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afeto

Definition:
Por exemplo, a ira é um afeto; em contrapartida, não visamos, com o ódio, a algo apenas em geral diverso do que é designado com o termo "ira". O ódio não é apenas um outro afeto. Ao contrário, ele não é absolutamente nenhum afeto, mas sim uma paixão. No entanto, denominamos os dois sentimentos. Falamos do sentimento de ódio e do sentimento de ira. Não podemos nos propor e nos decidir a ficar irados. A ira se abate sobre nós, nos acomete, nos "afeta". Esse acometimento é repentino e tempestuoso; nossa essência é movida por uma espécie de excitação; a ira nos excita, isto é, ela nos alça para além de nós mesmos. No entanto, ela faz isso de uma maneira tal, que em meio ao acometimento da excitação não somos mais senhores de nós mesmos. Diz-se: agiu-se impulsivamente (afetivamente). A linguagem popular demonstra uma grande perspicácia ao dizer o seguinte acerca de alguém excitado e que age sob excitação: ele age de modo efetivamente dividido. No acometimento da excitação desaparece a própria ação consonante, e essa ação se transforma em ação dissonante. Costumamos dizer: a alegria o deixou fora de si.

Nietzsche está visivelmente pensando nesse momento essencial do afeto ao buscar caracterizar a vontade a partir daí. Esse ser alçado para além de si mesmo, o acometimento de toda a essência de modo que não somos senhores de nós mesmos em meio à ira, esse "não" não significa de maneira alguma que na ira não somos lançados para fora de nós mesmos; justamente o não-ser-senhor no afeto, na ira, distingue muito mais o afeto do assenhoramento no sentido da vontade, pois no afeto o ser-senhor-sobre-si é transformado em um modo do ser-para-fora-de-nós-mesmos no qual perdemos algo. Denominamos o que é adverso algo que pode não acabar bem. Também denominamos a ira algo contra-a-vontade que se lança para fora de nós mesmos. No entanto, isso se dá de tal modo que não nos mantemos juntos a nós mesmos na ira como nos mantemos em meio à vontade, mas como que nos perdemos aí; a vontade é, nesse caso, uma contravontade. Nietzsche inverte esse estado de coisas: a essência formal do afeto é a vontade. Todavia, não se considera agora na vontade senão o ser-excitado, o ser lançado para além de si mesmo.

Como Nietzsche diz que o querer é um querer-para-além-de-si, ele pode dizer em vista desse estar-para-além-de-si-no-afeto que a vontade de poder é a forma originária do afeto. Todavia, Nietzsche também quer aduzir agora manifestamente o outro momento do afeto para o delineamento essencial da vontade, aquele abater-se sobre nós e aquele acometer-nos que tem lugar em meio ao afeto. Isso também, e justamente isso, pertence à vontade em um sentido, sem dúvida alguma, múltiplo que incessantemente se altera. Isso só é possível porque a vontade mesma — vista com relação à essência do homem — é o acometimento puro e simples que viabiliza em geral que nós, quer dessa ou daquela maneira, possamos estar e estejamos mesmo efetivamente para além de nós mesmos.

A própria vontade nunca pode ser querida. Nunca podemos nos decidir a ter uma vontade, no sentido de que poderíamos nos arrogar uma vontade; pois toda decisão se mostra como o querer mesmo. Se dizemos que ele quer ter sua vontade levada a termo dessa ou daquela forma, então ter-vontade significa aqui tanto quanto se encontrar propriamente em meio a seu querer, reter-se em toda a sua essência e ser senhor sobre ela. Precisamente essa possibilidade, porém, indica que sempre estamos no querer, mesmo se estivermos aí contra a nossa vontade. Aquele querer próprio que irrompe na decisão, aquele "sim’ é o que promove o acometimento de toda a nossa essência, de todo o nosso ser em nós. [N1]

Submitted on 27.08.2015 16:52
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