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physis

Definition:
φϋσις; Natur; nature; natureza; naturaleza

No tempo do primeiro e decisivo desabrochar da filosofia ocidental entre os gregos, por quem a investigação do ente como tal na totalidade teve seu verdadeiro Princípio, chamava-se o ente de physis. Essa palavra fundamental, com que os gregos designavam o ente, costuma-se traduzir com "natureza". Usa-se a tradução latina, “natura”, que propriamente significa "nascer", "nascimento". Todavia já com essa simples tradução latina se distorceu o conteúdo originário da palavra grega, physis; destruiu-se a força evocativa, propriamente, filosófica da palavra grega. [...]

[...] O que diz então a palavra physis? Evoca o que sai ou brota de dentro de si mesmo (por exemplo, o brotar de uma rosa), o desabrochar, que se abre, o que nesse despregar-se se manifesta e nele se retém e permanece; em síntese, o vigor dominante (Walten) daquilo, que brota e permanece. Lexicamente "phyein" significa crescer, fazer crescer. Todavia, o que quer dizer crescer? Significará porventura apenas in-cremento quantitativo, aumentar de quantidade e tornar-se maior?

A physis, entendida, como sair e brotar, pode-se experimentá-la em toda parte, assim por exemplo, nos fenômenos celestes (nascer do sol), nas ondas do mar, no, crescimento das plantas, no nascimento dos animais e dos homens do seio materno. Entretanto, physis, o vigor dominante, que brota, não se identifica com esses fenômenos, que ainda hoje consideramos pertencentes à "natureza". Tal sair e suster-se fora de si e em si mesmo (Dieses Aufgehen und In-sich-aus-sich-Hinausstehen) não se deve tomar por um fenômeno qualquer, que entre outros observamos no ente. A physis é o Ser mesmo em virtude do qual o ente se torna e permanece observável.

Os gregos não experimentaram, o que seja a physis, nos fenômenos naturais. Muito pelo contrário: por força de uma experiência fundamental do Ser, facultada pela poesia e pelo pensamento, se lhes des-velou o que haviam de chamar physis. Somente em razão desse des-velamento puderam então ter olhos para a natureza em sentido estrito. Physis significa, portanto, originariamente, o céu e a terra, a pedra e a planta, tanto o animal como o homem e a História humana, enquanto obra dos homens e dos deuses, finalmente e em primeiro lugar os próprios deuses, submetidos ao Destino (Geschick). Physis significa o vigor reinante, que brota, e o perdurar, regido e impregnado por ele. Nesse vigor, que no desabrochar se conserva, se acham incluídos tanto o "vir-a-ser" como o "ser", entendido esse último no sentido restrito de permanência estática. Physis é o surgir (Ent-stehen), o ex-trair-se a si mesmo do escondido e assim conservar-se.

Se, porém, não se entende physis, como às mais das vezes acontece, no sentido originário de vigor dominante, que brota e permanece, mas na significação posterior e hodierna, a saber, como natureza, e se além disso se consideram, como a manifestação fundamental da natureza, os fenômenos do movimento das coisas materiais, átomos e electrões, ou seja o que a física moderna investiga como physis, então o princípio da filosofia grega se converterá numa filosofia da natureza, numa representação de todas as coisas, segundo a qual elas são de natureza propriamente material. Nesse caso o princípio da filosofia grega - como de acôrdo com a compreensão vulgar convém a um princípio - dá a aparência de ser o que, com um vocábulo latino, designamos "primitivo" (PRIMITIV). [...]
[...]
Ao ente como tal em sua totalidade, chamavam-no os gregos physis. De passagem, porém, deve-se acrescentar, que já dentro da filosofia grega se introduziu logo cedo uma restrição da palavra, sem que, porém, sua significação originária desaparecesse da experiência, do saber e atitude da filosofia grega. Assim em Aristóteles ainda ressoa o conhecimento desse sentido originário, quando fala dos fundamentos do ente como tal (Cfr. Met. 111, 1, 1003 a 27).

Todavia essa restrição da physis na direção do "físico" não se deu do modo que hoje imaginamos. Ao físico opomos o "psíquico", o anímico, o animado, o vivente. Sem embargo tudo isso, mesmo para os gregos posteriores, ainda pertencia à physis. [...]

Physis se restringe a partir de sua oposição a techne - que não significa nem arte nem técnica e sim um saber, a disposição competente de instituições e planejamentos bem como o domínio dos mesmos (Cf. Fedro de Platão). A techne é criação e construção, enquanto pro-dução (Hervor-bringung) sapiente. (O mesmo vigor vigente em physis e techne só se poderia esclarecer numa reflexão especial). O conceito oposto ao físico era sem embargo o Histórico, um setor do ente, que também era pensado pelos gregos no sentido da physis, concebida originariamente de modo mais amplo. Isso nada tem a ver com uma interpretação naturalista da História. O ente como tal em sua totalidade é physis - isso quer dizer que sua Essencialização e seu caráter consistem em ser o vigor dominante, que brota e permanece. Tal sentido se experimenta antes de tudo naquilo que de certo modo se impõe da maneira mais imediata e que veio a significar mais tarde a physis em sentido restrito: ta physei onta, ta physika, o ente natural. Quando se investiga a physis, i. é, quando se investiga o que seja o ente como tal, então ta physei onta, dão antes de mais nada o ponto de apoio. Mas de tal sorte que a investigação não se deve deter nesse ou naquele domínio da natureza, sejam corpos sem vida, plantas ou animais. Deve ultrapassar por sobre eles todos para além de ta physika.

Em grego "por sobre alguma coisa", "para além de" se exprime pela preposição, meta. A investigação filosófica do ente como tal é assim meta ta physika. Investiga algo que está além do ente. É meta-física. Agora não é de importância seguir a história particular do nascimento e da significação da palavra. [GA40 51]

