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história do ser

Definition:
"O que ocorre [geschieht, v. Geschehen] é a história do ser" (N2, 388/N4, 243), mas a história do ser conhece raros Ereignisse em longos intervalos que são para ele apenas "momentos", acontecimentos tais como "a verdade indicando para o ser, o colapso da verdade, a consolidação do seu desvigoramento (correção)" etc. (GA65, 227s). Um outro acontecimento deste tipo é o "início [Beginn] da metafísica" e a distinção entre ser-O-Que e ser-Isto (N2, 401s/ENDPHILO, 2s). [DH]


Assim como nos primeiros nomes metafisicos do ser fala uma essência escondida de tempo, assim também no seu último nome: no "eterno retorno do mesmo". Durante a época da metafísica, a história do ser está perpassada por uma impensada essência de tempo. O espaço não está ordenado nem paralelamente a este tempo nem situado dentro dele. MHeidegger: O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA

A questão da essência da verdade se origina da questão da verdade da essência. Aquela questão entende essência, primeiramente, no sentido de qüididade (quidditas) ou de realidade (realitas) e entende a verdade como uma característica do conhecimento. A questão da verdade da essência entende essência em sentido verbal e pensa, nesta palavra, ainda permanecendo no âmbito da representação metafísica, o ser (Seyn) como a diferença que impera entre ser e ente. Verdade significa o velar iluminados enquanto traço essencial do ser (Seyn). A questão da verdade encontra sua resposta na proposição: a essência é a verdade da essência. Após a explicação descobre-se, com facilidade, que a proposição não inverte simplesmente um aglomerado de palavras, nem quer suscitar a impressão de paradoxo. O sujeito da proposição é, caso esta fatal categoria gramatical ainda possa ser usada, a verdade da essência. O velar iluminados é, quer dizer, faz com que se desdobre (Wesen) a concordância entre conhecimento e ente. A proposição não é dialética. Não é de maneira alguma uma proposição no sentido de uma enunciação. A resposta à questão da essência da verdade é a dicção de uma viravolta no seio da história do ser (Seyn). Porque ao ser pertence o velar iluminados, aparece ele originariamente à luz da retração que dissimula. O nome desta clareira é alétheia. MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DA VERDADE

Podemos, no entanto, verificar historiograficamente a profusão de transformações mostrando que pre-s-entar se manifesta nos primórdios como o Hén, o unificante único-uno, como o lÁgos, o recolhimento que guarda o todo, como a ideia, ousia, enérgeia, substantiva, actualitas, perceptio, mônada, como objetividade, como formalidade do impor-se no sentido da vontade, da razão, do amor, do espírito, do poder, como vontade de vontade, no eterno retorno do mesmo. O historiograficamente verificável pode ser encontrado em meio à história. O desdobramento da profusão de transformações do ser assemelha-se, à primeira vista, a uma história do ser. Mas o ser não possui história como uma cidade ou um povo tem sua história. O caráter historial da história do ser determina-se certamente a partir disto e somente assim: como ser acontece, quer dizer, de acordo com o que foi até agora apresentado, a partir maneira como o ser se dá. MHeidegger: TEMPO E SER

Um dar que somente dá seu dom e a si mesmo, entretanto nisto mesmo se retém e subtrai, a um tal dar chamamos: destinar. De acordo com o sentido de dar a ser assim pensado, é ser que Se dá, o que foi destinado. Destinado, desta maneira, permanece cada ato de suas transformações. O elemento historial da história do ser determina-se a partir do caráter de destino de um destinar, e não a partir de um acontecer entendido de maneira indeterminada. MHeidegger: TEMPO E SER

História do ser significa destino do ser - e nessas destinações tanto o destinar como o Se que destina se retêm com a manifestação de si mesmos. Reter-se significa em grego epoché Por isso se fala de época do destino do ser. Época não significa aqui um lapso de tempo no acontecer, mas o traço fundamental do destinar, a constante retenção de si mesmo em favor da possibilidade de perceber o dom, isto é, o ser em vista da fundamentação do ente. A sucessão das épocas no destino de ser não é nem casual nem se deixa calcular como necessária. Não obstante, anuncia-se no destino aquilo que responde ao destino e no comum-pertencer das épocas aquilo que convém. Estas épocas se encobrem, em sua sucessão, tão bem que a destinação inicial de ser como pre-s-ença é cada vez mais encoberta de diversas maneiras. MHeidegger: TEMPO E SER

