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experiência

Definition:
VIDE Erlebnis, Erfahrung

É Heidegger um racionalista ou empirista? Nenhum dos dois ou ambos. "Experiência", assim como todas as palavras básicas, tem seu significado modificado através da história. O que conta como experiência em um dado período depende de uma interpretação prévia de mundo, que não é em si mesma derivada de ou vulnerável à experiência. Por conseguinte, a conclusão da competição entre teorias científicas nem sempre pode ser definida pela "experiência": "Não se pode dizer que a doutrina de Galileu da queda livre dos corpos é verdadeira e a de Aristóteles, que sustenta que corpos leves tendem a subir, é falsa; pois a concepção grega da essência do corpo, do lugar e da relação entre ambos baseia-se em uma interpretação diferente dos entes, engendrando, assim, um modo correspondentemente diverso de enxergar e examinar processos naturais" (SZEHF, 70s/l 17). Isto mostra a ideia geral de que nosso "modo de acesso" (Zugangsart) a um tipo de ente, por exemplo, átomos ou figuras históricas, varia se junto à concepção prévia que temos de seu ser (p.ex., GA41, 71/93). "A verdade de um princípio nunca pode ser provada pelo seu resultado. Pois a interpretação de um resultado como resultado é conduzida com a ajuda do princípio pressuposto, embora não fundamentado" (SZEHF, 166/138). [DH]


Experiências [Erlebnisse] são Er-eignisse no sentido do que elas vivem daquilo que é próprio a cada um [aus dem eigenen leben] e a vida vive somente desta forma. [GALVI 75] [apud DH 3]


Como nem a doutrina medieval nem a episteme grega são ciência no sentido da investigação, não há experimento nelas. É verdade que foi Aristóteles o primeiro quem compreendeu o que significa empeiria (experientia), isto é, a observação das coisas em si mesmas e de suas propriedades e transformações sob condições mutáveis e, portanto, o conhecimento do modo em que as coisas costumam se comportar por regra geral. Entretanto, uma observação que tem como meta semelhante conhecimento, o experimentum, é essencialmente distinta do que singulariza a ciência enquanto investigação, isto é, do experimento da investigação (Forschungsexperiment), mesmo quando as observações da Antiguidade ou da Idade Média utilizavam números e medidas, mesmo quando a observação obtinha apoio em determinados dispositivos e instrumentos, isso porque permanecia faltando por completo o autenticamente decisivo do experimento. O experimento começa pondo como base uma lei. Dispor um experimento significa representar uma condição segundo a qual um determinado conjunto de movimentos pode ser seguido na necessidade de seu transcurso ou, o que é o mesmo, pode tornar-se apto a ser dominável por meio do cálculo. Entretanto, a disposição da lei se leva a termo desde a perspectiva que se dirige ao traço fundamental do setor de objetos. Este é o que oferece a medida e vincula à condição o representar antecipador. Esta representação na qual e pela qual se inicia o experimento não é uma imaginação arbitrária. Por isso dizia Newton: hypotheses non fingo, as hipóteses não se pensam de modo arbitrário. Elas se desenvolvem a partir do traço fundamental da natureza e estão inscritas nele. O experimento é esse procedimento levado e dirigido em sua disposição e execução pela lei que se estabelece como hipótese a fim de produzir os fatos que confirmam ou negam a lei. Quanto mais exatamente se tenha projetado o traço fundamental da natureza, tanto mais exata será a possibilidade do experimento. Por isso é completamente impossível que o escolástico medieval Roger Bacon, que amiúde se invoca, seja o precursor do moderno investigador experimental, limitando-se a ser o sucessor de Aristóteles. Com efeito, na época de Bacon, devido ao cristianismo, a autêntica possessão da verdade foi transladada para a fé, para a consideração das Escrituras e da doutrina da Igreja como verdadeiras. O supremo conhecimento e doutrina é a teologia, enquanto interpretação das divinas palavras da Revelação modeladas nas Escrituras e proclamada pela Igreja. Aqui, conhecer não é investigar, mas compreender corretamente a palavra que estabelece a norma e a palavra das autoridades que a proclamam. É por este motivo que durante a Idade Média, na aquisição de conhecimento adquire supremacia a explicação das palavras e das opiniões doutrinais das distintas autoridades. O componere scripta et sermones, o argumentum ex verbo, é decisivo e ao mesmo tempo é o motivo pelo qual a filosofia platônica e aristotélica teve que converter-se em dialética escolástica. Se, em seguida, Roger Bacon exige o experimentum — e realmente o exige —, não se está referindo ao experimento da ciência enquanto investigação, mas o que exige é em lugar do argumentum ex verbo, o argumentum ex re, isto é, em lugar do debate sobre as opiniões doutrinais, a observação das coisas mesmas, a empeiria aristotélica. [DZW]


Se, então, se procura caracterizar a moderna ciência, em face da medieval, pelo fato de que se pretende fazê-la passar por uma ciência de fatos, isto permanece insuficiente do ponto de vista dos princípios. Além disso, procura-se, frequentemente, a diferença entre a antiga e a moderna ciência no fato de esta fazer experiências e provar «experimentalmente» os seus conhecimentos. Mas a experiência, a tentativa de obter informações acerca do comportamento da coisa através de uma determinada ordenação das coisas e dos acontecimentos, é também conhecida dos antigos e dos medievais. Este tipo de experiência subjaz a todo o comércio com as coisas, manual ou instrumental. Também aqui não se trata do experimental enquanto tal, no sentido lato de observação que fornece uma prova, mas do modo e do processo como a investigação é estabelecida e em que perspectiva ela é empreendida e vai buscar o seu fundamento. Deve suspeitar-se que o modo de experimentação está em conexão com o modo de determinação conceitual dos fatos e com o modo de aplicação dos conceitos, quer dizer, com o modo de antecipação em relação às coisas. [GA41]

Submitted on 13.03.2012 19:03
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