Physis, a palavra mais significativa em Anaximandro, Parmênides e Heráclito (cf. Kahn, 201ss), abarcava originariamente todos os entes: "physis, os entes como um todo, não está incluída no sentido moderno e tardio de natureza, concebida em contraste com o conceito de história. Esta palavra é mais originária do que ambos os conceitos, precedendo e abarcando tanto natureza como história, incluindo de certo modo também os entes divinos" (GA29, 39). Physis é "o que emerge espontaneamente (p.ex., o emergir de uma rosa), o desdobramento que abre a si mesmo, brotando na aparência em tal desdobramento, e persistindo e permanecendo na aparência, em suma, emergente-subsistente na prevalência [das aufgehend-verweilende Walten]" (GA40, 11/11s. Cf. GA29, 38ss). Mais tarde, physis passa a significar não apenas os entes como um todo, mas também sua "natureza" ou essência (GA29, 46ss). Physis também entrou em contraste, primeiramente com techne, "arte, habilidade, técnica" e seus produtos, e também com nomos, "lei, convenção". Os gregos perguntaram: É a justiça, o erro de certas ações e a corretude de outras, natural ou convencional? A virtude se dá por natureza ou por ensinamento? Physis tornou-se um "conceito regional [Gebietsbegriff]" (GA29, 46. Cf. IM, 13/13s). Originariamente, physis não diferia profundamente de aletheia, o desencobrimento dentro do qual os entes emergem, ou do logos, a "reunião" ou "recolhimento" dos entes no aberto. Mas à medida que os gregos perguntaram sobre os entes, eles vieram a distinguir seu questionamento dos próprios entes questionados por eles; nesse sentido physis passa a opor-se à techne (GA65, 190). Platão identificou physis com a "ideia"; isto desenvolveu-se a partir do "aspecto" essencial, ecstático e necessário para a representação dos entes e que se interpõe entre nós mesmos e os entes. Logos tornou-se uma "proposição" sobre os entes, e aletheia tornou-se a "corretude" de uma proposição. O homem tornou-se um "animal que tem logos [discurso, razão]"; originariamente, physis era o " logos [reunião, recolhimento] tendo o homem" (GA40, 134/147). Physis foi traduzida por natura, entrando assim em declínio; o seu sentido originário escapa ao latim. [DH]

phyein quer dizer segundo o dicionário, crescer ou fazer crescer (em alemão: wachsen, wachsen machen). physis significa então, de maneira geral, o crescimento (das Wachstum). Mas o que entendiam os gregos por este crescimento?

Heidegger demonstra se valendo de exemplos, que esta palavra não evocava para os gregos, como o faz para os modernos, as ideias de aumento, evolução ou devir. Eles entenderiam em outra direção, que poderia se definida por três termos: avanço (Hervorgehen), eclosão (Aufgehen) e abertura (Sichöffnen).

“Que diz a palavra physis? Diz daquilo que se desabrocha a partir de si (…), a ação de se desdobrar em se abrindo e, em tal desdobramento, fazer sua aparição, de se manter neste aparecer e de aí morar, em resumo: diz do reino (daquilo) que se eclode e que dura” [GA40].

Por esta razão frequentemente Heidegger traduz physis por Aufgehen, que reúne os elementos da citação anterior. Aufgehen é ao mesmo tempo emergência, eclosão e morada.

A physis não concerne apenas o ente natural, mas ela é este traço fundamental por onde todo ente vem a ser como ente. A physis nomeia a apreensão, pelos gregos, do desdobramento inicial pelo qual todo ente vem ao parecer. E é esta experiência do ente como tal e em seu conjunto — experiência que não é científica nem pré-científica, mas fundamentalmente “poética e pensante” — que informa seu olhar sobre o que os cerca, e lhes permite perceber e pensar a “natureza” no sentido restrito: percebê-la como obedecendo, assim como os homens, os deuses, o templo ou o poema, à lei de tudo aquilo que é. Deste fato, longe de conceber a physis sob o modelo da natureza, é ao contrário a natureza no sentido restrito que era compreendida por eles, à luz desta experiência fundamental, hoje em dia perdida.

A physis se constitui no ser do ente, jamais um processo que se possa observar entre outros, no ente. É um evento que faz advir todo ente enquanto ente, constituindo-se assim em ser do ente. Mas então porque a descrevemos em termos de aparência? Porque a physis nomeia o reino da eclosão, a ação de se desdobrar e de se levantar em se abrindo, ela é essencialmente um aparecer; mas não é a “pura aparição”, no sentido de uma aparência distinta do ser [vide IM]. O que assim se levanta em se abrindo não se separa de si, não delega exteriormente seu “aspecto” como menos-ser ou reflexo: ao contrário pelo fato de se mostrar no aberto, de emergir à presença, que os entes são. Melhor ainda: eles só são por e nesta emergência, que constitui assim seu “ser”, no sentido verbal do termo. Fora dela, nada se encontra além de “objetos”, entes cujo ser se desviou.

A physis deve portanto ser definida como o reino daquilo que se eclodindo para fora, permanece ao mesmo tempo em si mesmo. Neste sentido é indissociável do combate (polemos): ela nomeia esta luta que se livram presença e ausência para que os entes surjam ao parecer e aí se mantenham. A physis é eclosão, não como estado ou momento alcançado, mas como o que se levanta e constantemente eclode (das immerdar Aufgehende). Por isto Heidegger usou também o termo Aufgehung, em sua referência à physis [GA7]. [Zarader]

Na redução do ser à "natureza", mostra-se um eco, tardio e confuso, do ser como physis. [GA7]

Pertencem à physis, ou, numa expressão inadequada, à natureza, os animais e modo de farejar os vestígios e assim confrontar-se com a plenitude de sua "vida". A palavra physis significa: o que a partir de si mesmo surge para o aberto e o livre e que, nesse surgimento, permanece e aparece, doando-se para o livre no aparecimento, embora sempre siga uma regra.Vigorar é a essência do jogo. À physis pertence o jogo. [GA5 39]


Ciertamente, la metafísica representa a lo ente en su ser y, por ende, también piensa el ser de lo ente. Pero no piensa el ser como tal, no piensa la diferencia entre ambos (vid. Vom Wesen des Grundes, 1929, p. 8; también Kant und das Problem der Metaphysik, 1929, p. 225, y Sein und Zeit, p. 230). La metafísica no pregunta por la verdad del ser mismo. Por tanto, tampoco pregunta nunca de qué modo la esencia del hombre pertenece a la verdad del ser. Pero no se trata sólo de que la metafísica no haya planteado nunca hasta ahora esa pregunta, sino de que dicha pregunta es inaccesible para la metafísica en cuanto metafísica. El ser todavía está aguardando el momento en que él mismo llegue a ser digno de ser pensado por el hombre. Desde la perspectiva de una determinación esencial del hombre, da igual cómo definamos la ratio del animal y la razón del ser vivo, bien sea como «facultad de los principios», como «facultad de las categorías» o de cualquier otro modo, pues, en cualquier caso, siempre y en cada ocasión, nos encontraremos con que la esencia de la razón se funda en el hecho de que para toda aprehensión de lo ente en su ser, el ser mismo se halla ya siempre aclarado como aquello que acontece en su verdad. Del mismo modo, con el término «animal», zoon, ya se plantea una interpretación de la «vida» que necesariamente reposa sobre una interpretación de lo ente como zoe y physis dentro de la que aparece lo vivo. Pero, aparte de esto, lo que finalmente nos queda por preguntar por encima de todo es si acaso la esencia del hombre reside de una manera inicial que decide todo por anticipado en la dimensión de la animalitas. ¿De verdad estamos en el buen camino para llegar a la esencia del hombre cuando y mientras lo definimos como un ser vivo entre otros, diferente de las plantas, los animales y dios? Sin duda, se puede proceder así, se puede disponer de ese modo al hombre dentro de lo ente entendiéndolo como un ente en medio de los otros. De esta suerte, siempre se podrán afirmar cosas correctas sobre el ser humano. Pero también debe quedarnos muy claro que, procediendo así, el hombre queda definitivamente relegado al ámbito esencial de la animalitas, aun cuando no lo pongamos al mismo nivel que el animal, sino que le concedamos una diferencia específica. Porque, en principio, siempre se piensa en el homo animalis, por mucho que se ponga al animal a modo de animus sive mens y en consecuencia como sujeto, como persona, como espíritu. Esta manera de poner es, sin duda, la propia de la metafísica. Pero, con ello, la esencia del hombre recibe una consideración bien menguada, y no es pensada en su origen, un origen esencial que sigue siendo siempre el futuro esencial para la humanidad histórica. La metafísica piensa al hombre a partir de la animalitas y no lo piensa en función de su humanitas. 412 Heideggeriana: CartaH

