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destino

Definition:
Heidegger usa principalmente Schicksal e Geschick. Estas palavras denotam tanto o poder que determina acontecimentos quanto o acontecimento efetivo. Ambas vêm de schicken, atualmente "enviar", mas originalmente "arranjar, ordenar, preparar, expedir", sendo correlativas a geschehen, "apressar, correr, acontecer" : schicken algo é fazê-lo geschehen. Relacionam-se, portanto, a Geschichte, " história"; i.e., o que "acontece", geschieht. Geschick significa também "destreza, habilidade".

Esta distinção entre Schicksal e Geschick não sobrevive a SZ. São termos frequentemente intercambiáveis (GA31, 6); Heidegger fala de Schicksal dos alemães, da Geschick de um indivíduo, e do "Schicksal ocidental" (GA6, 124,474). Lamenta a exclusão de Schicksal da Historie: "Admite-se o ‘acaso’ e o ‘destino’ como fatores determinantes na história, mas isto acaba apenas por mostrar o domínio exclusivo do pensamento causal, já que ‘acaso’ e ‘fado/envio’ somente expõem o fato de que relações de causa e efeito não são exatamente e inequivocamente calculáveis" (GA65, 147). Explora a noção de fado/envio e destino em Nietzsche — amorfati, "amor pelo fado (envio)", NI, 470s/N2, 207 — e Hölderlin (EHD, 86ss, 104ss, 164ss).

Mais tarde, Geschick torna-se mais importante do que Schicksal, e relaciona-se mais com ser do que com Dasein. Heidegger deriva-os diretamente de schicken como "o que foi enviado", escrevendo frequentemente Ge-schick: "O absurdo é impotente contra o próprio ser e, portanto, contra o que lhe acontece no Ge-schick: de que dentro da metafísica não há nada para o ser enquanto tal" (GA6I, 339/N4, 202). Metafísica, no sentido de superar ou transcender os entes, é um Geschick no qual ele está "posto, i.e., enviado [geschickt] no caminho de sua prevalência" (ZF, 86). O que envia? O ser. Heidegger associa o envio do ser à frase es gibt sein, "há o ser", mas literalmente "dá-se ser" — um modo conveniente de evitar dizer que ser "é". O que es, "se", denota? O próprio ser. Por conseguinte, o ser dá, i.e., envia, a si mesmo ou a sua própria verdade ou iluminação (CartaH, 332s/238s). A essência da tecnologia, ele explica mais tarde, "põe o homem no caminho" de revelação das coisas como "fontes existentes". Pôr-nos no caminho é schicken. Desta forma, este "envio" coletivo é "destino [das Geschick]". A história, Geschichte, "é não meramente o objeto da Historie, nem apenas o desempenho da atividade humana. A atividade torna-se histórica [geschichtlich] primeiramente como atividade de envio [geschickliches] [...] A armação [Gestell] é um envio providencial [Schickung, = 1. ‘envio’, 2. ‘ato da providência’] do fado [Geschickes], assim como todo modo de revelação" (QCT, 28/24). Geschick é bastante diferente de Schicksal, como em "A tecnologia é o Schicksal da nossa era". Schicksal aqui significa: "a inevitabilidade de um curso inalterável". Mas a tecnologia não é apenas isto, ela é um Geschick der Entbergung, "destino do des velamento", uma bênção providencial que nos foi enviada pelo próprio ser. E portanto uma época na história do ser. [DH]


Destino de-vém o Ser, quando Ele, o Ser, se dá. Isso, porém, pensado consoante o destino, quer dizer: Ele se dá e se recusa simultaneamente. [CartaH]


Sem poder e nem tampouco tolerar saber, a vontade de querer impede o destino, aqui entendido como a consignação de uma abertura manifestativa do ser dos entes. A vontade de querer tudo enrijece numa ausência de destino. [GA7 69]


A essência da técnica moderna põe o homem a caminho do de-sencobrimento que sempre conduz o real, de maneira mais ou menos perceptível, à dis-ponibilidade. Pôr a caminho significa: destinar. Por isso, denominamos de destino a força de reunião encaminhadora, que põe o homem a caminho de um desencobrimento. É pelo destino que se determina a essência de toda história. A história não é um mero objeto da historiografia nem somente o exercício da atividade humana. A ação humana só se torna histórica quando enviada por um destino [NT: Cf. Vom Wesen der Wahrheit, 1930, na primeira edição de 1943, p. 16s.]. E somente o que já se destinou a uma representação objetivaste torna acessível, como objeto, o histórico da historiografia, isto é, de uma ciência. É daí que provém a confusão corrente entre o histórico e o historiográfico.

