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vida

Definition:
Leben

Artemis é a deusa da aurora, da luz, do jogo. Seu sinal é a lira que aparece em forma do arco. Para o grego, arco e lira são o mesmo. A lira - agora o arco - lança a flecha. O arco traz a morte. Entretanto, as mortes arremessadas pelas suas flechas são as mortes "súbitas", as mortes "suaves" e "amáveis". A deusa da aurora, do jogo e da luz é também a deusa da morte, como se o que é claro, o que joga e o que surge fossem como a morte. Surgir, iluminar-se, jogar e tocar caracterizam, sobretudo, o vigor essencial da zoe ("vida") e do zoon ("vivo"). Nossa palavra "vida" possui um significado tão sobrecarregado pelo pensamento cristão e moderno que não diz mais nada do que os gregos entendiam por zoe e zoon. Embora nossa palavra "vida" seja apenas uma tradução indeterminada e confusa da palavra grega zoe, ainda podemos pensar, nessa palavra, que "vida" é uma contraposição à morte. Como pode a deusa da iluminação, do surgimento e do jogo ser ao mesmo tempo a deusa da morte, ou seja, do sinistro, do crepúsculo, da rigidez? Vida e morte são contrários. Mas o contrário é o que mais intimamente se atrai para o que o contraria. Onde vigora o contrário dá-se a luta, a eris. Para Heráclito, que pensa a luta como a essência de ser, a deusa do arco e da lira, Artemis, é a mais próxima. Sua proximidade, no entanto, é a pura proximidade, ou seja, a distância. Em tudo isso, deve-se pensar a proximidade e a distância de maneira grega - e não "moderna" -, como uma ordem numérica, como um intervalo maior ou menor entre pontos do espaço. [GA5 32]


Seja qual for o modo de explicação do ente, como espírito no sentido do espiritualismo, como matéria e força no sentido do materialismo, como vir-a-ser e vida, como representação, como vontade, como substância, como sujeito, como enérgeia, como eterno retorno do mesmo, sempre o ente enquanto ente aparece na luz do ser. Em toda parte, se iluminou o ser, quando a metafísica representa o ente. O ser se manifestou num desvelamento (alétheia). Permanece velado o fato e o modo como o ser traz consigo tal desvelamento, o fato e o modo como o ser mesmo se situa na metafísica e a assinala enquanto tal. O ser não é pensado em sua essência desveladora, isto é, em sua verdade. Entretanto, a metafísica fala da inadvertida revelação do ser quando responde a suas perguntas pelo ente enquanto tal. A verdade do ser pode chamar-se, por isso, o chão no qual a metafísica, como raiz da árvore da filosofia, se apóia e do qual retira seu alimento. Pelo fato de a metafísica interrogar o ente, enquanto ente, permanece ela junto ao ente e não se volta para o ser enquanto ser. Como raiz da árvore ela envia todas as seivas e forças para o tronco e os ramos. A raiz se espalha pelo solo para que a árvore dele surgida possa crescer e abandoná-lo. A árvore da filosofia surge do solo onde se ocultam as raízes da metafísica. O solo é o elemento no qual a raiz da árvore se desenvolve, mas o crescimento da árvore jamais será capaz de assimilar em si de tal maneira o chão de suas raízes que desapareça como algo arbóreo na árvore. Pelo contrário, as raízes se perdem no solo até as últimas radículas. O chão é chão para a raiz; dentro dele ela se esquece em favor da árvore. Também a raiz ainda pertence à árvore, mesmo que a seu modo se entregue ao elemento do solo. Ela dissipa seu elemento e a si mesma pela árvore. Como raiz ela não se volta para o solo; ao menos não de modo tal como se fosse sua essência desenvolver-se apenas para si mesma neste elemento. Provavelmente, também o solo não é tal elemento sem que o perpasse a raiz. O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA

O fato de "mundo" significar justamente a existência do homem no convívio histórico e não como fenômeno cósmico, como espécie e ser vivo, torna-se ainda particularmente claro a partir das expressões que Kant aduz para a clarificação deste conceito existencial do mundo: "Conhecer mundo" e "possuir mundo". Ambas as expressões significam, ainda que ambas visem à existência do homem, algo diferente, "enquanto um (o que conhece o mundo) apenas compreende o jogo a que assistiu, o outro, porém, tomou parte do jogo". [Ibidem. "Um homem do mundo é companheiro no grande jogo da vida" — "Homem do mundo quer dizer saber das relações com outros homens e o que está acontecendo na vida humana." Ter mundo quer dizer ter máximas e imitar grandes modelos. Vem do francês. Alcança-se o fim através da conduite, costumes, trato etc." Preleção sobre antropologia. CE As principais preleções filosóficas de 1. Kant. Conforme os recém-encontrados cadernos do Conde Heinrich zu Dohnawunderlacken. Editados por A. Kowalewski, 1924, p. 71. (N. do A.)] Mundo é aqui o nome para o jogo do ser-aí, cotidiano, para este mesmo. SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

