
Nähe, Ferne, Abstand, Entfernung. VIDE: benachbart, Nachbarschaft das gleichförmig Abstandlose, Gleichgultigkeit.
Nos primórdios essenciais, proximidade e distância não são apenas e não são antes de tudo determinações de medidas relativas a distâncias espaçotemporais [raum-zeitlicher Abstände], mas essenciações do próprio seer [Wesungen des Seyns selbst] e de sua clareira [Lichtung], que empresta pela primeira vez ao “espaço” [Raum] conhecido e ao “tempo” [Zeit] habitual o aberto [Offene]; um aberto que, em verdade (concebido a partir do seer [Seyn]), não é aberto algum, mas é algo preenchido e dissimulado pelo cálculo do re-presentar e do pro-duzir [Vor- und Herstellens] desencadeados e apreciados a partir de si. O desaparecimento da “proximidade” e da “lonjura” mesmo no distanciado, o nivelamento dos dois em termos de diferenças numéricas e quantitativas, é já a consequência velada do domínio incondicionado do ser no sentido da maquinação da produtibilidade e da representacionalidade do ente.
Proximidade e lonjura precisam ser concebidas em sua essência apenas de maneira ab-issal [ab-gründig], a partir da essência do seer e para essa essência, elas precisam ser concebidas como acontecimento apropriativo.
Proximidade é o abismo [Abgrund] da lonjura, e essa o abismo da proximidade – as duas são o mesmo, o abismo da clareira do seer.
Mas toda tentativa de um computo conceitual “dialético” trituraria aquilo que precisa ser pensado e o transformaria em um mero movimento superficial que oscilaria de cá para lá em meio a diferenciações e ligações, destruindo o pressentimento do salto na essenciação do seer. [109]
Proximidade e lonjura pertencem à clareira do seer como acontecimento da apropriação [Er-eignung]; mas elas não são propriedades palpáveis, apreensíveis para a descrição e úteis para um acordo sobre a essência da clareira. Ao contrário, elas se mostram como iniciações à decisão sobre a verdade do seer contra a maquinação do ente abandonado pelo ser, os sítios atópicos do vir-ao-encontro da divindade dos deuses [Gottschaft der Götter] e da humanidade do homem [Menschentums des Menschen] no seer, um vir-ao-encontro que retrojeta a divindade e a humanidade para a sua essência abissal.
A origem do espaço-tempo do aí, do qual a espaçotemporalidade da metafísica se arrancou de antemão e de saída como de algo totalmente velado, para então, tendo se tornado obstinada, interpretar tudo a partir de si e expor o não interpretável como su-praespacial e supratemporal.
Proximidade e lonjura não estão submetidas a nenhuma medida [Mass], e um ente nunca consegue fornecer a medida para o seer.
Proximidade e lonjura são em sua unidade ab-issal o impulso intermediário de todo vir-ao-encontro [Entgegnung] e a barreira abissal de toda mistura [Vermischung], da qual necessitam o cálculo [Rechnen] e a maquinação [Machenschaft].
Proximidade e lonjura são a conservação da recusa [Bewahrung der Verweigerung] como a mais elevada doação [Verschenkung], clareando o seer, que só se apresenta no entre [Inzwischen], mas nunca a partir do ente. [GA66MAC:§40]