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tempo

Definition:
Zeit

Tempo e espaço não são co-ordenados. O tempo é anterior ao espaço. A oportunidade de Dasein torna possível a sua espacialidade (SZ, 367ss; GA3, 200/136s). Como temporalidade o tempo é responsável pela individualidade de Dasein: "O tempo é sempre o tempo no qual ‘é tempo de fazer algo’, no qual’ ainda há tempo’,’ não há mais tempo’. Enquanto não nos dermos conta de que o tempo é apenas temporal, que ele satisfaz a sua essência quando individualiza cada homem para si mesmo, a temporalidade como a essência do tempo nos permanecerá velada" (GA31, 129). Dasein compreende o ser em virtude da sua temporalidade e em função do tempo. Ademais, a análise de Dasein e da sua temporalidade são prelúdio para uma compreensão filosófica do ser em função do tempo, planejada para ocupar a terceira seção da Parte I de SZ, que ficou faltando (SZ, 17): "O ser é, tanto na compreensão comum do ser quanto no explícito problema filosófico do ser, compreendido sob a luz do tempo". Se nos perguntarem o que é uma mesa, diremos que é um utensílio. Se nos perguntarem o que é um triângulo, diremos que é uma forma. Se nos perguntarem o que é o ser, descobriremos que não há um conceito mais geral disponível. Tradicionalmente, os filósofos compreenderam o ser em função do pensamento e do logos (GA65, 183). Isto levou à concepção do ser como vigência, já que, p.ex., o que eu penso é atual para mim (GA65, 200). Não apenas o pensamento, mas outros contrastes com o ser — tornar-se, aparência, ter de — levam de volta à ideia do ser como vigência constante (GA40, 154/169). Mas esta ideia só pode ser compreendida sob a luz do tempo (GA40, 157/171s; GA31, 109). Precisamos explorar o tempo para compreender não apenas o modo como Dasein abre um mundo de entes, inclusive a si mesmo, mas também o que os filósofos disseram, ou deixaram de dizer, sobre o ser.

No período de SZ, "a alma, o espírito, o sujeito do homem são o sítio do tempo" (GA31, 121). Posteriormente, à medida que o homem retira-se do centro do pensamento de Heidegger, o tempo torna-se mais importante do que a temporalidade. O tempo é unificado com o espaço em tempo-espaço. [DH]


Segundo Heidegger o que se traduz por tempo, do grego aion, significa a "dispensação do ser".


Esse cedo resguarda a essência originária, sempre velada, do tempo. Enquanto permanecer válida a representação aristotélica do tempo, por toda parte paradigmática, a essência vigorosa do tempo continuará velada para o pensamento dominante. Segundo essa representação, seja ela mecânica, dinâmica ou atômica, o tempo é tão-somente a dimensão do cálculo quantitativo ou qualitativo da duração transcorrida numa sucessão.

O tempo verdadeiro é, no entanto, a chegada do já ser. Já ser não é o mesmo que passado, mas o recolhimento do vigor do que precede uma chegada. E isso à medida que o recolhimento como tal abriga a cada vez o mais cedo e primevo. A "paciência escura" corresponde ao fim e à sua consumação. A paciência suporta o que se vela no sentido de sua verdade. O seu suporte tudo aporta para o declínio no azul da noite entusiasmada. Ao começo corresponde, porém, um olhar e um sentido, que transluz dourado porque iluminado pelo "dourado, pelo verdadeiro". [GA12]


Aquele einai, porém, significa: presentar-se. A essência deste presentar está profundamente oculta no primitivo nome do ser. Para nós, pois, einai e ousia enquanto parousia e apousia significam primeiramente isto: no presentar-se [Anwesen] impera impensada e ocultamente o presente [Gegenwart] e a duração [Andauern], acontece (west) tempo. Desta maneira, o ser enquanto tal se constitui ocultamente de tempo. E desta maneira ainda o tempo remete ao desvelamento, quer dizer, à verdade do ser [Wahrheit von Sein]. Mas o tempo, a ser agora pensado, não é extraído da inconstância do ente que passa. O tempo possui ainda bem outra essência que não apenas ainda não foi pensada pelo conceito de tempo da metafísica, mas nunca o poderá ser. Assim o tempo se torna o primeiro pré-nome que deve ser considerado para que se experimente o que em primeiro lugar é necessário: a verdade do ser.

Assim como nos primeiros nomes metafísicos do ser fala uma essência escondida de tempo, assim também no seu último nome: no "eterno retorno do mesmo" [ewigen Wiederkunft des Gleichen]. Durante a época da metafísica, a história do ser [Geschichte des Seins] está perpassada por uma impensada essência de tempo. O espaço [Raum] não está ordenado nem paralelamente a este tempo nem situado dentro dele. [MHeidegger O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA]

Submitted on 16.03.2012 17:17
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