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verdade

Definition:
A palavra pela qual os gregos designavam a verdade é Aletheia. Esta palavra, que nossa “verdade” traduz muito imperfeitamente, é formada pelo radical lath – em que domina a ideia de velamento (conferir o verbo lanthanein: ficar escondido [Homero diz, por exemplo, de Ulisses, na Odisséia: pantas elanthane dakrya leibon – “ele vertia lágrimas sem ninguém saber” (literalmente: ele ficava escondido de todos, vertendo lágrimas) (Odisséia VIII, 93)]) e pelo prefixo a-privativo. Significa portanto, literalmente, des­velamento, des-cobrimento. “Na origem, diz Heidegger, verdade quer dizer: aquilo que foi arrancado de uma ocultação. A verdade é este arancamento, sempre a modo de desvelamento”. A verdade, assim compreendida, requer estar relacionada com a physis primitiva. Elas se mantêm, com efeito, numa conexão de essência íntima. A physis designava, para os primeiros pensadores, o desabrochar ou a eclosão do ente na presença. Como tal, a physis faz o ente sair da latência, ela o instala no não-velado. A physis é, portanto, em seu fundamento, des-velamento, aletheia. É assim que Heidegger pode dizer: “A aletheia, a revelação no não-velado (die Entbergung in die Unverborgenheit) é a essência (Wesen) da physis, da eclosão (Aufgehen)”. A Aletheia não é, para os primeiros pensadores, alguma coisa que se acrescenta ao ser (isto é, à physis), como predicado deste, por exemplo, mas pertence à essência do próprio ser. Pode-se já então medir a distância que separa esta aproximação matinal da verdade entre os gregos daquela que é hoje a nossa. Para nós, com efeito, a verdade não é uma determinação “ontológica”, mas bem antes “lógica”, ela não se encontra no próprio ser, mas somente nas proposições ou nos juízos que enunciamos sobre as coisas. Além disso, ela não consiste em um “desvelamento”, mas primeiro e antes de tudo em uma “conformidade”, a conformidade entre a proposição e o seu objeto. “Há muito tempo, diz Heidegger, ‘verdade’, para o pensamento ocidental, significa a concordância da representação pensante com a coisa: adequatio intellectus et rei”. Há muito tempo (sei langer Zeit), diz Heidegger, e não desde sempre. Com efeito, esta concepção vulgar da verdade como concordância entre a proposição e a coisa nem sempre existiu. Ela só aparece num certo momento da história do pensamento ocidental: a saber, com Platão.
(...)
Uma ambiguidade atravessa, na realidade, toda a história da metafísica, segundo Heidegger. Ela ainda é perceptível na própria obra de Nietzsche: “Conformidade e desvelamento, diz Heidegger, adaequatio e aletheia, imperam no conceito nietzschiano de verdade como a repercussão prolongada, e mesmo assim inteiramente inescutada, da essência metafísica da verdade. Nos primórdios da metafísica, prossegue ele, decide-se a essência da verdade como aletheia (desvelamento e desocultação), de tal modo que esta essência doravante atenue-se diante da determinação, primeiramente nela enraizada, da verdade como adequação (homoiosis, adaequatio), sem jamais desaparecer” (sublinha para nós) (Nietzsche II, p.318). O pensamento de Heidegger, entretanto, nem sempre foi constante sobre este ponto. [Alain Boutot]

Submitted on 21.09.2010 18:33
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