La «ética» aparece por vez primera junto a la «lógica» y la «física» en la escuela de Platón. Estas disciplinas surgen en la época que permite y logra que el pensar se convierta en «filosofía», la filosofía en episteme (ciencia) y la propia ciencia en un asunto de escuela y escolástica. En el paso a través de la filosofía así entendida nace la ciencia y perece el pensar. Los pensadores anteriores a esta época no conocen ni una «lógica» ni una «ética» ni la «física». Y sin embargo su pensar no es ni ilógico ni amoral. En cuanto a la physis, la pensaron con una profundidad y amplitud como ninguna «física» posterior volvió nunca a alcanzar. Si se puede permitir una comparación de esta clase, las tragedias de Sófocles encierran en su decir el ethos de modo más inicial que las lecciones sobre «ética» de Aristóteles. Una sentencia de Heráclito, que sólo tiene tres palabras, dice algo tan simple que en ella se revela inmediatamente la esencia del ethos. 532 Heideggeriana: CartaH

El habla así dispuesta (gestellt) se torna información. [Vid. Hebel-der-Hausfreund, 1957, pág. 34 ss.] Se informa sobre sí misma con el fin de asegurar su propio procedimiento por medio de las teorías de la información. El Dispositivo - el despliegue de la técnica moderna que gobierna en todas partes - ordena para sus fines (bestellt sich) el lenguaje formalizado, aquella clase de información en virtud de la cual el hombre está con-formado, o sea, instalado en la esencia técnica-calculadora abandonando poco a poco el «habla natural». Incluso allí donde la teoría de la información debe admitir que el lenguaje formalizado debe siempre ser remitido al «habla natural» con objeto de llevar, por medio del habla no formalizada, el Decir del inventario técnico al habla, esta circunstancia supone para la acostumbrada auto-interpretación de la teoría de la información meramente un estado provisional. Pues el «habla natural», de la que forzosamente hay que hablar, está, de entrada, puesta en juego como el habla aún no formalizada pero ordenada a la formalización. La formalización, la calculada disponibilidad del decir es meta y norma. Lo que, en la voluntad de formalización, está todavía tolerado casi por fuerza como lo «natural» del habla, no está experimentado en la perspectiva de la naturaleza originaria del habla. Esta naturaleza es la physis, que, a su vez, reside en el advenimiento apropiados a partir del cual el Decir se transmuta en lo que se agita en éste (... in ihr Regsarnes aufgeht). La teoría de la información concibe lo natural como carencia de formalización. 1705 Heideggeriana: CaminhoLinguagem

Pero el «a priori» debe contener, sin embargo, una determinación característica del ser. El ser, de acuerdo con su esencia más propia, tiene que determinarse desde sí mismo, a partir de sí mismo, y no de acuerdo con el modo en que nosotros lo captamos y percibimos. pros emas, en referencia a nuestro dirigirnos al ente, éste es lo previo, en cuanto es siempre lo antes conocido y con frecuencia lo único conocido, frente al ser, que es lo posterior. Pero si meditamos acerca de si y en qué medida el ente y el ser esencian [wesen] desde sí mismos, en conformidad con su propia esencia, entonces no preguntamos qué pasa con el ser pros emas, respecto del modo en que nosotros captamos especialmente ser y ente; en su lugar, preguntamos qué pasa con el ser en la medida en que el ser « es». Los griegos concibieron al ser por primera vez y de modo inicial como physis, como surgir-abriendo-desde-sí [von-sich-aus-Aufgehen], y de ese modo, esencialmente, como colocarse-en-la-apertura [sich-in-den-Aufgang-stellen], revelarse-en-lo-abierto [ins-Offene-sich-Offenbaren]. Si preguntamos por el ser respecto de sí mismo en cuanto physis, o sea te physei, resulta entonces: te physei el ser es lo proteron frente al ente, y el ente lo ìsteron, lo posterior. 2900 Heideggeriana: NiilismoEuropeu

¿Cómo debemos entender esto? En el fondo ya se ha respondido. Para ver claro, simplemente no debemos cejar en el esfuerzo de pensar todos los enunciados griegos acerca del ente y del ser de modo verdaderamente griego, en la medida en que esto nos sea posible desde un repensar ulterior. Para los griegos (Platón y Aristóteles), ser quiere decir ousia: presencia de lo consistente en lo desoculto; ousia es una interpretación transformada de lo que inicialmente se llama physis. te physei, visto desde el ser mismo, es decir, ahora, visto desde la presencia de lo consistente en lo desoculto, el ser igual, la igualdad, por ejemplo, es proteron, pre-cedente respecto de las cosas que son iguales. El ser igual presencia ya en lo desoculto, la igualdad «es», antes de que en nuestra percepción captemos expresamente, observemos y hasta pensemos las cosas iguales como iguales. En nuestro relacionarnos con cosas iguales, el ser igual ya ha entrado previamente en la visión. El ser igual, en cuanto ser, es decir, en cuanto presencia en lo desoculto, es lo que está esencialmente en la visión, de manera tal que sólo él lleva consigo y mantiene abierta la «visión» y lo «abierto», concediendo la visibilidad de los entes iguales. Por ello Platón dice que el ser, en cuanto presencia en lo desoculto, es idea, visualidad. Porque el ser es presencia de lo consistente en lo desoculto, Platón puede interpretar el ser, la ousia (entidad), como idea. «Idea» no es el nombre que designa las «representaciones» que tenemos en la conciencia como yo-sujetos. Esto está pensado de modo moderno y además, de manera tal que lo moderno resulta banalizado y deformado. idea es el nombre que designa al ser mismo. Las «ideas» son proteron te physei, lo precedente en cuanto presenciar. 2904 Heideggeriana: NiilismoEuropeu