No desafio da dis-posição, a com-posição remete a um modo de desencobrimento. Como modo de desencobrimento, a com-posição é um envio do destino. Destino, neste sentido, é também a produção da poiesis.
O desencobrimento do que é e está sendo segue sempre um caminho de desencobrimento. O destino do desencobrimento sempre rege o homem em todo o seu ser mas nunca é a fatalidade de uma coação. Pois o homem só se torna livre num envio, fazendo-se ouvinte e não escravo do destino. [GA7, 27]


[...] A liberdade é o reino do destino que põe o desencobrimento em seu próprio caminho.
A essência da técnica moderna repousa na com-posição. A com-posição pertence ao destino do desencobrimento. [...]
Quando pensamos, porém, a essência da técnica, fazemos a experiência da com-posição, como destino de um desencobrimento. Assim já nos mantemos no espaço livre do destino. [...]

A essência da técnica repousa na com-posição. Sua regência é parte do destino. Posto pelo destino num caminho de desencobrimento, o homem, sempre a caminho, caminha continuamente à beira de uma possibilidade: a possibilidade de seguir e favorecer apenas o que se des-emcobre na dis-posição e de tirar daí todos os seus parâmetros e todas as suas medidas. Assim, tranca-se uma outra possibilidade: a possibilidade de o homem empenhar-se, antes de tudo e sempre mais e num modo cada vez mais originário, pela essência do que se des-encobre e seu desencobrimento, com a finalidade de assumir, como sua própria essência, a pertença encarecida ao desencobrimento. [GA7, 28]


Entre essas duas possibilidades, o homem fica ex-posto a um perigo que provém do próprio destino. Por isso, o destino do desencobrimento é o perigo em todos e em cada um de seus modos e, por conseguinte, é sempre e necessariamente perigo.

Em qualquer modo, em que o destino do desencobrimento exerça seu vigor, o desencobrimento, em que tudo é e mostra-se cada vez traz sempre consigo o perigo de o homem equivocar-se com o desencobrimento e o interpretar mal. [...]

O destino do desencobrimento não é, em si mesmo, um perigo qualquer, mas o perigo.

Se, porém, o destino impera segundo o modo da com-posição, ele se torna o maior perigo, o perigo que se anuncia em duas frentes. Quando o des-coberto já não atinge o homem, como objeto, mas exclusivamente, como disponibilidade, quando, no domínio do não-objeto, o homem se reduz apenas a dis-por da dis-ponibilidade - então é que chegou à última beira do precipício, lá onde ele mesmo só se toma por dis-ponibilidade. [GA7, 29]


[...]Como destino, a com-posição remete ao desencobrimento do tipo da disposição. [...]

A com-posição de-põe a fulguração e a regência da verdade. O destino enviado na dis-posição é, pois, o perigo extremo. A técnica não é perigosa, não há uma demonia da técnica. O que há é o mistério de sua essência. Sendo um envio de desencobrimento, a essência da técnica é o perigo. Talvez a alteração de significado do termo "com-posição" torne-se agora mais familiar, quando pensado no sentido de destino e perigo. [GA7, 30]


[...] Neste caso, uma percepção profunda o bastante do que é a com-posição, enquanto destino do desencobrimento, não poderia fazer brilhar o poder salvador em sua emergência? [GA7, 31]


O descobrimento é o destino que, cada vez, de chofre e inexplicável para o pensamento, se parte, ora num des-encobrir-se pro-dutor ora num des-encobrir-se ex-plorador e, assim, se reparte ao homem. O de-sencobrimento ex-plorador tem a proveniência de seu envio no des-cobrimento pro-dutor, ao mesmo tempo em que a com-posição de-põe num envio do destino a Poiesis.
Assim, a com-posição se torna a essência da técnica, por ser destino de um desencobrimento, nunca, porém, por ser essência, no sentido de gênero e essentia. [GA7, 33]


Na condição de destino, a vigência da técnica im-põe ao homem entrar no que ele mesmo não pode por si mesmo nem inventar e nem fazer; é que não há algo assim, como um homem, que, exclusivamente por si mesmo, fosse tão homem.

Todavia, se o destino (o envio) da com-posição é realmente o perigo extremo, não só para a essência do homem mas também para todo desencobrimento, como tal, será que ainda se pode chamar de concessão um envio assim? Sem dúvida e sobretudo, caso, no envio, tenha de medrar e crescer o que salva. Todo destino de um envio acontece, em sua propriedade, a partir de um conceder e como um conceder. [GA7, 34]


Questionando, porém, o modo em que a instrumentalidade vigora numa espécie de causalidade, faremos a experiência do que vige na técnica, como destino de um desencobrimento. [GA7, 35]

Submitted on 13.03.2012 13:35
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