
Devido em parte à historicidade das essências, Heidegger também usa Wesen em sentido verbal, ligando-a diretamente ao verbo wesen e cunhando o substantivo explicitamente verbal Wesung, " essencialização". Uma outra razão para esta inovação é a inadequação do substantivo não verbal Wesen para a questão acerca do ser. "Se indagamos acerca da ‘essência’ no sentido usual da questão, a questão é sobre o que ‘faz’ um ente ser o que ele é, portanto sobre o que perfaz seu ser-o-que, sobre a entidade dos entes. Essência é aqui apenas uma outra palavra para ser (no sentido da entidade). Wesung, por sua vez, significa o acontecimento, à medida que acontece [sich...ereignet], ao qual pertence a verdade. O evento [Geschehnis] da verdade do ser, isto é Wesung" (GA65, 288. Cf. NII, 344ss/N4, 206ss). Wesung, uma unidade original do ser-o-que e do ser-como, pertence unicamente ao ser e à verdade (GA65, 289). "Wesung significa o modo como o próprio ser é, a saber, ser" (GA65, 484). Ser nem tem nem é uma essência não verbal. Como a idéa do bem de Platão ou o deus de são Tomás, ele concede essências aos entes pela luz que derrama sobre eles. Ser não é: ser "essencializa [west]" (GA65, 286). [DH]