíricas. Por conseguinte, o filósofo precisa passar por uma projeção "existencial" ou uma "construção [Konstruktion] fenomenológica" da, p.ex., historicidade de Dasein (SZ, 375ss). Mais uma vez, o filósofo deve projetar um ente (p.ex., Dasein) "sobre seu ser e suas estruturas" (GA24, 29s). Compreendemos algo, x, ao projetá-lo sobre outro algo, y, o "sobre-o-qual [Woraufhin]" da projeção e o "sentido [Sinn]" de x (SZ, 323ss). Há, assim, uma "estratificação" de projetos. Compreendemos os entes ao projetá-los sobre o ser (GA24, 396). Compreendemos o ser ao projetá-lo sobre o tempo. O regresso termina com o tempo: o tempo, devido à sua "unidade estática", é "projeção de si"; não precisa ser projetado sobre outra coisa para ser compreendido (GA29, 437). As projeções do filósofo prosseguem na direção inversa à projeção de sua conceitualização, o projeto básico de Dasein (GA24, 399). Isto está de acordo com a visão de Aristóteles: o que é anterior em si mesmo é posterior para nós. O tempo é anterior ao ser e o torna possível, o ser é anterior aos entes e os torna possíveis. Mas devido à obscuridade destas relações, passamos dos entes ao ser, e então ao tempo.

Mais tarde, Heidegger adota uma visão mais histórica do projeto 1, falando da "projeção originária grega" do ser como a "constância da vigência" (p.ex. NII, 8/N3, 162). O projeto constituidor de Dasein é visto como a realização dos filósofos e/ou poetas mais do que do Dasein cotidiano.

Um projeto envolve a "concepção prévia [Vorgriff]" e o "a priori". O que é um utensílio; outras pessoas; que há um mundo: estes são a priori dentro do projeto 1, e, portanto, para todo Dasein. Que as coisas são mensuráveis de modo exato: isto é um a priori para a física matemática. Que Dasein "existe": isto é um a priori para Heidegger. "A priori" vem da palavra latina "o que vem antes, mais cedo"; o a priori é "o anterior" (GA20, 99). O a priori não é verdadeiro ou "correto", para além do projeto que ele ajuda a definir: "O a priori é o título para a essência das coisas. O a priori e a sua prioridade são interpretados de acordo com a nossa interpretação da coisidade da coisa e nossa compreensão do ser dos entes em geral" (GA41, 130/166). Um projeto é mais como uma decisão do que como uma descoberta (GA6, 561s/N3, 75s); ele não pode ser correto ou incorreto: o correto e o critério de correção só podem ser aplicados sob a luz espalhada pelo projeto (GA65, 327). O que a luz de um projeto revela são possibilidades — para o conhecimento ôntico, mas também para outras lidas ônticas com os entes, os entes compreendidos e delimitados pelo projeto. Assim ao projetar, Dasein sempre projeta a si mesmo sobre as suas possibilidades, embora o leque de possibilidades varie, dependendo do grau de sua decisão (SZ, 385). Ao fazê-lo, ele compreende a si mesmo em função das possibilidades que lhe são abertas. Dasein projeta a si mesmo em seu próprio projeto — este é um dos significados da afirmação de que um projeto é lançado. Dasein não possui uma compreensão constante de si mesmo, independente do projeto: ele compreende a si mesmo pela primeira vez, ou compreende a si mesmo de novo, apenas depois da projeção (GA65, 357, 452). [DH]


O mundo é, enquanto a respectiva totalidade do em-vista-de de um ser-aí, posto por ele mesmo diante dele mesmo. Este pôr-diante-de-si-mesmo de mundo é o projeto originário das possibilidades do ser-aí, na medida em que em meio ao ente se deve poder comportar em face dele. O projeto de mundo, porém, é, da mesma maneira como não capta propriamente o projetado, também sempre trans-(pro) feto do mundo projetado sobre o ente. Este prévio trans-(pro)-jeto é o que apenas possibilita que o ente como tal se revele. Este acontecer do trans-(pro)-jeto projetante, em que o ser-aí se temporaliza, é o ser-no-mundo. "O ser-aí transcende" significa: ele é, na essência de seu ser formador de mundo, e "formador" no sentido múltiplo de que deixa acontecer o mundo, de que com o mundo se dá uma vista originária (imagem), que não capta propriamente, se bem que funcione justamente como pré-imagem (modelo revelador, Vor-bild) para todo ente revelado, do qual o ser-aí mesmo faz por sua vez parte. [MHeidegger SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO]

Submitted on 15.03.2012 23:08
This entry has been seen individually 223 times.

Bookmark to Fark  Bookmark to Reddit  Bookmark to Blinklist  Bookmark to Technorati  Bookmark to Newsvine  Bookmark to Mister Wong  Bookmark to del.icio.us  Bookmark to Digg  Bookmark to Google  Share with friends at Facebook  Twitter  Bookmark to Linkarena  Bookmark to Oneview  Bookmark to Stumbleupon Bookmark to StudiVZ



Powered by XOOPS © 2001-2012 The XOOPS Project