Con su interpretación del ser como idea, Platón distinguió al ser por vez primera con el carácter del a priori. El ser es lo proteron te physei; y de acuerdo con ello, los physei onta, es decir, el ente, es lo posterior. Visto desde el ente, el ser, en cuanto precedente, no sólo va en dirección del ente, sino que impera sobre él y se muestra como lo que está más allá del ente, de ta physei onta. El ente, en cuanto es aquello que está determinado por el ser en el sentido de la physis, sólo puede ser aprehendido por un saber y un conocer que piense este carácter de physis. El conocimiento del ente, de los physei onta, es la episteme physike. Lo que sea tema de este saber del ente se llamará, por lo tanto, ta physika. ta physika se convierte así en nombre que designa al ente. Pero el ser, de acuerdo con su aprioridad, está más allá del ente. «Más allá de» y «por encima de» se dice en griego meta. El conocer y saber del ser, que es esencialmente a priori, lo precedente (proteron te physei), tiene que ir, por lo tanto, visto desde el ente, desde los physika, más allá de éstos, es decir, el conocimiento del ser tiene que ser meta ta physika, tiene que ser metafísica. 2914 Heideggeriana: NiilismoEuropeu

Pero pensado de manera más esencial el ser, en cuanto physis, no precisa en absoluto de un «orden» desde el que se decida sobre su previedad o posterioridad, sobre su antes y después; en efecto, es en sí mismo el pro-ceder que sale [Her-vor-gehen] a su despejamiento, y en cuanto aquello que pro-cede [Her-vorige], es lo que pre-cede [Vor-herige], lo que esencia desde sí mismo en el despejamiento y sólo a través de éste se dirige al hombre. 2955 Heideggeriana: NiilismoEuropeu

Ésta sería una oportunidad para determinar la posición metafísica fundamental de Aristóteles, para lo cual no basta, por cierto, la usual contraposición con Platón; en efecto, Aristóteles, aunque pasando por la metafísica platónica, intenta pensar de nuevo el ser del modo inicialmente griego y de cierta manera, volver atrás el paso dado por Platón con la idea tou agathou, paso mediante el cual la entidad adquiere el carácter de lo condicionante y posibilitante, de la dynamis. Frente a esto, Aristóteles - si está permitido decirlo - piensa el ser de modo más griego que Platón como entelechia (cfr. Vom Wesen und Begriff der physis. Aristóteles, Phisik B1, Biblioteca «Il Pensiero», 1960). Lo que esto significa no es posible decirlo en pocas palabras. Sólo puede advertirse que Aristóteles no es ni un platónico fracasado ni el precursor de Tomás de Aquino. Su obra filosófica tampoco se agota en el absurdo que se le suele atribuir de haber bajado las ideas de Platón de su ser en sí y haberlas puesto en las cosas mismas. A pesar de su distancia respecto del inicio de la filosofía griega, la metafísica de Aristóteles es, en aspectos esenciales, de nuevo una especie de impulso de regreso al inicio dentro del pensamiento griego. El hecho de que Nietzsche, en correspondencia con su relación nunca interrumpida con Platón, no consiguiera nunca - prescindiendo de las ideas sobre la esencia de la tragedia - una relación interna con la metafísica de Aristóteles, debería ser lo suficientemente importante como para pensar a fondo sus fundamentos esenciales. 2957 Heideggeriana: NiilismoEuropeu

La ambigüedad del ser como idea (pura presencia y posibilitación) se manifiesta también en que con la interpretación del ser (physis) como idea resuena la referencia al «ver», al conocer del hombre. El ser, en cuanto es lo visual, es presencia, pero al mismo tiempo aquello que el hombre pone bajo su vista. 2964 Heideggeriana: NiilismoEuropeu

Aristóteles: La physis se sirve de la lengua (glottei) para gustary para hablar, y si bien el gusto (geusis) es algo necesario y de ahí que se dé en la mayoría de los animales, la posibilidad de expresarse no tiene otra finalidad que la perfección, he d´hermeneía héneka tou eu [De anima B 8, 420 b 18 ss.]. (O sea: el ente, cuando es un ser vivo, necesita la lengua tanto para gustar como para hablar con los demás en el común trato con ellos; de esas dos cosas, el gusto, la geusis, es de necesidad en la relación con las cosas (y por eso lo tienen la mayoría de los vivientes); pero la hermeneía, el referirse a algo y el hablar de algo con los otros (el conversar sobre algo) está para el bien, tiene su razón de ser en el eu, en el bien, es decir, en garantizar al viviente su ser propiamente dicho (en su mundo y junto con su mundo). En este texto de Aristóteles la hermeneía se refiere, pues, simplemente y representa al diálektos, es decir, a la conversación con los demás en el trato corriente con los demás y con las cosas; pero el diálektos no es sino la forma fáctica en que el logos se produce; y éste, es decir, el logos (el hablar de algo, el hablar, el decir) tiene por función to deloun... to symphéron kai to blaberón [Política, A 2, 420 b 18 ss.], es decir, provee a poner de manifiesto el ente en su sernos éste útil o nocivo (es decir, el logos hace accesible el ente para un hacerse con él por vía de ponérselo delante, en lo que se refiere a si no es conveniente o no). 3193 Heideggeriana: GA63

En el ser-aquí se le devuelve al hombre el fundamento esencial y durante mucho tiempo infundamentado gracias al cual el hombre puede ex-sistir. Aquí, «existencia» no significa existentia en el sentido del aparecer y del «Dasein» (estar ahí delante) de un ente. Pero «existencia» tampoco significa aquí, al modo «existencial», el esfuerzo moral del hombre por su sí-mismo edificado sobre una constitución corporal y anímica. La ex-sistencia que tiene sus raíces en la verdad como libertad es la ex-posición en el desocultamiento de lo ente como tal. Todavía incomprendida, ni siquiera necesitada de una fundamentación esencial, la ex-istencia del hombre histórico comienza en ese instante en el que el primer pensador se pone al servicio del desocultamiento de lo ente preguntando qué sea lo ente. En esta pregunta es en donde por vez primera se experimenta el desocultamiento. Lo ente en su totalidad se desvela como physis, la «naturaleza», que aquí todavía no alude a un ámbito especial de lo ente, sino a lo ente como tal en su totalidad, concretamente con el significado de un venir surgiendo y brotando a la presencia. La historia sólo comienza cuando lo ente es elevado y preservado expresamente en su desocultamiento y cuando esa preservación es concebida desde la perspectiva de la pregunta por lo ente como tal. El inicial desencubrimiento de lo ente en su totalidad, la pregunta por lo ente como tal y el inicio de la historia occidental son lo mismo y son simultáneos en un «tiempo» que, siendo él mismo inconmensurable, abre por vez primera lo abierto, es decir, la apertura, a cualquier medida. 4499 Heideggeriana: EssenciaVerdade

