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sujeito

Definition:
O decisivo não é que o homem se tenha libertado das anteriores amarras para encontrar-se consigo mesmo: o importante é que a essência do homem se transforma, desde o momento em que o homem se converte em sujeito. Naturalmente, devemos entender esta palavra subjectum como uma tradução do grego hypokeimenon. Esta palavra designa o qualificativo que jaz diante de nós e que, como fundamento reúne tudo sobre si. Em um primeiro momento, este significado metafísico do conceito de sujeito não está especialmente relacionado com o homem e menos ainda com o Eu.

Todavia, se o homem se converte em primeiro e autêntico subjectum, isto significa que se converte naquele ente sobre o qual se fundamenta todo ente no tocante ao seu modo de ser e à sua verdade.

O homem se converte em centro de referência do ente como tal. Isto, porém, é somente possível caso se modifique a concepção do ente em sua totalidade. Em que se manifesta esta transformação? Qual é, conforme a ela, a essência da Idade Moderna? [DZW]


É somente porque o homem se converteu em sujeito de modo geral e essencial, e somente porque isso ocorreu, que se pode então colocar para ele a pergunta expressa por um eu limitado ao seu gosto e abandonado a sua arbitrariedade ou a um nós da sociedade, se estes querem ser tomados como indivíduos ou como comunidade, se querem ser uma pessoa dentro da comunidade ou um simples membro de um grupo dentro de um organismo, se querem e devem ser como Estado, nação e povo ou como a humanidade geral do homem moderno, se querem e devem ser os sujeitos que já são enquanto seres modernos. Com isso temos que, somente ali onde o homem já é essencialmente sujeito, existe a possibilidade de cair no abuso do subjetivismo no sentido do individualismo. Porém, do mesmo modo, somente ali onde o homem permanece sujeito, tem sentido a luta expressa contra o individualismo e em favor da comunidade como meta de todo esforço e proveito.

O entretecimento de ambos os processos, decisivo para a essência da Idade Moderna, que faz com que o mundo se converta em imagem e o homem em subjectum, lança também uma luz sobre o processo fundamental da história moderna, o qual, a primeira vista, parece quase absurdo. Quanto mais completa e absolutamente esteja disponível o mundo enquanto mundo conquistado, tanto mais objetivo aparecerá o objeto, tanto mais subjetivamente ou, o que é o mesmo, imperiosamente, se elevará o subjectum e de modo tanto mais irreprimível se transformará a contemplação do mundo e a teoria do mundo em uma teoria do homem, em uma antropologia. [DZW]


Se se escolhe, para o ente que sempre nós mesmos somos e que compreendemos como "ser-aí", a expressão "sujeito", então a transcendência designa a essência do sujeito, é a estrutura básica da subjetividade. O sujeito nunca existe antes como "sujeito", para então, caso subsistam objetos, também transcender; mas ser-sujeito quer dizer: ser ente na e como transcendência. O problema da transcendência nunca se pode expor de tal modo que se procure uma decisão se a transcendência pode convir ou não ao sujeito; muito antes da compreensão da transcendência já é a decisão sobre o fato se realmente temos em mente algo assim como a "subjetividade" ou se apenas tomamos em consideração como que um esqueleto de sujeito.

Muito pouco se ganha, num primeiro momento, pela caracterização da transcendência como estrutura fundamental da "subjetividade", para a penetração nesta constituição do ser-aí. Pelo contrário, como agora, de maneira geral, está propriamente desvalorizado o pressuposto expresso ou, o mais das vezes, não expresso de um conceito de sujeito, não se deixa também a transcendência determinar mais como "relação sujeito-objeto". Mas então o ser-aí transcendente (expressão já tautológica) não ultrapassa nem uma "barreira" posta diante do sujeito, obrigando-o primeiro a permanecer dentro de si (imanência) nem um "precipício" que separa o sujeito do objeto. Os objetos - os entes objetivados - também não são, porém, aquilo em direção do que (horizonte) se dá a ultrapassagem. O que é ultrapassado é justamente unicamente o ente mesmo, e, na verdade, cada ente que pode tornar-se ou já está desvelado para o ser-aí, por conseguinte, também e justamente o ente que é "ele mesmo" enquanto existe. [MHeidegger SOBRE A ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO]

Submitted on 22.10.2010 22:54
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