Algumas análises gramaticais sobre o Se no "dá-Se", sobre o tipo destas frases denominadas, na gramática, frases impessoais ou sem sujeito, bem como breves considerações sobre os fundamentos meta ísicos gregos da interpretação da frase, como uma relação de sujeito e predicado, aceita como óbvia, sugeriram a possibilidade de não se compreender o dizer de "Dá-se Ser" e de "Dá-Se tempo" como enunciados. Em acréscimo, foram discutidas duas questões levantadas acerca da conferência. Referiam-se, de um lado, ao possível fim da história do ser, e, de outro lado, ao modo de dizer adequado ao Ereignis. MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

Com referência ao primeiro item: Se o Ereignis não é uma nova caracterização ontológico-histórica do ser, mas, inversamente, o ser faz parte do Ereignis e no seu interior é recebido (seja de que modo for), nesse caso, para o pensamento do Ereignis, quer dizer, para o pensamento que penetra no Ereignis-enquanto por causa disto o ser, que reside no destino, não é mais propriamente aquilo que deve ser pensado -, então a história do ser chegou a seu fim. O pensamento estará no interior e diante daquilo que endereçou, como destino, a diversas figuras do ser epocal. Mas isto que destina enquanto Ereignis é em si mesmo não-histórico, ou melhor, livre de destino. MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

A falta de destino do Ereignis não significa, portanto, que lhe falte toda "mobilidade". Significa, antes, que se mostra ao pensamento como digno de ser pensado, e pela primeira vez, a espécie de mobilidade mais própria do Ereignis, a doação na subtração. Com isto, porém, é dito que para o pensamento que se introduz no Ereignis a história do ser chegou ao fim, enquanto aquilo que deve ser pensado, o que não significa que a metafísica não continue subsistindo; mas sobre isto nada pode ser decidido. MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

O debate sobre Hegel tornou-se ocasião para colocar-se novamente a pergunta: se a entrada no Ereignis significa o fim da história do ser. Nisto parece subsistir uma semelhança com Hegel, que, contudo, deve ser vista sobre o pano de fundo da fundamental diferença. Se há razões para subsistir, de pleno direito, a tese de que somente se poderia falar ali de um fim da história onde - como se dá no caso de Hegel - impera uma real identificação de ser e pensar, ficou em aberto. MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

De qualquer maneira, o fim da história do ser no sentido de Heidegger é algo bem diferente. O Ereignis oculta, na verdade, possibilidades de desvelamento que o pensamento não pode resolver, e neste sentido não se deve, sem dúvida, dizer que, com a entrada do pensamento no Ereignis, as destinações fiquem "paralisadas". Resta, entretanto, para meditar, se após a entrada ainda se pode falar do ser e, assim, de história do ser, se a história do ser é compreendida como a história das destinações, nas quais se oculta o Ereignis. MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

A SEXTA e última sessão ocupou-se primeiro com algumas questões já apresentadas. Referiam-se ao sentido que reside na palavra "mudança", "transformação", quando se fala da multiplicidade de transformações do ser. Mudança, transformação, são primeiro ditas no âmbito da metafísica e para ela. A palavra refere-se às formas sucessivas nas quais o ser mostra-se epocal e historialmente. A questão veio assim formulada: Através de que vem determinada a sucessão das épocas? A partir de onde se determina esta livre sucessão? Por que é esta sucessão precisamente esta? Facilmente se pensa aqui na história do "pensamento" de Hegel. Para Hegel, impera na história a necessidade que é, ao mesmo tempo, liberdade. Ambos são uma única coisa no e através do processo dialético, modo como é a essência do espírito. Em Heidegger, pelo contrário, não se pode falar de um porquê. Somente pode-se dizer o quê: - que a história do ser é assim. Por isso citou-se o dito de Goethe na conferência A Essência do Fundamento: "Como? quando? e onde? - Os deuses ficam mudos! Tu, atém-te ao porque (Weil) e não perguntes por quê (Warum?)!" MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

O porquê na conferência citada é o durar, aquilo que perdura como destino. Em meio ao que (Dass) e no seu sentido, pode o pensamento constatar também algo tal como necessidade na sucessão, algo tal como "legalidade" e lógica. Assim pode-se dizer que a história do ser é a história do crescente esquecimento do ser. Entre as transformações epocais do ser e a subtração pode ver-se uma relação que, porém, não é a de uma causalidade. Pode-se dizer que quando mais nos afastamos da antiguidade do pensamento ocidental, da alétheia, quanto mais esta é esquecida, tanto mais progride e avança o saber, a consciência, retraindo-se assim o ser. MHeidegger: PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

Submitted on 11.03.2012 17:08
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