Allí alzado, el templo reposa sobre su base rocosa. Al reposar sobre la roca, la obra extrae de ella la oscuridad encerrada en su soporte informe y no forzado a nada. Allí alzado, el edificio aguanta firmemente la tormenta que se desencadena sobre su techo y así es como hace destacar su violencia. El brillo y la luminosidad de la piedra, aparentemente una gracia del sol, son los que hacen que se torne patente la luz del día, la amplitud del cielo, la oscuridad de la noche. Su seguro alzarse es el que hace visible el invisible espacio del aire. Lo inamovible de la obra contrasta con las olas marinas y es la serenidad de aquélla la que pone en evidencia la furia de éstas. El árbol y la hierba, el águila y el toro, la serpiente y el grillo sólo adquieren de este modo su figura más destacada y aparecen como aquello que son. Esta aparición y surgimiento mismos y en su totalidad, es lo que los griegos llamaron muy tempranamente physis. La fisis ilumina al mismo tiempo aquello sobre y en lo que el ser humano funda su morada. Nosotros lo llamamos tierra. De lo que dice esta palabra hay que eliminar tanto la representación de una masa material sedimentada en capas como la puramente astronómica, que la ve como un planeta. La tierra es aquello en donde el surgimiento vuelve a dar acogida a todo lo que surge como tal. En eso que surge, la tierra se presenta como aquello que acoge. 5469 Heideggeriana: OOA1935

El artista no es precisamente un technites porque también sea un artesano, sino porque tanto el hecho de producir o traer aquí obras como el de producir o traer aquí utensilios acontece en ese traer algo delante que, de antemano, hace que llegue lo ente a su presencia a partir de su aspecto. Pero todo esto ocurre en medio de lo ente, que sale a la luz y se genera espontáneamente en medio de la physis. El hecho de llamar techne al arte no es ninguna prueba a favor de que el quehacer del artista sea comprendido a partir del trabajo manual. Lo que dentro de la creación de obras tiene aspecto de fabricación artesana tiene otra naturaleza. Este quehacer está completamente determinado por la esencia del crear y siempre se inscribe en ella. 5587 Heideggeriana: OOA1935

Con esta sentencia, la vida es voluntad de poder, llega a su acabamiento la metafísica occidental, en cuyo inicio se encuentra la oscura expresión: el ente en su totalidad es physis. La sentencia de Nietzsche, el ente en su totalidad es voluntad de poder, enuncia sobre el ente en su totalidad aquello que estaba predeterminado como posibilidad en el inicio del pensamiento occidental y que se ha vuelto ineludible por obra de una inevitable declinación de ese comienzo. Esta sentencia no transmite una opinión privada de la persona Nietzsche. Quien piensa y dice esta sentencia es «un destino». Esto quiere decir: el ser pensador de este y de todo pensador esencial de occidente consiste en la fidelidad casi inhumana a la oculta historia de occidente. Pero esta historia es la lucha poetizante y pensante por la palabra para el ente en su totalidad. A toda dimensión pública de la historia universal le falta la visión y la escucha, la medida y el corazón para esta lucha poético-pensante por la palabra del ser. Esta lucha se desarrolla más allá de la guerra y la paz, fuera del éxito y la derrota, no tocada por la fama y el ruido, despreocupada por el destino de los individuos. 6321 Heideggeriana: VontadePoder

Tenemos que cuidarnos, sin embargo, de malinterpretar esta sentencia en un sentido moderno, gnoseológico, y ver en ella, por ejemplo, la distinción kantiana entre «fenómeno» y «cosa en sí», falseando además el concepto de «fenómeno» hasta convertirlo en «mera apariencia». El peso de la antigua sentencia griega descansa, por el contrario, en que lo que se muestra, lo que ofrece una visión, y por lo tanto la visión misma, vale como ente, porque «ente» quiere decir: surgir, phyein. Pero el presenciar que surge es un imperar que presencia, physis. Sólo bajo el poder de esta predeterminación inicial del ente como physis puede entenderse la posterior interpretación griega de la entidad del ente, o sea la interpretación platónica. En efecto, cómo habría de ser la «idea» lo más ente del ente si no estuviera previamente decidido que ser-ente quiere decir: mostrarse que surge y que presencia: ofrecer el aspecto (eidos), la visión (idea) que tiene una «cosa». dokeonta, «lo que en cada caso se muestra», no equivale para Heráclito a la opinión meramente subjetiva entendida en sentido moderno, y esto por dos razones: 1) porque dokein significa mostrarse, aparecer, dicho esto desde el ente mismo; 2) porque los primeros pensadores y los griegos en general nada sabían del hombre como un yo-sujeto. Precisamente el que goza de mejor parecer - y esto quiere decir: el más digno de fama - es aquel que tiene la fuerza de prescindir de sí y dirigir la mirada exclusivamente a lo que «es». Pero esto y precisamente esto es lo que se muestra, la visión y la imagen que se ofrece. El carácter de imagen no consiste en ser algo preparado, como por ejemplo en la copia que reproduce la imagen de algo. El sentido griego de «imagen» - si es que podemos utilizar esta palabra - es el llegar al aparecer, phantasia, y ésta comprendida a su vez como: entrar en la presencia. Con las mutaciones del concepto griego de ser en el curso de la historia de la metafísica se transforma correlativamente el concepto de imagen reinante en occidente. La «imagen», en la Antigüedad, en la Edad Media y en la Edad Moderna, no sólo se diferencia por su contenido y su nombre, sino por su propia esencia. 6385 Heideggeriana: VontadePoder

