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Category: Heidegger em português
Submitter: Murilo Cardoso de Castro

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Livre é o relacionamento capaz de abrir nossa Presença à essência da técnica. [GA7, pag. 11]

Temos, hoje em dia, a tendência de entender a responsabilidade ou em sentido moral, como culpa, ou, então, como uma espécie de ação. Em ambos os casos, obstruímos o caminho para o sentido originário do que se chamou posteriormente de causalidade. Enquanto este caminho não se abrir, também não perceberemos o que é propriamente a instrumentalidade do que repousa na causalidade. [GA7, pag. 15]

A técnica não é, portanto, um simples meio. A técnica é uma forma de desencobrimento. Levando isso em conta, abre-se diante de nós todo um outro âmbito para a essência da técnica. Trata-se do âmbito do desencobrimento, isto é, da verdade. [GA7, pag. 17]

O conhecimento provoca abertura. Abrindo, o conhecimento é um desencobrimento. [GA7, pag. 17]

Esta dis-posição, que explora as energias da natureza, cumpre um processamento, numa dupla acepção. Processa à medida que abre e ex-põe. [GA7, pag. 19]

Pelo controle, o desencobrimento abre para si mesmo suas próprias pistas, entrelaçadas numa trança múltipla e diversa. [GA7, pag. 20]

Sempre que o homem abre olhos e ouvidos e desprende o coração, sempre que se entrega a pensar sentidos e a empenhar-se por propósitos, sempre que se solta em figuras e obras ou se esmera em pedidos e agradecimentos, ele se vê inserido no que já se lhe revelou. [GA7, pag. 22]

A liberdade rege o aberto, no sentido do aclarado, isto é, do desencoberto. [GA7, pag. 28]

Ao contrário, abrindo-nos para a essência da técnica, encontramo-nos, de repente, tomados por um apelo de libertação. [GA7, pag. 28]

Submitted on:  Sun, 27-Jun-2010, 18:05