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abandono do ser

Definition:
Seinsverlassenheit

A A-patridade, a ser pensada nessa perspectiva, repousa no abandono do Ser (Seinsverlassenheit) em que se encontra o ente. Ela é o sinal do esquecimento do Ser. Em consequência, a Verdade do Ser continua não sendo pensada. É o que se mostra, indiretamente, no fato de que o homem só considera e só trabalha o ente. Ora, como, nesse afã pelo ente, o homem não pode deixar de conceber, de alguma maneira, o Ser, por isso se declara o Ser o conceito "mais geral" e, em consequência, o que engloba o ente, ou então uma criação do ente supremo ou, ainda, o produto (das Gemaechte) de um sujeito finito. Ao mesmo tempo, e isso de há muito, "o Ser" é tomado pelo "ente" e vice-versa o ente pelo Ser, ambos como que empurrados no redemoinho de uma confusão estranha e ainda não pensada. [CartaH]


A postura correta diante destas proposições surge de uma renovada meditação da preleção. Ela deve examinar se o nada, que dispõe a angústia em sua essência, se esgota numa vazia negação de tudo o que é, ou se - o que jamais e em parte alguma é um ente - se desvela como aquilo [68] que se distingue de todo ente e que nós chamamos o ser. Em qualquer lugar e em qualquer amplitude em que a pesquisa explore o ente, em parte alguma, encontra ela o ser. Ela apenas atinge sempre o ente porque, antecipadamente, já na intenção de sua explicação, permanece junto do ente. O ser, porém, não é uma qualidade ôntica do ente. O ser não se deixa representar e produzir objetivamente à semelhança do ente. O absolutamente outro com relação ao ente é o não-ente. Mas este se desdobra (west) como ser. Com demasiada pressa renunciamos ao pensamento quando fazemos passar, numa explicação superficial, o nada pelo puramente nadificador e o igualamos ao que não tem substância. Em vez de cedermos a esta pressa de uma perspicácia vazia e sacrificarmos a enigmática multivocidade do nada, devemos armar-nos com a disposição única de experimentarmos no nada a amplidão daquilo que garante a todo ente (a possibilidade de) ser. Isto é o próprio ser. Sem o ser, cuja essência abissal, mas ainda não desenvolvida, o nada nos envia na angústia essencial, todo ente permaneceria na indigência do ser. Mas mesmo esta indigência do ser, enquanto abandono do ser, não é, por sua vez, um nada nadificador, se é certo que à verdade do ser pertence o fato de que o ser nunca se manifesta (west) sem o ente, de que jamais o ente é sem o ser. MHeidegger: QUE É METAFÍSICA?


Existiria ainda ocasião para um pensador se deixar conduzir presunçosamente por este destino do ser? Se as coisas estivessem neste pé, haveria ainda motivo para, em tal abandono do ser, se fantasiar ainda outra coisa e isto levado até por uma disposição de humor elevado mas artificial? Se esta fosse a situação em tomo do abandono do ser, não haveria motivo bastante para que o pensamento, que pensa no ser, caísse no espanto que o paralisaria de tal modo que não fosse mais capaz de outra coisa que sustentar na angústia este destino do ser para, antes de tudo, levar a uma decisão o pensamento que se ocupa do esquecimento do ser? Mas seria disto capaz um pensamento enquanto a angústia, herdada como destino, fosse apenas uma deprimente disposição de humor? Que tem a ver o destino do ser com psicologia e psicanálise? MHeidegger: O RETORNO AO FUNDAMENTO DA METAFÍSICA



Submitted on 23.10.2010 00:05
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