Cuando Nietzsche dice que la verdad es «ilusión», su sentencia significa lo mismo que dice Heráclito, y sin embargo no significa lo mismo. Significa lo mismo en la medida en que la sentencia de Nietzsche, tal como se mostrará, aún supone la interpretación inicial del ente en su totalidad como physis; no significa lo mismo en la medida en que entretanto, sobre todo a través del pensamiento moderno, la inicial interpretación griega del ente se ha transformado esencialmente, manteniéndose sin embargo en esta transformación. No debemos interpretar a Heráclito con el auxilio del pensamiento fundamental de Nietzsche ni comprender la metafísica de Nietzsche simplemente desde Heráclito y declararla «heraclítea»; por el contrario, sólo si vemos, o mejor, si atravesamos el abismo que se abre entre los dos como historia del pensar occidental se revelará su oculta copertenencia histórica. Sólo entonces podremos sopesar en qué sentido ambos pensadores, uno en el inicio, otro en el final de la metafísica occidental, tenían que pensar «lo mismo». 6395 Heideggeriana: VontadePoder

La fundamentación del privilegio de la vida tiene su fundamento no en una perspectiva biológica particular y aislada de Nietzsche, sino en que éste lleva a su acabamiento la esencia de la metafísica occidental en la vía histórica que le había sido consignada, en que es capaz de llevar a la palabra lo que estaba contenido de manera aún implícita en la esencia inicial del ser como physis y se volvió un pensamiento inevitable en la posterior interpretación del ente en el curso de la historia de la metafísica. 6487 Heideggeriana: VontadePoder

En esta interpretación del ser, pasando por el extremo de la posición metafísica fundamental de la modernidad, el pensar inicial del ser como physis llega a su acabamiento. Surgir y aparecer, devenir y presenciar, son pensados, en el pensamiento de la voluntad de poder, retrotrayéndolos a la unidad de la esencia de «ser» según el sentido de su primer inicio, no como imitación del pensar griego sino como transformación del pensar moderno del ente en el acabamiento que le está asignado. 7301 Heideggeriana: VontadePoder

La historia de la verdad del ser finaliza en la pérdida de su esencia inicial, prefigurada por el derrumbamiento de la no fundada aletheia. Pero al mismo tiempo se eleva necesariamente la apariencia historiográfica de que ahora se recuperaría en su forma originaria la unidad inicial de la physis pues ésta, ya en la primera época de la metafísica fue repartida en «ser» y «devenir». Lo así partido fue distribuido entre los dos mundos determinantes, el verdadero y el aparente. 7348 Heideggeriana: EternoRetorno

Ese mismo que está dicho en la unidad esencial de la voluntad de poder y del eterno retorno de lo mismo es la última palabra de la metafísica. Lo «último», en el sentido de acabamiento exhaustivo, tiene que ser, en cierto sentido, lo primero. Esto, la physis, comienza seccionándose en seguida en la aparente contraposición de devenir y ser. El presenciar que surge, ni interrogado ni proyectado sobre el carácter «temporal», es percibido en cada caso sólo según un respecto: como generación y corrupción, como alteración y devenir, como permanencia y duración. En el respecto mencionado en último lugar veían los griegos el ser en sentido propio, de manera que toda alteración era considerada en un principio como ouk on, posteriormente como me on, o sea, siempre como on. Ser y devenir se reparten en dos reinos, entre los cuales existe un chrismos, es decir, pertenecen cada uno al lugar determinado por el reino correspondiente, tienen allí su residencia. ¿En qué medida ha superado Aristóteles el chrismos en la ousia del tode ti (ekaton)? En la medida en que sólo en cuanto entelechia y energeia el ser se convierte en ousia. 7388 Heideggeriana: EternoRetorno

Finalmente, el ser entra en contraposición y en competencia con el devenir en cuanto éste reclama el lugar del ser. La contraposición entre ambos se despliega sobre el suelo no explícitamente considerado de lo «real efectivo», la realidad de lo cual reivindica el ser porque es contraria a lo irreal y lo nulo, pero al mismo tiempo exige para sí el carácter de devenir, ya que no quisiera ser algo que está allí delante rígido y sin «vida». Hegel da el primer paso para eliminar esta contraposición en favor del «devenir», entendiendo a éste desde lo suprasensible, desde la idea absoluta, como su autoexposición. Nietzsche, que invierte el platonismo, traslada el devenir a lo «viviente» en cuanto caos «que vive corporalmente». Este suprimir la contraposición de ser y devenir invirtiéndola constituye el auténtico acabamiento. En efecto, ahora ya no hay ninguna salida, ni en la división ni en una fusión más adecuada. Esto se muestra en que el «devenir» pretende haber asumido la preeminencia respecto del ser, mientras que la preponderancia del devenir no hace más que llevar a cabo la confirmación extrema del inconmovido poder del ser en el sentido del volver consistente del presenciar (aseguramiento); pues la interpretación del ente y de su entidad como devenir es el volver consistente del devenir en la presencia incondicionada. Para salvar su preponderancia, el devenir se entrega a la tutela del volver consistente del presenciar. En este volver consistente impera la inicial, aunque no reconocida ni fundada, verdad del ser, sólo que desviada a su inesencia, en la que se olvida a sí Misma. Este dar al devenir el poder del ser le quita a aquél la última posibilidad de preeminencia y a éste le devuelve su esencia inicial (el carácter de physis), pero llevada al acabamiento en su inesencia. Ahora, la entidad lo es todo y cubre todo a la vez: cambio y consistencia. Satisface de modo incondicionado las pretensiones del ente (de la «vida»). En tal satisfacer aparece como lo incuestionado y como el más amplio albergue. 7390 Heideggeriana: EternoRetorno

physis surgir (retornar-a-sí) 8173 Heideggeriana: HistoriaSer

En la esencia de voluntad de la entidad como realidad efectiva se oculta, por esencia nunca accesible a la metafisica, la maquinación (poiesis) en la que aún resuena, desde los iniciales rasgos esenciales, la energeia, de donde el progreso desde el primer inicio (desde la aletheia) toma su decidido comienzo, que todo lo predetermina. Pero la energeia es, al mismo tiempo, la última salvaguarda de la esencia de la physis, de ese modo, un pertenecer al inicio. 8239 Heideggeriana: HistoriaSer