Deste "conhecimento do mundo" no sentido de uma "experiência da vida" e da compreensão da existência, distingue Kant o "saber da escola" [Cf. as preleções sobre antropologia que citamos, p. 72. (N. do A.)]. Usando como fio condutor esta distinção, desenvolve o filósofo então o conceito de filosofia segundo o "conceito de escola" e segundo o "conceito de mundo". [Crítica da Razão Pura, A 839, 11867 — Cf. também Lógica (ed. por G. B. Jäsche), Introdução, Seções III. (N. do A.)] Filosofia no sentido escolástico permanece objeto do puro "artista da razão". Filosofia segundo o conceito de mundo é a meta do "mestre no ideal", isto é, daquele que visa ao "homem divino em nós". [Ibidem, A 569, B 597. (N. do A.)] "Conceito de mundo significa aqui aquele que se refere àquilo que a cada um necessariamente interessa." [Ibidem, A 840, B 868, nota. (N. do A.)] SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

Mundo é, em tudo isto, a denominação para o ser-aí humano no núcleo de sua essência. Este conceito de mundo corresponde perfeitamente ao conceito existencial de mundo de Agostinho, só que perdeu a valoração especificamente cristã do ser-aí "mundano", de amatores mundi, e mundo passou a significar positivamente os "camaradas de jogo" no jogo da vida. 326 MHeidegger: SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO

A essência da verdade se desvelou como liberdade. Esta é o deixar-ser ek-sistente que desvela o ente. Todo comportamento aberto se movimenta no deixar-ser do ente e se relaciona com este ou aquele ente particular. A liberdade já colocou previamente o comportamento em harmonia com o ente em sua totalidade, na medida em que ela é o abandono ao desvelamento do ente em sua totalidade e enquanto tal. Esta disposição de humor não se deixa, entretanto, conceber como "vivência" ou como "estado de alma". Pois ela é desviada de sua essência quando compreendida a partir de noções que (como "vida" e "alma") não podem elas próprias pretender uma dignidade de essência senão aparentemente e enquanto se distorce e falsifica o sentido da disposição de humor. Uma disposição de humor, isto é, uma ex-posição ek-sistente no ente em sua totalidade, somente pode ser "vivenciada" e "sentida" porque "o homem que vivencia, sem pressentir a essência da disposição de humor, já sempre está abandonado a esta disposição afetiva que é desveladora do ente em sua totalidade. Todo o comportamento do homem historial, sentido expressamente ou não, compreendido ou não, está disposto e através desta disposição colocado no ente em sua totalidade. O grau de revelação do ente em sua totalidade não coincide com a soma dos entes realmente conhecidos. Pelo contrário: ali onde o ente é pouco conhecido e onde é conhecido rudimentarmente pela ciência, a revelação do ente em sua totalidade pode imperar de maneira mais essencial que lá, onde o que é conhecido é constantemente oferecido ao conhecimento e tornado exaurível para o olhar, que lá onde mais resiste ao zelo do conhecimento, na medida em que a capacidade técnica de dominar as coisas se desdobra numa agitação sem fim. É justamente neste nivelamento simplista, que tudo conhece e apenas conhece, que se torna superficial a revelação do ente, que ela desaparece na aparente nulidade daquilo que nem mesmo é mais indiferente, mas está apenas esquecido. SOBRE A ESSÊNCIA DA VERDADE

Instalar-se na vida corrente é, entretanto, em si mesmo o não deixar imperar a dissimulação do que está velado. Sem dúvida, também na vida corrente existem enigmas, obscuridades, questões não decididas e coisas duvidosas. Mas todas estas questões, que não surgem de nenhuma inquietude e estão seguras de si mesmas, são apenas transições e situações intermediárias nos movimentos da vida corrente e, portanto, inessenciais. Lá onde o velamento do ente em sua totalidade é tolerado sob a forma de um limite que acidentalmente se anuncia, a dissimulação como acontecimento fundamental caiu no esquecimento. SOBRE A ESSÊNCIA DA VERDADE

De onde retira, portanto, Leibniz o fio condutor para a determinação do ser do ente? Ser é interpretado em analogia com alma, vida e espírito. O fio condutor é o ego. A DETERMINAÇÃO DO SER DO ENTE SEGUNDO LEIBNIZ

Esta última questão ofereceu oportunidade a um escorço sobre o problema não solvido da origem da negatividade hegeliana. Funda-se a "negatividade" da Lógica de Hegel na estrutura da consciência absoluta, ou dá-se o contrário? E a reflexão especulativa a base para a negatividade em que Hegel pertence ao ser, ou constitui também ela a base para a absolutidade da consciência? Se se levar em consideração que Hegel, na Fenomenologia, trabalhou com dualismos originários, que apenas mais tarde (a partir da Lógica) são harmonizados, e se o conceito da vida, assim como vem elaborado nos escritos da juventude de Hegel, é aduzido, então a negatividade do negativo não parece poder ser reconduzida à estrutura reflexiva da consciência, ainda que, de outro lado, não se possa negar, de plano, que o ponto de partida da Modernidade, da consciência, contribuiu, de maneira acentuada, para o desdobramento da negatividade. A negação poderia, muito antes, estar em conexão com o pensamento da desunião (divisão), portanto, objetivamente visto, ser retro-referida a Heráclito (diaphéron). PROTOCOLO DO SEMINÁRIO SOBRE A CONFERÊNCIA "TEMPO E SER"

Submitted on 22.01.2016 16:22
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