Con el necesario cuidado y prudencia y desde la perspectiva las distinciones establecidas por Hegel, se podría aportar una diferencia que ya ha sido nombrada en otro lugar anterior. En la medida en que se dirige directamente hacia el objeto, como algo que es, así como al saber del objeto, asimismo como algo ente, y siempre permanece, la conciencia natural podría recibir el nombre de conciencia óntica. La expresión óntico, inspirada en el griego to on, lo ente, significa aquello que atañe a lo ente. Pero el griego on, «ente», encierra dentro de sí una esencia propia de entidad (ousia), que en el transcurso de su historia nunca permanece igual. Si utilizamos las palabras on y «ente» pensándolas, el primer presupuesto es que pensemos o, lo que es lo mismo, que nos percatemos en qué medida el significado se transforma y se fija históricamente en cada ocasión. Cuando lo ente se manifiesta como objeto, en la medida en que la entidad ha aparecido a la luz de la objetividad, y cuando de acuerdo con ello el ser es interpelado como lo no objetivo, todo esto reposa ya sobre aquella ontología gracias a la que on ha sido determinado como hypokeimenon, éste como subiectum y su ser a partir de la subjetidad de la conciencia. Como on significa tanto «ente» como «lo que es», on en tanto que «ente» puede ser reunido (legein) en dirección a «lo que es». Hasta se puede decir que, de acuerdo con su ambigüedad, on está ya reunido como ente por mor de su entidad. Es ontológico. Pero con la esencia de on y a partir de ella, ese reunir que es, el logos, se transforma en cada caso y con ella, la ontología. Desde que on, lo que se presenta, se abrió como physis, la presencia de lo que se presenta reside, para los pensadores griegos, en el phainesthai, en la manifestación de lo no oculto que se muestra a sí misma. De acuerdo con esto, la multiplicidad de lo que se presenta, ta onta, es pensada como aquello que en su manifestación es simplemente aceptado como lo que se presenta. Aceptar significa aquí tomar sin más ni más y atenerse a lo que se presenta. La aceptación (dechesthai) se queda sin continuidad. Efectivamente, no sigue pensando más allá en la presencia de lo que se presenta. Se queda en la doxa. Por el contrario, el noein es aquel percibir que percibe expresamente lo presente en su presencia y a partir de ahí la emprende con él. 9415 Heideggeriana: HegelExperiencia

El decimosexto párrafo, con el que se cierra el texto, abre el horizonte hacia este asunto. Sin embargo, sólo se muestra si no perdemos de vista que la experiencia es la entidad de lo ente que se hace presente como conciencia en sus figuras. La presencia de lo que se presenta, la ousia del on, es ya para los pensadores griegos, desde que el on se abrió como physis, el phainesthai: la manifestación que se muestra a sí misma. De acuerdo con esto, la multiplicidad de lo que se presenta (ta onta) es pensada como eso que en su manifestación simplemente es aceptado y tomado: ta dochounta. La doxa acepta y toma inmediatamente eso que se presenta. El noein, por el contrario, es aquel percibir que acepta lo que se presenta como tal y lo interroga en relación con su presencia. Como en su ambigüedad, el on, lo que se presenta, puede significar tanto eso mismo que se presenta como el estar presente, el on se encuentra en una relación igual de originaria e impuesta por su esencia con el noein y la doxa. 9519 Heideggeriana: HegelExperiencia

El «estar junto a nosotros» forma parte de la absolutez de lo absoluto. Sin ese «junto a nosotros» lo absoluto sería lo solitario, que no podría manifestarse en eso que se manifiesta. No podría surgir en su desocultamiento. Sin este surgimiento (physis) no estaría en vida (zoe). La experiencia es el movimiento del diálogo entre el saber natural y el saber absoluto. Es ambos a partir de la unidad unificadora, forma en la que recoge. Es la naturaleza de la conciencia natural, que es históricamente en el azar de sus figuras y su manifestación. Es el concebirse de estas figuras en la organización de su manifestarse. Por eso, la obra concluye con la frase: «ambas cosas juntas, la historia concebida, forman la memoria y el calvario del espíritu absoluto, la realidad efectiva, verdad y certeza de su trono, sin el cual sería la soledad carente de vida». Lo absoluto precisa en su absolutez del trono como de ese lugar elevado en el que se puede aposentar sin rebajarse. 9549 Heideggeriana: HegelExperiencia

La esencia del arte concebida a partir de la voluntad de poder consiste en que el arte excita a la voluntad de poder en primer lugar hacia sí misma y la estimula para querer pasar más allá de sí misma. Como Nietzsche también llama a menudo vida a la voluntad de poder, en tanto que realidad efectiva de lo efectivamente real y con resonancias de la zoe y la physis de los primeros pensadores griegos, puede decir que el arte es «el gran estímulo de la vida» (Voluntad de Poder, afor. 851 del año 1888). 9762 Heideggeriana: NietzscheDeus

En la contracción del ser a «Naturaleza» se muestra un eco tardío y confuso del ser como physis. 10250 Heideggeriana: SM

Lo que Rilke llama naturaleza no está delimitado frente a la historia. Sobre todo, no está entendido como ámbito objetivo de las ciencias de la naturaleza. La naturaleza tampoco está opuesta al arte. Es el fundamento para la historia, el arte y la naturaleza en sentido restringido. En el término naturaleza, aquí usado, todavía flota la resonancia de la temprana palabra physis, que también es equiparada a la zoe, lo que traducimos por vida. Pero la esencia de la vida, pensada tempranamente, no está representada biológicamente, sino como physis, como lo que surge. En el poema, verso 9, la «naturaleza» también es llamada «vida». La naturaleza, la vida, nombran aquí al ser en el sentido de lo ente en su totalidad. En una anotación del año 1885-86 (Voluntad de Poder, afor. 582), Nietzsche escribe así: «El ser: no tenemos de él otra representación fuera de ‘vivir. Entonces cómo algo muerto puede ‘ser’?» 10609 Heideggeriana: ParaQuePoetas

En el pensar del ser no se re-presenta nunca únicamente algo real y no se da como lo verdadero a esto que se ha representado. Pensar el «ser» significa corresponder a la interpelación de su esencia. El corresponder proviene de la interpelación y se libera hacia ella. El corresponder es un retirarse ante la interpelación y, de este modo, un entrar en el lenguaje. Pero a la interpelación del ser pertenece lo tempranamente desvelado (aletheia, logos, physis) así como el velado advenimiento de aquello que se anuncia en la posible torna del estado de olvido del ser (hacia el acaecer de verdad de su esencia). A todo esto a la vez, desde una larga concentración y en un continuo ejercicio del oído, debe prestar atención de un modo especial este corresponder, para oír una interpelación del ser. Pero precisamente es en esto donde puede equivocarse este escuchar. En este pensar, la posibilidad del extravío es máxima. Este pensar no puede nunca acreditarse como lo hace el saber matemático. Pero tampoco es algo arbitrario sino algo atado al sino de la esencia del ser, pero a su vez él tampoco es nunca vinculante como enunciado, más bien sólo como posible ocasión de andar el camino del corresponder y de andarlo en la plena concentración del estado de atención sobre el ser ya llegado al lenguaje. 11169 Heideggeriana: COISA

Todo está en que pensemos el traer-ahí-delante en toda su amplitud y al mismo tiempo en el sentido de los griegos. Un traer-ahí-delante, poiesis, no es sólo el fabricar artesanal, no es sólo el traer-a-parecer, el traer-a-imagen artístico-poético. También la physis, el emerger-desde-sí, es un traer-ahí-delante, es poiesis. La physis es incluso poiesis en el más alto sentido, porque lo physei tiene en sí mismo (en heauto) la eclosión del traer-ahí-delante, por ejemplo, la eclosión de las flores en la floración. En cambio, lo traído-ahí-delante de un modo artesanal y artístico, por ejemplo la copa de plata, no tiene la eclosión del traer-ahí-delante en él mismo sino en otro, en el artesano y el artista. 11996 Heideggeriana: QCT

La pregunta «¿Qué es metafísica?» sólo intenta una cosa: llevar a las ciencias a reflexionar sobre el que ellas necesariamente, y por eso siempre y en todas partes, topan con lo enteramente otro para el ente, con la Nada en el ente. Están ya, sin su saber, en relación para con el Ser. Reciben sólo de la a veces imperante verdad del Ser una luz para poder ver y considerar entonces en cuanto tal el ente por ellas representado [421]. El preguntar «¿Qué es metafísica?», es decir, el pensar que proviene de ella ya no es ciencia. Pero para el pensar se vuelve ahora el pensar como tal, es decir, el Ser del ente problemático respecto a su esencia y, por tanto, nunca indigno y nulo. La palabra «Ser» aparentemente vacía es pensada siempre ahí en la plenitud esencial de aquellas determinaciones que desde la physis y el logos hasta la voluntad del poder se remiten unas a otras y muestran en todas partes un rasgo fundamental que se intenta nombrar en la palabra «pre-sencia» (Ser y Tiempo, § 6). Sólo porque la pregunta «¿Qué es metafísica?» piensa de antemano en el sobrepasar, en el transcendens, en el Ser del ente, puede pensarse el No del ente, aquella Nada que con igual originariedad es lo mismo que el Ser. 12371 Heideggeriana: PreguntaSer

Aún resulta infinitamente más imposible representar «el ser» como aquello general que corresponde a cada ente. Sólo hay ser cuando lleva en cada casó la marca que le ha sido destinada: physis, logos, hen, idea, energeia, substancialidad, objetividad, subjetividad, voluntad, voluntad de poder, voluntad de voluntad. Pero lo destinado no existe de modo clasificable como las manzanas, peras y melocotones, como algo dispuesto en el mostrador de las representaciones históricas. 12746 Heideggeriana: OntoTeoLogia1957

Por más difícil que sea para nosotros cumplir nuevamente lo hecho por los griegos al pensar al ente como fenómeno fuera del ocultamiento, como elevarse-fuera-del-ocultamiento (en el sentido de la physis), preguntamos: ¿qué ocurre en el hecho de elevarse-en-la-aletheia? ¿Qué es lo que se nombra de golpe con el verbo phyein? 15703 Heideggeriana: SeminarioThor1969

Así, cuando por ejemplo dice Heráclito: physis kryptiesthai phylei, el ocultarse es el corazón mismo del movimiento de aparecer. A propósito de esto, se hace una advertencia de traducción: phylei no puede traducirse como "ama" (él mismo entendido ónticamente como inclinación ocacional). phylei quiere decir: "es esencial a... para que despliegue su ser propio". 15849 Heideggeriana: SeminarioThor1969

Esta es, en Heráclito, la noción eminente de la physis. ¿Pero qué quiere decir physis? ¿Hacia qué señala? 15853 Heideggeriana: SeminarioThor1969

Más que hacia la naturaleza - donde, no obstante el acento manifestatorio de nasci, el ocultamiento falta completamente - la physis; señala hacia la aletheia misma. En esta palabra de Heráclito aún es plenamente transparente el sentido positivo de la Vergessenheit, es transparente que el ser no está "sujeto al olvido" sino que, en tanto y por cuanto es manifestación, él mismo se oculta. Habiendo recordado esto, se reanuda el examen de la "cuestión del ser". 15855 Heideggeriana: SeminarioThor1969


Que dit le mot physis ? Il dit ce qui sépanouit à partir de soi [...], l’action de se déployer en s’ouvrant et, dans en tel déploiement, de faire son apparition, de se tenir dans cet apparaître et d’y demeurer, en bref: il dit le règne (de ce) qui s’épanouit et qui dure. [GA40 26]

Osons encore une fois, pour un moment, convertir le groupement négatif en un affirmatif : nous voyons alors qu’Héraclite pense la perpétuelle émergence, et non pas quelque chose à quoi l’émergence s’applique comme qualité, pas davantage le Tout qui est atteint par l’émergence. Au contraire, Héraclite pense l’émergence, et elle seule. L’émergence qui toujours a duré et dure est nommée dans le mot physis, lorsqu’il est pensé en même temps que dit. Nous devrions le traduire par « émergence » [NT: Aufgehung (néologisme), forme nominale féminine qui correspond à celle de physis alors que pour traduire tó ási phyon (pp. 323-324), Heidegger emploie la forme verbale neutre das Aufgehen, que nous rendons aussi par « émergence »] d’une façon insolite, mais fidèle, qui correspond au mot courant « production » (Entstehung). [GA7 - Aletheia]

Se tenant là, l’édifice repose en même temps sur le roc. C’est ainsi seulement que celui-ci manifeste l’obscurité de son sourd portement. Se tenant là, l’édifice tient tête à la tempête qui fait rage sur lui, manifestant par là pour la première fois celle-ci en sa violence. L’éclat et la lueur de la pierre, qui apparemment ne sont eux-mêmes dus qu’à la grâce du soleil, manifestent pourtant justement la clarté du jour, la largeur du ciel et les ténèbres de la nuit. La sûre éminence du temple se dresse contre le déferlement des flots marins, et laisse ainsi le tumulte sauvage venir au paraître en provenance du calme. C’est maintenant seulement que l’arbre et l’herbe, l’aigle et le taureau, le serpent et le grillon parviennent à une figure distincte et se dégagent ainsi en ce qu’ils sont. Ce dégagement, les Grecs le nommèrent physis. Ce mot veut dire : ce qui se lève à partir de soi et entre ainsi dans la lumière. Le nom grec pour la lueur de la lumière, phaos, phôs a la même racine. Une telle levée porte, embrasse et pénètre toutes choses. Elle est le tout sur lequel et dans lequel l’homme fonde son habiter. Celui-ci, nous l’appelons la terre. De ce que ce mot veut nommer, il convient de tenir éloigné aussi bien la représentation d’une masse matérielle sédimentée que celle, purement astronomique, d’une planète (Hw. 31). OOA1935: II

Submitted on 21.07.2019 10:21
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